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Redução no valor do auxílio pode aumentar índice de pobreza no país

Redução no valor do auxílio emergencial vai atingir 80% daqueles que recebem o benefício.

quarta-feira, 30/09/2020, 07:10 - Atualizado em 30/09/2020, 07:24 - Autor: Luiza Mello/Diário do Pará


Aumento no índice de pobreza pode chegar a 23,7%, quando comparado aos dados de maio. Pará está entre os cinco estados onde o percentual de domicílios que dependem do auxílio ultrapassa 60%.
Aumento no índice de pobreza pode chegar a 23,7%, quando comparado aos dados de maio. Pará está entre os cinco estados onde o percentual de domicílios que dependem do auxílio ultrapassa 60%. | Mauro Ângelo/Diário do Pará

A redução à metade do valor do auxílio emergencial (de R$ 600 para R$ 300) para 80% daqueles que recebem o benefício pode provocar uma grande queda da renda média de milhares de famílias e aumentar o índice de pobreza no Brasil em até 23,7%, quando comparado aos dados de maio, quando ocorreu o agravamento da pandemia do novo coronavírus.

A pobreza extrema, por sua vez, pode ter uma elevação ainda mais forte, chegando a 5%, da população do país. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas, e analisados com base nos micro dados da PNAD Covid-19 realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O IBGE divulgou novos dados que enfatizam a relevância do auxílio emergencial para a sobrevivência dos brasileiros mais pobres e que tiveram alta de mais de dois mil por cento na renda por causa do auxílio emergencial. O levantamento mostra que, em cerca de 6,6 milhões de domicílios a média da renda per capita própria em agosto foi de R$ 12,47. No entanto, com o recebimento do auxílio, essa renda saltou para R$ 349,48 – uma alta de 2.703%.

Essas famílias têm conseguido se sustentar por conta dos pagamentos do auxílio emergencial e dos demais programas sociais do governo federal e dos governos locais. Para se ter uma ideia, pelo menos um milhão de brasileiros que não conseguiram receber nenhum tipo de benefício relacionado à pandemia tiveram renda mensal máxima de R$ 88,03 e estão na faixa da pobreza extrema.

FAMÍLIAS

E essas famílias que vivem mergulhadas entre a pobreza e a extrema pobreza estão concentradas exatamente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, onde o auxílio emergencial tem sido fundamental para matar a fome de milhões de famílias.

O Pará está entre os cinco estados brasileiros onde o percentual de domicílios que dependem do auxílio ultrapassa 60%. São 64,5% de famílias que dependem do auxílio para colocar comida na mesa.

O Pará é o segundo Estado no ranking daqueles que apresentaram as maiores proporções de domicílios onde ao menos um dos moradores recebeu algum tipo de auxílio emergencial em agosto e que dependem deste benefício para matar a fome da família. Junto com o Pará estão Amapá (71,4%) e Amazonas (61,9%) no Norte, e no Nordeste, Alagoas (63,5%) e Maranhão 65,5%) completam a lista dos que mais dependem do pagamento dos benefícios segundo dados do Pnad Covid 19 divulgados ontem pelo IBGE.

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Além dos cinco estados que ficaram mais dependentes do pagamento de auxílio emergencial durante a pandemia, todos os demais estados do Norte e Nordeste tiveram mais da metade dos domicílios recebendo auxílio emergencial.

Esse quadro revelado pelo IBGE traduz o nível de desigualdade no Brasil. Enquanto isso, nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e principalmente no Sul ficaram todos com menos de 50% dos domicílios dependentes do pagamento de benefícios emergenciais do governo. Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ambos da região Sul, foram os que apresentaram as menores proporções.

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