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Consumidores dizem o que fazem para economizar no supermercado

quinta-feira, 10/09/2020, 07:41 - Atualizado em 10/09/2020, 08:07 - Autor: Wesley Costa


O valor pago pela alimentação básica em Belém vem comprometendo quase a metade do salário mínimo. Para reduzir os custos, os consumidores usam de variadas estratégias. Ione Lisboa sempre de olho nos preços.
O valor pago pela alimentação básica em Belém vem comprometendo quase a metade do salário mínimo. Para reduzir os custos, os consumidores usam de variadas estratégias. Ione Lisboa sempre de olho nos preços. | Ricardo Amanajás

Dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) mostram que a alimentação básica dos paraenses continua cara e sofrendo reajustes. Em agosto passado, por exemplo, a cesta básica comercializada em Belém custou R$441,51. O valor pago pela alimentação vem comprometendo quase metade do salário mínimo do trabalhador, de R$1.045,00.

Segundo o supervisor técnico do Dieese/PA, Roberto Sena, há alguns anos a alimentação no Pará fica entre as mais caras do país. “Muito embora o Estado possua grandes campos de plantio, várzea e tendência para a agricultura, os produtos aumentam de preço em função de que a gente importa alimentos. Então, mais de 60% dos produtos que chegam à nossa mesa vêm de estados vizinhos, do centro sul ou do sudeste do país”, explica.

Nos primeiros oito meses do ano, o supervisor conta que a alimentação dos paraenses subiu 6,61%. “O percentual é correspondente ao aumento nos valores da maioria dos produtos que compõem a cesta básica como o leite, arroz, óleo de cozinha, manteiga e tomate”, disse. Se comparado aos últimos 12 meses, a alta na alimentação é bem maior, chegando a 12%.

Dentro dos supermercados, os consumidores que sentem no bolso os reajustes adotam técnicas para economizar ao máximo e não deixar faltar a alimentação em casa. Vale trocar de marca, diminuir a quantidade e, até mesmo, ir às compras sozinho para não correr o risco de levar produtos não tão essenciais para o momento. O DIÁRIO conversou com alguns deles que contaram como fazem para levar o que precisam pagando um preço mais razoável pelos produtos.

AUMENTO

A contadora Ione Lisboa, 34 anos, disse que observou o aumento em todos os produtos que costuma levar. Ela, que faz compras semanalmente, costuma ir sozinha ao supermercado. “Apesar dessa grande variação que se vem observado nos preços, costumo levar as mesmas marcas para evitar comprar algo não tão bom, e que lá na frente não vai ser usado”, diz.

Outra medida adotada pela contadora é levar uma lista de compras. “Além de ganhar tempo a gente já vai direto nos produtos e evita ficar olhando para as prateleiras que chamam nossa atenção com tantos outros”, disse.

Já para o assistente social Paulo Cantuaria, 59, a saída para reduzir os gastos tem sido reduzir a quantidade de um mesmo produto no carrinho de compras. “Tudo aumentou. Então, a gente precisa encontrar algumas formas para economizar, porém, levar produtos de boa qualidade. A opção que achei foi tirar algumas coisas que costumava comprar em maior quantidade, mas ainda podendo levar a mesma marca de costume”, contou ele que costuma fazer suas comprar para durar, pelo menos, 20 dias.

 Paulo Cantuaria
Paulo Cantuaria Ricardo Amanajás
 

Entre as prateleiras com tantos produtos de marcas diferentes, a diarista Esmeralda Sales, 49, analisava com cuidado os preços na intenção de garantir uma economia. “Com tudo caro a gente precisa gastar mesmo esse tempo para pesquisar, olhar direitinho os valores e até a quantidade dos produtos para fazer uma boa compra. Não está dando mais para pegar o primeiro que aparece ou é oferecido pra gente”.

Esmeralda disse que não costuma fazer compras com tanta frequência, mas, quando vai, procura tomar alguns cuidados. “Primeiro eu coloco na lista só o essencial. E tem que trazer a lista senão acaba comprando, comprando e, às vezes, esquece até de levar o que devia”, disse.

Esmeralda Sales
Esmeralda Sales Ricardo Amanajás
 

EMBALAGEM

Outra tática usada pela diarista é comparar o preço com a quantidade de produto dentro da embalagem. “Eu costumo fazer essa comparação porque às vezes são centavos que vou pagar a mais, porém, vou levar uma maior quantidade do que se eu fosse, por exemplo, ter que comprar dois produtos iguais para chegar naquele mesmo tanto”, exemplifica. Por último, Esmeralda evita entrar nos corredores com produtos que não estão em sua lista. “Quando olho para a lista já vou no lugar certo onde está o que preciso, então nem caio em tentação de comprar outras coisas”, destacou.

 


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