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AUMENTO DE PRODUTOS

Preços altos na cesta básica pesam no bolso do paraense

terça-feira, 08/09/2020, 07:31 - Atualizado em 08/09/2020, 07:31 - Autor: Pryscila Soares/Diário do Pará


Consumidores têm sentido no orçamento mensal os aumentos nos produtos essenciais e precisam pesquisar para não faltar.
Consumidores têm sentido no orçamento mensal os aumentos nos produtos essenciais e precisam pesquisar para não faltar. | Wagner Almeida/Diário do Pará

Na última quinta-feira (3), o setor supermercadista, por meio da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), que representa as 27 associações estaduais afiliadas, divulgou nota para esclarecer a questão dos altos preços dos itens que compõem a cesta básica. Itens como arroz, leite, carne e óleo de soja sofreram aumentos significativos nos últimos meses, encarecendo a alimentação básica.

De acordo com a ABRAS, isso se deve ao aumento das exportações destes produtos e sua matéria-prima. Em contrapartida, houve diminuição das importações desses itens, motivadas pela mudança na taxa de câmbio que provocou a valorização do dólar frente ao real. Somando-se a isso a política fiscal de incentivo às exportações, e o crescimento da demanda interna impulsionado pelo auxílio emergencial do Governo Federal.

Após essa manifestação, o presidente da Associação Paraense de Supermercados (Aspas) e representante do Pará na ABRAS, Jorge Portugal revelou que a Associação recebeu uma ligação do presidente Jair Bolsonaro, que agendou uma reunião com a diretoria da entidade para esta semana, juntamente com o ministro da economia, Paulo Guedes. “O objetivo é nos reunirmos com o governo para verificar esse problema e tentar solucionar. Inclusive uma das sugestões da ABRAS é de que o governo baixe a taxa de importação. A indústria está preferindo exportar do que deixar os produtos no mercado nacional. Com a exportação o ganho é maior”, informou Portugal. “Fizemos essa nota para explicar o real motivos da elevação dos preços da cesta básica, porque normalmente o consumidor acha que é o supermercado que aponta o preço final dos produtos”, ressaltou.

ALTERNATIVA

Diante da alta de vários produtos que compõem a cesta básica, os consumidores adotam algumas medidas para tentar minimizar os gastos. Mesmo assim, boa parte da renda mensal das famílias é comprometida com a alimentação básica. Para alimentar cinco pessoas, o gasto mensal com a alimentação ultrapassa os R$ 1 mil na casa da aposentada Nilma Colares, 58 anos. Ela percebeu o aumento generalizado em diversos itens.

“Começou devagar e quando a gente viu a cesta básica alcançou esse patamar que está. Todas as classes estão sentindo esse impacto. Sempre trago lista e levo somente o que vamos consumir para não ficar de estoque. Mesmo que leve pouco acabo gastando mais de mil reais por mês. Ou seja, o salário mínimo para manter mercado e outras coisas não dá”, afirmou.

Já a família da dentista Mayra Leão, 28, costuma fazer compras duas vezes por mês, acumulando uma despesa em torno de R$ 700, só com alimentação. A consumidora já sai de casa com uma quantia certa para fazer as compras. Por isso, leva sempre junto a calculadora e lista com os itens que estão faltando na dispensa. “A primeira compra é a maior, gastamos cerca de R$ 450. A segunda fica em torno de R$ 250 a R$ 300, é mais para comprar frutas, legumes e carne. Metade do salário é para alimentação. Arroz, feijão e óleo ficaram bastante caros e não podem faltar. A gente faz lista do que tem para não levar em excesso”, garantiu.

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PESQUISA

No mês de agosto, a cesta básica comercializada em Belém custou R$ 441,51, comprometendo na sua aquisição quase metade do atual Salário Mínimo de R$ 1.045,00.

O balanço efetuado pelo DIEESE/PA sobre as flutuações de preços da cesta básica na capital mostra alta nos preços da maioria dos produtos pesquisados, com destaque para o leite, que teve um reajuste de 6,68%, seguido do óleo de soja (cozinha) com a alta de 4,87%; a carne bovina com a alta de 2,87%; a manteiga que elevou 1,30% e o arroz com a alta de 0,30%.

Também no mês passado, alguns produtos da cesta apresentaram quedas de preços, as mais significativas foram do feijão, com o recuo de 6,46%, seguido do tomate que reduziu 5,83%.


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