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SAÚDE MENTAL

Setembro amarelo: psicólogo chama atenção para rede de apoio

terça-feira, 15/09/2020, 14:26 - Atualizado em 15/09/2020, 14:26 - Autor: Com informações da assessoria


| Freepik

Nunca se falou tanto em saúde mental como em 2020. E num ano como este, percebe-se a importância que o setembro amarelo tem. A campanha, que ocorre no Brasil desde 2015, trata da valorização da vida, conscientização e prevenção ao suicídio.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 1 milhão de pessoas cometem suicídio por ano, no mundo. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a segunda causa de morte. No Brasil, a cada 45 minutos uma pessoa tira a própria vida. Os números dos relatórios são alarmantes. A OMS também aponta, que nove em cada dez destas mortes poderiam ter sido evitadas com prevenção e atenção adequadas.

Para entender e prevenir, é importante conhecer as condições que podem levar ao ato. Além da depressão, transtornos mentais como transtorno de ansiedade, de personalidade, de esquizofrenia e transtorno afetivo bipolar, podem desencadear o suicídio. Porém, existem pessoas que não têm transtornos psicológicos e cometem suicídio por algum outro motivo específico, por impulso, em momentos de crise.

O psicólogo do Hapvida, Fabrício Vieira, explica que para o ser humano, falar sobre a morte incomoda, é algo que naturalmente as pessoas tentam distanciar. Então é preciso ficar atento quando essa ideia de morte se torna algo como “solução” para alguma angústia. “É importante perceber como precisamos do outro, não só pelo momento em que o mundo está passando, mas também pelas perdas que estão se somando. As pessoas estão cada vez mais preocupadas, entristecidas e com medo, por isso é essencial estar atento e perceber sinais, não somente em nós mesmos, mas no outro também. É importante se aproximar, sinalizar e buscar ajuda, para si e para o outro.”

A saúde da mente é tão importante quanto a saúde do corpo. O autoconhecimento e o autocuidado ajudam a lidar, de forma tranquila e equilibrada, com situações do dia a dia.

“O autoconhecimento é para entender como estamos lidando com nossos sentimentos diante de situações estressantes do cotidiano. O autocuidado ajuda a trabalhar todos estes aspectos. Momentos de lazer, relaxamento, atividades físicas, momentos prazerosos com a família e amigos, tudo o que faz sentido na nossa vida, nos dá suporte para uma saúde mental equilibrada”, destaca Fabrício.

Mas como ser consciente do outro?

O psicólogo pondera a complexidade e delicadeza do assunto e ressalta a importância de uma rede de apoio: “seja rede de apoio dos seus familiares e amigos, esteja atento, disposto a escutar e não julgar. É preciso acolher, ser empático, dar suporte e orientar a buscar ajuda profissional, de um psicólogo ou psiquiatra, mas de maneira sensível, acolhedora, empática e responsável.”

Fique atento aos sinais, verbais e comportamentais:

-Verbais: quando a pessoa diz que não quer continuar, que está cansada; que gostaria de sumir; que ninguém sentiria sua falta e que seria melhor pra todo mundo se ela sumisse; que quer se matar, ou morrer;

-Comportamentais; quando a pessoa se isola, demonstra desinteresse repentino por atividades que antes gostava; mudanças no sono, dorme demais ou tem insônia constante; na alimentação, passa a comer mais ou menos que comia antes; agressividade, no caso de jovens, às vezes a depressão se confunde com agressividade.

O que fazer se você identificar risco de suicídio em uma pessoa?

-Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para falar suicídio sobre. Deixe a pessoa saber que você está lá para ouvir, ouça com a mente aberta e ofereça seu apoio.

-Incentive a pessoa a procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde, de saúde mental, de emergência ou apoio em algum serviço público. Se ofereça para acompanhá-la a um atendimento.

-Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de serviços de saúde, de emergência e entre em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa.

-Se a pessoa com quem você está preocupado(a) vive com você, assegure-se de que ele(a) não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos) em casa.

-Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

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