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ALIMENTAÇÃO

Comidas de rua: carrinhos de lanche são a cara de Belém

Lanches de rua se mantêm em Belém com público cativo e variedade.

sábado, 26/09/2020, 08:57 - Atualizado em 26/09/2020, 08:57 - Autor: MIchelle Daniel/Diário do Pará


Tradição pelas ruas da capital, os carrinhos continuam em alta, mesmo durante a pandemia.
Tradição pelas ruas da capital, os carrinhos continuam em alta, mesmo durante a pandemia. | Celso Rodrigues/Diário do Pará

Quem nunca parou em uma esquina para comer um saboroso cachorro quente, por exemplo? Aquele pão massa fina com picadinho e salada ainda enche os olhos e a boca de muita gente, assim como outros sanduíches que são vendidos nos tradicionais carrinhos de lanches e que fazem parte da identidade de Belém.

Embora os food trucks tenham tentado ganhar espaço na cidade, os lanches vendidos há anos em pontos certos conseguem manter uma clientela fiel e atrair outra reinventando o cardápio sem perder a qualidade.

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Um dos grandes segredos que os microempreendedores contam para continuarem fazendo sucesso é o compromisso com o trabalho. As carnes artesanais e os molhos com receitas próprias também garantem um sabor único. “Isso representa uma infância, uma tradição. Vem desde a minha juventude. Não troco jamais um lanche desses por qualquer hamburgueria. De vez em quando venho matar a saudade aqui”, afirma João Lobato, de 56 anos, administrador.

Ele mora próximo à Praça Amazonas, bairro do Jurunas, e diferente dos quatro filhos, não desperdiça as oportunidades que aparecem para ir até Oficina do Lanche, que existe há mais de 20 anos. “Esses lanches são a cara de Belém. Não tem igual”, comenta.

Nesse ramo, a Oficina é tradição em Belém. Muito conhecida também pelos 9 tipos de maionese, como jambu, ervas, camarão, azeitona e outros, a lista de tipos de sanduíches é extensa. Os sucos são naturais e feitos na hora, na frente do cliente. Recentemente, foi incluído no cardápio, os lanches naturais e outros tipos de bebidas, como milk shakes “detox”.

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Segundo a atendente Daniela Santos, 43, entre os sanduíches mais pedidos estão o tradicional cachorro-quente – “esse geralmente acaba cedo” -, x-eggs camarão bacon e x-eggs calabresa bacon burg.

“Nossa carne de hambúrguer é caseira e as maioneses são feitas todos os dias, com segredo da casa”, comenta. “Acrescentamos em alguns sanduíches salada de repolho e a cebola frita caramelizada. Isso dá um gosto especial também”, diz sobre os novos incrementos.

Ela conta ainda que os lanches agradam e recebem muitos elogios. “Tem muita gente que vem de longe, às vezes de outra cidade”. No período da pandemia, somente a lanchonete – localizada na esquina da rua Cesário Alvim – ficou aberta.

“As pessoas vinham comprar e levavam ‘pra’ casa. Depois, voltamos com o carrinho porque foi aqui que tudo começou. As pessoas já acertam aqui”, diz. Atualmente, a Oficina do Lanche trabalha de domingo a domingo, desde o final da tarde até o início da madrugada.

SÃO BRÁS

No bairro de São Brás, dificilmente alguém não conheça o Lanche do Paulo, localizado na avenida Cipriano Santos. Na porta de casa, ele, a esposa e a filha, lutam contra a concorrência há 30 anos.

“O segredo é trabalhar com seriedade. Sempre ter os melhores produtos. Nesse lado comercial de sabores não pode relaxar. É estar se reinventando constantemente”, conta Paulo de Tarso, 56, proprietário.

Segundo ele, a matéria-prima é preparada em casa mesmo. A carne é artesanal, assim como os sucos são naturais e os molhos, como as maioneses de diversos sabores. Durante a crise da Covid-19, Paulo e a esposa precisaram se reinventar já que o comércio é a única renda da família. A filha passou a ajudar no preparo dos lanches junto com a mãe, enquanto ele realizava as entregas em domicílio.

“Se não fosse o delivery, não tínhamos conseguido superar e passaríamos necessidade. As entregas são feitas no bairro mesmo, no máximo até o Marco. Trabalhamos dentro de casa mesmo e até hoje as entregas continuam sendo feitas”, diz Maria José, esposa de Paulo.

O auxiliar administrativo Marcelo Wanzeller, de 41 anos, é cliente fiel durante três décadas. Ele vem do bairro do Umarizal só para comer o cachorro-quente. E garante que não tem igual. “Gosto desse tradicional pão com picadinho e salada de repolho. Tento comprar a carne dele, mas nem me diz o segredo. É muito bom mesmo”, afirma.

“O que me atrai é a qualidade que se mantém há 30 anos. Venho aqui desde criança, quando morava no bairro. Agora, pelo menos duas vezes por mês venho lanchar. Confesso que já experimentei alguns que são bem legais, mas esse não abandono. Sempre indico para amigos”, garante. O Lanche do Paulo funciona de terça à domingo, de 19h às 1h.

Tradição pelas ruas da capital, os carrinhos continuam em alta, mesmo durante a pandemia.
Tradição pelas ruas da capital, os carrinhos continuam em alta, mesmo durante a pandemia. | Celso Rodrigues/Diário do Pará
Tradição pelas ruas da capital, os carrinhos continuam em alta, mesmo durante a pandemia. | Celso Rodrigues/Diário do Pará

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