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ENTRE O SONHO E A SORTE

Paraenses não abrem mão de fazer uma “fezinha” em busca de grana alta

sábado, 05/09/2020, 09:28 - Atualizado em 05/09/2020, 09:27 - Autor: Wesley Costa/Diário do Pará


Nas lotéricas, é grande a expectativa para a premiação desta semana de R$ 100 milhões.
Nas lotéricas, é grande a expectativa para a premiação desta semana de R$ 100 milhões. | Irene Almeida/Diário do Pará

As placas em frente às casas lotéricas anunciando o prêmio da Mega-Sena que está acumulado no valor de quase R$ 100 milhões, têm atraído apostadores que sonham alto e não perdem a oportunidade de depositar uma ”fezinha” na premiação. Além dos jogos de loterias, as chances de ganhar uma grana alta investindo bem pouco também se tornou um hábito dos apostadores do “jogo do bicho”.

Após muito tempo sem fazer apostas, a aposentada Raimunda Damasceno, 70 anos, quando soube que o prêmio da Mega estava acumulado, não perdeu tempo e saiu de casa para fazer seu jogo. Com bilhetes em mãos e devidamente preenchidos, a esperança de ser a próxima ganhadora era grande.

“Eu sempre gostei de fazer minhas apostas e, apesar de nunca ter ganho valores altos, nunca perdi a fé. Acredito sempre que essa hora vai chegar”, disse.

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Mesmo sem fazer nenhum tipo de preparo ou cálculos estratégicos, Raimunda conta que o sonho de adquirir a casa própria e a estabilidade financeira são fatores que levaram a tentar a sorte.

“Todo dinheiro é sempre muito bem-vindo. Um dos meus maiores desejos é poder ganhar para comprar minha casa nova e que eu possa chamar de minha”, diz. Segundo a Caixa Econômica Federal, caso apenas um ganhador acerte as seis dezenas do prêmio principal, e o valor seja aplicado na poupança, os rendimentos mensais serão cerca de R$123 mil reais.

BICHO

Enquanto os jogos de loteria exigem, além da sorte, um pouco mais de estratégia e outros detalhes na hora da escolha dos números, no jogo do bicho o que é levado em consideração são os sonhos ou fatos que acontecem na vida pessoal que, ao ganharem uma interpretação, viram palpites representados em um dos 25 bichos da tabela. A história conta que o jogo do bicho, que também pode ser considerado como uma loteria, foi criado no ano de 1892 pelo barão João Batista Viana Drummond, fundador do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro.

Inicialmente, a intenção da criação era atrair mais público para o espaço, compensando o corte de verbas de manutenção do zoo que era repassada pelo governo. Para poder garantir os alimentos e os cuidados dos animais, Drummond pediu para que fossem impressos nos ingressos a imagem de 25 bichos. Todos os dias, às cinco da tarde um bilhete era sorteado. O vencedor que tivesse então a figura do animal ganhava 20 vezes o valor pago na entrada.

Trabalhando há 10 anos como bicheiro, Mário Trindade, 52, diz que ainda se surpreende com a fé que alguns de seus clientes depositam nas apostas.

“A gente está vivendo uma situação bem difícil, tanto nessa questão da saúde por causa da pandemia, como financeiramente mesmo. Tem gente que chega aqui só com umas moedas e aposta tudo, acreditando que aquele valor vai se multiplicar com um bom resultado”, relatou. Em sua banca, a maior parte da clientela é fiel, afirma o bicheiro. “Tem gente que vem jogar todos os dias e já viraram até meus amigos. Os anos passam e a gente continua aqui, até porque ganhar um dinheirinho é sempre bom”.

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