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Chuvas com ventos fortes devem ocorrer até dezembro

Quando a chuva cai, a falta de cuidados com a capital fica evidente, com alagamentos, lixo por toda parte, engarrafamentos e até paradas de ônibus sem cobertura. Resta à população encarar os transtornos

terça-feira, 06/10/2020, 08:41 - Atualizado em 06/10/2020, 08:41 - Autor: Luiz Guilherme Ramos


Em Icoaraci, o vento derrubou árvores
Em Icoaraci, o vento derrubou árvores | Celso Rodrigues

A ventania que derrubou árvores e causou enormes congestionamentos na BR-316, no trecho entre os municípios de Marituba e Benevides, no último domingo (4), demonstrou a incidência de um fenômeno climático que já trouxe prejuízos em vários pontos isolados, seja na capital ou no interior do Estado. Para a meteorologia, é preciso ter cuidado, pois eles devem se repetir nos próximos meses.

No início de setembro, moradores de Icoaraci entraram em pânico, com o mesmo fenômeno, que destelhou casas, comércios, arrancou árvores e derrubou semáforos, tudo isso em poucos minutos. O mesmo foi registrado na Cidade Nova, um mês antes. Na semana passada, em Marabá, sudeste paraense, também houve registros de ventos na mesma intensidade. Mas, afinal de contas, que fenômeno é esse?

Segundo especialistas, eles ocorrem graças a ação das chamadas “nuvens cumulonimbus”, formadas pelo aumento da umidade vinda do Oceano Atlântico Norte, com as altas temperaturas. Geralmente, essas nuvens possuem base de até mil metros, mas atingem até 10 mil metros de altura, conforme frisa o diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), José Raimundo Abreu.

“Essas nuvens se alimentam com as correntes de ar e gotículas de água, que sobem e descem a todo momento. O movimento das gotículas faz crescer uma nuvem dentro da nuvem. E quando as correntes passam da linha de temperatura de zero graus, por vezes congelam, até que as corrente descendentes vêm em direção à superfície”, explica.

O diretor explica que, como o topo da nuvem está frio, ao descer, a chuva encontra uma certa resistência por causa do ar quente na superfície. E duas massas de ar com características diferentes aceleram a velocidade do vento. Depois de toda introdução climática, surgem as chuvas de curta duração com rajadas de vento de até 70 quilômetros por hora, justamente o suficiente para derrubar árvores e destelhar casas. “O Inmet tem observado esses fenômenos e monitorado. O que a gente verifica é que este ano realmente tem ocorrido com muita frequência. As ilhas de instabilidade têm aumentado e a formação dessas linhas seguem evoluindo”. O meteorologista destaca que, em anos anteriores, a incidência desses fenômenos ocorria geralmente no final do ano, com a entrada do período chuvoso.

“As regiões Sudoeste e Sul receberam as primeiras chuvas que inibiram as queimadas. Elas já deveriam ocorrer. Isso quer dizer que vamos ter uma regularidade no início das chuvas no mês de outubro. Em outros anos ficava seco até dezembro. Agora o Inmet tem certeza que vai começar desde outubro, pois desde o dia primeiro chove”, acredita. Um dos fatores determinantes é a estabilidade do fenômeno La Nina, que ocorre no Oceano Pacífico. “A população tem que ficar alerta porque é bem provável que tenhamos chuvas com mais frequência e o desenvolvimento dessas nuvens. Então desde já podemos alertar, pois no mês de dezembro deve chover bastante”, avisa.

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