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Viajar para Belém está mais caro no Círio deste ano, aponta Dieese

Segundo o Dieese, o transporte aéreo, por exemplo, ainda apresentado variações expressivas, principalmente no que diz respeito às várias formas de tarifas praticadas atualmente pelas companhias aéreas.

quarta-feira, 07/10/2020, 09:15 - Atualizado em 07/10/2020, 09:14 - Autor: Michelle Daniel


Os romeiros pagarão valores superiores aos cobrados ano passado
Os romeiros pagarão valores superiores aos cobrados ano passado | Mauro Ângelo/Arquivo

Além da pandemia da Covid-19, outro motivo que pode afastar turistas e promesseiros da capital paraense, onde é realizado o Círio de Nazaré – este ano em formato virtual –, é o alto custo com o transporte. Seja aéreo, rodoviário ou fluvial, a maioria dos reajustes está acima da inflação estimada para os últimos 12 meses.

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese/PA), que divulgou na manhã de ontem pesquisa que retrata os custos de transportes para os romeiros e turistas que desembarcam em Belém neste mês de outubro, em relação ao Círio do ano passado, os aumentos foram quase generalizados. Isso atinge todos os meios de transporte e, em alguns casos, os preços nas passagens sofreram aumento acima de 3%, valor calculado da inflação.

Segundo o Dieese, o transporte aéreo, por exemplo, ainda apresentado variações expressivas, principalmente no que diz respeito às várias formas de tarifas praticadas atualmente pelas companhias aéreas. As diferenças de preços entre a mais barata e a mais caras podem chegar até 100%, a depender da companhia, do local de origem, horário e data do voo.

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No caso do rodoviário, as passagens também estão mais caras neste Círio. O transporte intermunicipal teve um aumento de 4,6%. Já o transporte particular, como o táxi que circula em Belém, não sofreu reajustes ao longo dos últimos 12 meses. A bandeirada custa hoje R$ 5,61 – o último reajuste foi em 2015.

O estudo é realizado há 33 anos pelo Dieese/PA, em parceria com outros órgãos que buscam acompanhar os impactos da festa religiosa na economia paraense a partir de diversos aspectos, como alimentação e transportes.

As pesquisas feitas até o ano passado mostram que ao longo dos anos o Círio move milhões de devotos na fé e em reais, já que contribui de forma expressiva com o crescimento da economia do Estado.

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Entre os principais setores afetados e que geram emprego e renda por conta da festividade estão o de serviço, comércio, indústria e agropecuária. “Uma grande contribuição para o aumento das despesas dos romeiros e turistas neste Círio serão os custos dos transportes que tiveram aumento nos últimos 12 meses em percentuais acima da inflação. Para este Círio/2020, dependendo do meio de transporte utilizado, o gasto de cada romeiro ou turista pode ficar bastante elevado, isso sem contar com os preços de alimentação e outras despesas, como artesanato e os deslocamentos na capital”, comenta o economista Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese/PA.

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