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DIA DA AMAZÔNIA

Emílio Goeldi desenvolve importantes pesquisas sobre biodiversidade

sábado, 05/09/2020, 08:53 - Atualizado em 05/09/2020, 08:52 - Autor: Pryscila Soares/Diário do Pará


Além do parque zoobotânico, a instituição possui uma série de pesquisas relacionadas à preservação da nossa região, fauna, flora, economia e sociedade, sendo a mais antiga em atividade da nossa região.
Além do parque zoobotânico, a instituição possui uma série de pesquisas relacionadas à preservação da nossa região, fauna, flora, economia e sociedade, sendo a mais antiga em atividade da nossa região. | Ney Marcondes/Arquivo

Hoje (05) todas as atenções se voltam para Amazônia, quando se comemora o dia do maior bioma do Brasil, que abriga uma abundante e rica fonte de recursos naturais, além dos povos tradicionais que habitam nesse espaço. A data mostra a importância de proteger essa biodiversidade, que é fonte de vida para o planeta.

Nesse contexto, diversas instituições se unem em prol dessa causa. Entre elas está o Museu Paraense Emílio Goeldi, que há 154 anos desenvolve ações em prol da conservação da Amazônia, sendo a instituição de pesquisa mais antiga dessa região do país.

As ações que o Museu desenvolve visando a preservação desse bioma são múltiplas: estão ligadas ao conhecimento da biodiversidade, de fauna, flora, socioeconomia, economia verde, estudos de microrganismos, de fármacos para a produção de remédios, conhecimentos tradicionais de populações ribeirinhas e indígenas que podem ser aplicadas na conservação.

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Para isso, a instituição se divide em coordenações de botânica, zoologia, ciências da terra e ecologia, museologia e ciências humanas. Todas elas trabalham integradas, gerando e difundindo mundo afora o conhecimento da biodiversidade de forma a cooperar com o desenvolvimento de políticas públicas de conservação nos âmbitos federal e estaduais.

“Existem dentro do Museu, em atividade, centenas de projetos ligados a essa temática. A nível federal, o Museu participou da criação da lista de espécies ameaçadas em extinção no Pará, de animais e plantas. Participamos também, dentro da temática, desenvolvendo pesquisas científicas em Unidades de Conservação, ajudando na elaboração dos planos de manejo, que são instrumentos necessários para a gestão dessas Unidades”, informou o Dr. Leandro Valle Ferreira, biólogo e pesquisador da Coordenação de Botânica do Goeldi.

PROJETOS

Dentre os feitos, Leandro lembra ainda que o Museu trabalhou em vários estados atuando na elaboração de planos de zoneamento ecológico econômico, sendo uma ferramenta de ordenamento territorial para a execução de políticas públicas voltadas ao uso adequado do território, visando conciliar o desenvolvimento econômico com a conservação do meio ambiente. O mesmo ocorreu no Estado do Pará, onde diversas instituições tiveram sua participação e o Goeldi foi responsável pelo levantamento da biodiversidade.

A instituição de pesquisa possui ainda diversos programas de pós-graduação, formando profissionais nas áreas da biodiversidade e evolução, botânica tropical, zoologia, ciências ambientais e ciências humanas.

“Esses programas geram estudos de mestrado e doutorado, aliados com a questão das espécies nativas da Amazônia, o que aumenta e muito o conhecimento sobre a biodiversidade amazônica. Existe ainda o Programa de Iniciação Científica. É interessante porque gera subsídios para que os estudantes avancem na sua formação”, pontuou o pesquisador.

Ele destaca ainda a pesquisa científica realizada nas Unidades de Conservação Estaduais geridas pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), que é coordenada pelo próprio pesquisador. Trata-se de uma parceria do Governo do Estado, por meio do Ideflor-Bio, com o Museu.

“Nossos estudos tem demonstrado a grande importância das Unidades de Conservação administradas pelo Ideflor-Bio, o Parque do Utinga, a APA Belém e o Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia. São os últimos fragmentos de floresta nativa dessa região que mantêm resquícios históricos das espécies nativas da região, de antes do seu crescimento populacional”, garantiu Leandro do Valle.

Para além dos projetos, o Museu abriga coleções de plantas de toda a Amazônia, um grande banco de informações das espécies nativas. Abriga ainda a coleção de aves e mamíferos, de invertebrados, acervos museológicos de populações indígenas que remontam a história da Amazônia. Além de coleções paleontológicas. “Você só consegue entender a Amazônia de hoje se entender o seu passado. E conhecendo o seu passado e o presente é possível traçar estratégias para o futuro”, explicou.

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