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PREJUÍZO ECONÔMICO

Representantes dos buffets de Belém pedem retomada e denunciam falta de planejamento da prefeitura

segunda-feira, 10/08/2020, 18:32 - Atualizado em 10/08/2020, 18:32 - Autor: DOL


Setor acumula prejuízos com a pandemia.
Setor acumula prejuízos com a pandemia. | Reprodução

Os representantes das casas de buffet e eventos de Belém denunciaram, na tarde desta segunda-feira (10), à reportagem do portal Diário Online, a falta de respostas por parte da prefeitura de Belém sobre a volta do funcionamento dos estabelecimentos de recepção na capital paraense. Segundo o denunciante, falta organização da gestão municipal para a retomada das atividades. 

De acordo com Júnior Lucena, representante do setor de buffets em Belém, uma reunião foi realizada com a Prefeitura de Belém no último dia 19 de julho. Na ocasião, o prefeito Zenaldo Coutinho afirmou que seria realizada uma análise da evolução de casos de Covid-19 na capital durante os três dias seguintes (20, 21 e 22 de julho), para determinar o retorno, ou não, das atividades de buffet. 

“Ele [Zenaldo] afirmou que iria analisar com o comitê os números da Saúde. Se não houvesse aumentos, assinaria o retorno para o próximo dia 15 de agosto”, explica Júnior. 

Na semana passada, o prefeito de Belém teria informado um novo prazo: até a última sexta-feira, 7 de julho, a volta das casas de buffet seria confirmada. Até essa segunda-feira (10), no entanto, nada foi divulgado. 

“Estamos há um mês em contato com a prefeitura. Já tivemos duas reuniões, e nada. Já entregamos todos os protocolos de segurança para o Zenaldo, com todas as medidas que serão adotadas”, continua o representante do setor. 

NORMAS DE SEGURANÇA

De acordo com Júnior, os representantes das casas de buffets já planejaram rígidos protocolos de segurança para a retomada das atividades: serão aferidas as temperaturas de funcionários, terceirizados e dos convidados; haverá distanciamento entre as mesas e ampla disponibilização de álcool 70; os banheiros e outros ambientes internos devem ser higienizados ao menos três vezes por dia. 

“Se tiver um convidado com febre em um evento, informaremos a contratante da festa que ele não poderá entrar. Os salões que têm jogos eletrônicos irão plastificar os teclados, que depois serão higienizados. A segurança que estamos oferecendo é a mesma de um restaurante, por exemplo. Por que não podemos funcionar?”, desabafa Lucena. 

ECONOMIA PREJUDICADA

O representante afirma que a falta de uma definição e planejamento para a retomada das atividades das casas de buffet, por parte da prefeitura de Belém, tem gerado prejuízos enormes e ansiedade para o setor, que acumula dívidas e eventos cancelados.

“Continuamos pagando as taxas, os impostos, os aluguéis. Mas há cinco meses não recebemos nem uma ligação para dar alguma previsão. Quando se fecham os buffets, temos centenas de famílias que já tinham marcado e pagado as festas que podem cancelar os eventos. Se esses estabelecimento falirem, quem vai pagar o prejuízo? Para quem vão as famílias vão pedir indenização?”, comenta o representante. 

Além disso, segundo Júnior, o funcionamento das casas de buffet movimenta diversos outros setores da economia na capital paraense, a exemplo do comércio, do setor musical e até mesmo da estética.

“Se você é convidado para um aniversário em uma casa de eventos, a primeira coisa coisa que vai fazer é comprar um presente em uma loja. Depois, as pessoas vão se preparar em um salão de beleza, em uma manicure. Isso sem contar os DJs, cinegrafistas, funcionários de limpeza, RH. Estimamos que mais de 200 profissionais sejam envolvidos em um evento para 100 pessoas”, explica Júnior Lucena. 

MANIFESTAÇÃO

Por fim, o representante dos buffets de Belém afirma que, caso a prefeitura não se pronuncie sobre o retorno das atividades, a categoria irá se unir a uma manifestação marcada para a manhã da próxima quarta-feira (12) e organizada por representantes das festas de aparelhagem. 

“Já tentamos todos os meios legais e possíveis. Só queremos saber: qual o protocolo de retomada que a prefeitura tem? Parece que todos os setores que abriram só conseguiram quando fizeram pressão, porque não há um projeto de retomada. Isso é gestão? Para nós, isso não é gestão”, conclui Lucena. 

O ato está marcada para as 9h, com presença de carro-som, e deve passar por pontos da cidade como a avenida Nazaré.  

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