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INDÚSTRIA VERDE

Escola Sesi Ananindeua é um dos exemplos de consciência ambiental

O espaço foi planejado para proporcionar maior interação dos alunos com a preservação dos recursos naturais

domingo, 27/09/2020, 08:09 - Atualizado em 27/09/2020, 08:09 - Autor: Luiz Flávio


| Divulgação

Empresas vêm fazendo com que a produção, a competitividade, os lucros e a satisfação do cliente andem em sintonia com o respeito pelo meio ambiente. Para isso criam tecnologias e estratégias que garantam o crescimento econômico, patrocinando ações que promovam o desenvolvimento sustentável. A “indústria Verde” é uma realidade e o tema do projeto Tecnologias Sustentáveis deste domingo.

O Serviço Social da Indústria (Sesi) em Ananindeua, é um bom exemplo. O serviço elaborou um prédio que reforça a consciência ambiental e cria um novo estilo de educar, focado na sustentabilidade.

A Escola Sesi Ananindeua foi inaugurada em 2017 e foi planejada para proporcionar maior interação dos alunos com a preservação dos recursos naturais. No estabelecimento, os alunos acompanham processos sustentáveis, levando o conhecimento para o seu cotidiano, envolvendo familiares e amigos.

Os cuidados com a questão ambiental iniciaram ainda na etapa de elaboração do projeto, com a avaliação do terreno e da paisagem local, seleção dos materiais de construção, tratamento dos resíduos gerados na obra, incluindo a limpeza de pneus dos caminhões utilizados durante a construção, entre outros.

A escola possui um sistema fotovoltaico que, a partir da captação da energia solar gera cerca de 50% do consumo total de energia da escola e converte em créditos o excedente repassado ao Sistema Nacional de Energia.

Uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) separa os resíduos, tratando e devolvendo os líquidos para reaproveitamento e os sólidos para adubo. Um sistema de captação recolhe a água da chuva e dos sistemas de refrigeração, concentrando em uma cisterna 60 mil litros de água, que pode atender por até cinco dias a higienização dos banheiros e irrigação das áreas verdes sem depender do sistema público de abastecimento.

Outros recursos existentes na unidade são sistemas de iluminação eficiente, com uso de lâmpadas LED; de automação com rede de comunicação para eficiência da iluminação dos espaços, controle inteligente para acionamento de bombas d’água, monitoramento via web do consumo de energia elétrica e de equipamentos elétricos e eletrônicos, e sistema de climatização que reduz o consumo de energia na ordem de 40% em relação aos sistemas de climatização convencionais.

Atualmente a escola é referência para outras instituições de ensino e edificações sustentáveis. “Buscamos uma proposta educacional que fosse além das disciplinas tradicionais. Queremos que o aluno Sesi seja um cidadão melhor, com consciência de sua atuação no mundo e capaz de provocar mudanças no seu meio”, diz José Conrado Santos, presidente do Sistema Fiepa.

Destino sustentável para embalagens de madeira

A Alubar, instalada em Barcarena, é líder na América Latina na fabricação de cabos elétricos de alumínio e uma das maiores produtoras de vergalhões de ligas de alumínio do continente. Além disso, fabrica condutores elétricos de cobre para todo o Brasil. A empresa encontrou um destino mais sustentável para as embalagens de madeira que protegem seus produtos durante a estocagem e transporte.

Ao final da vida útil, os carretéis de madeira são doados para outra empresa de Barcarena, que os recicla e transforma em cunhas (pedaços de madeira de formato triangular que funcionam como pequenas rampas pra ajudar a segurar os carretéis de cabos elétricos no transporte). Com isso, além de reduzir a zero o custo com a destinação do resíduo, a Alubar adquire essas cunhas recicladas a um preço menor em comparação com outros fornecedores, usando-as para prender as extremidades dos carretéis de cabos elétricos, dando estabilidade no transporte dos produtos.

“De fevereiro a dezembro de 2019, a gente conseguiu obter uma grande economia só com a doação do resíduo de madeira e, além disso, contribuímos com a geração de emprego na região ao desenvolver um fornecedor local de cunhas”, relata o gerente do controle da qualidade e meio ambiente da Alubar, Hélido Sena.

O gerente geral da Construservice, João Luiz Rodrigues, explica que a empresa já prestava serviços de carga e descarga, carregamento de bobinas e retirada de resíduos para a Alubar. Eles já tinham familiaridade com as embalagens de madeira e, a partir do treinamento oferecido pela Alubar, foi fácil criar as cunhas. “Foi muito importante, o que para a Alubar é resíduo, para gente é matéria-prima de um novo produto”.

A coordenadora de suprimentos da Alubar, Dorcas Xavier, relata que a mudança na destinação de resíduos de madeira trouxe resultados financeiros e ambientais ao fornecedor e à empresa. “O projeto proporcionou ao fornecedor um incremento de receita de 5%, além do acréscimo de 10% na contratação de mão de obra local, o que contribuiu para o desenvolvimento da região através da geração de emprego e renda. Para a Alubar, houve uma redução de 100% no custo de retirada e destinação e redução de 35% no valor de aquisição da cunha de madeira”. Com a iniciativa, deixa-se de extrair da natureza cerca de 100m³ de madeira por ano, o que contribui para a preservação das florestas e para a redução no consumo de água e energia utilizados na extração.

Sistema trata resíduos da operação da Alunorte

A refinaria de alumina da Hydro, a Alunorte, em Barcarena/PA, usa a tecnologia de filtro prensa, o sistema de tratamento de resíduos mais moderno do mundo, que proporciona uma redução de 60% de água e reagentes químicos por tonelada de resíduos, o que permite o empilhamento a seco por meio de compactação, aumentando a segurança do depósito. Este processo aumenta a capacidade de armazenamento de resíduos sólidos em comparação com os resultados de sistemas mais antigos.

A Companhia investiu mais de R$ 1 bilhão para implementar essa tecnologia, sendo a primeira a usá-la em larga escala no Brasil. Como resultado do tratamento, os filtros prensa geram um resíduo com 78% de teor de sólidos. Além disso, a combinação dos filtros prensa e da compactação reduz em quatro vezes o espaço necessário para armazenar os resíduos, quando comparado à tecnologia anterior de filtro tambor.

“Temos reforçado nosso compromisso com a estabilidade operacional da Alunorte, com a busca de melhores práticas ambientais e sociais por meio de contínuo investimento em tecnologia, inovação e projetos que proporcionem desenvolvimento sustentável para nossa região”, analisa Carlos Neves, diretor de Operações de Bauxita & Alumina da Hydro.

Os investimentos se estendem à promoção de projetos de pesquisa em parceria com instituições. Em 2019, foi assinado um convênio com o Instituto Senai de Inovação em Tecnologias Minerais para estudos sobre o reaproveitamento de resíduo de bauxita, remanescente após o processo de refino da bauxita, que ocorre na Alunorte. A empresa investirá R$ 5 milhões nessas pesquisas até 2022. “Além do investimento em pesquisa, temos profissionais altamente especializados trabalhando nesta pesquisa e todo o desenvolvimento do projeto é realizado em Belém para reforçar o nosso compromisso com o estado”.

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