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Dívidas atormentam 76,6% das famílias paraenses

sábado, 05/09/2020, 09:41 - Atualizado em 05/09/2020, 09:41 - Autor: Wesley Costa/Diário do Pará


No País, houve um crescimento no número de brasileiros com dívidas no mês de agosto.
No País, houve um crescimento no número de brasileiros com dívidas no mês de agosto. | Divulgação

A última pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apontou que no mês de agosto de 2020, o número de brasileiros com dívidas teve um crescimento de 0,1 ponto percentual, com relação ao mês anterior.

Segundo a CNC, o novo percentual de endividamento é o maior da série histórica captado pela pesquisa desde janeiro de 2010.

Segundo a assessora econômica da Federação do Comércio do Estado do Pará (Fecomércio/PA), Lúcia Cristina Lisboa, a porcentagem representa praticamente uma certa estabilidade na média das capitais brasileiras. No Pará, a assessora conta que os números que representam esse endividamento vinham sofrendo aumento ao longo dos meses, alcançado a marca de 70,6% em agosto deste ano. Em 2019, no mesmo período, a taxa ficou em 58,6%.

No Pará, dos 76,6% da famílias endividadas, 34% estão com contas em atraso, em pelo menos 60 dias, informou a assessora da Fecomércio/PA. No geral, o tempo de comprometimento com as dívidas pode chegar em média a sete meses. A parcela da renda comprometida com dívidas também sofreu alta no Pará, estando em 29,8%.

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“Entre as dívidas dos paraenses, as principais são com cartão de crédito, pela facilidade e praticidade. Em segundo lugar são os carnês e boletos, seguido do crédito consignado e pessoal”, afirma Lúcia Cristina.

“A gente observa que houve sim um crescimento no endividamento ao longo do ano e que essa taxa do mês de agosto que seguiu a taxa nacional, é superior ao mesmo mês do ano passado. Porém, se a gente for comparar com o mês de julho que ficou em 72,4%, houve uma pequena movimentação decrescente”, observou a assessora da Fecomércio.

Lúcia Cristina lembra que é preciso, antes de tudo, dizer que a taxa de endividamento não é mesma coisa que está em inadimplência.

“A taxa de endividamento acontece de duas formas: uma quando você tem uma demanda mais aquecida e a procura por compras, principalmente quando há quedas de juros, ou então, do endividamento por meio da ampliação de crédito que, a fim de manter o poder de compra, o consumidor compra parceladamente, faz empréstimos, usa o crédito pessoal e financiamentos, por exemplo”, explica a especialista.

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