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SOS AMAZÔNIA

Incêndio na terra indígena Alto Rio Guamá segue intenso e continua afetando aldeias 

segunda-feira, 14/09/2020, 17:24 - Atualizado em 14/09/2020, 17:23 - Autor: Com informações de assessoria


| Reprodução

Incêndio atinge a Terra Indígena Alto Rio Guamá, na região do Guamá e Gurupi, nordeste do Pará. O fogo está destruindo a vegetação e se aproximando de aldeias de forma acelerada há três semanas. O Corpo de Bombeiros de Paragominas foi acionado e equipes da Policia Federal estão tentando traçar estratégias para conter o avanço das queimadas, mas até o momento sem sucesso. 

Os indígenas que fazem parte do grupo Guardiões da Floresta estão se mobilizando para tentar impedir o avanço das queimadas, mas, sem equipamentos estão tendo dificuldades na região do Gurupi. Josefa Tembé, da Associação das Mulheres Indígenas do Gurupi (Amig), relatou como está o combate às chamas. "O fogo na nossa região do Gurupi cresce a cada hora, os guerreiros estão trabalhando a mais de uma semana, tentado controlar o incêndio".

 

Segundo os indígenas, os primeiros focos de incêndio começaram no dia 1° de setembro. A Amig informou que protocolou junto ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) um pedido de combate aos focos de incêndio no território. Segundo a associação, as equipes dos bombeiros de Paragominas foram até o local na última semana, mas necessitam de mais equipes e equipamentos.

Valdeci També relatou que o fogo está cada vez mais forte e se aproximando da rede de energia e da aldeia cajueiro - uma das maiores aldeias da região. A liderança também informou que estão se mobilizando para tentar combater as chamas. Alguns indígenas, principalmente idosos e crianças, já estão saindo de algumas aldeias para fugir das fumaças.

Na região de Santa Luzia do Pará, outro foco de incêndio na TI alto Rio Guamá segue assustando os indígenas. Walber Tembé, liderança da aldeia Tawari, aponta que invasores estão provocando as queimadas como retaliação ao impedimento de retirada de açaí dentro da Terra Indígena."O nosso ouro preto é o açaí e como não deixamos entrarem por medida de segurança, há essa revolta", explicou.

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