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TURISMO NA ILHA

Combu se destaca com potencial de turismo gastronômico e ecológico de Belém

sábado, 01/08/2020, 07:23 - Atualizado em 01/08/2020, 12:12 - Autor: Denilson D’Almeida


Ilha do Combu tem o potencial do turismo gastronômico e ecológico de Belém, fechou com a crise da pandemia, mas agora se tornou novamente uma opção para um dia de lazer em meio à natureza exuberante da Amazônia. Amanda Santana e Flávia Felix aproveitaram a reabertura dos restaurantes para tomar banho de sol
Ilha do Combu tem o potencial do turismo gastronômico e ecológico de Belém, fechou com a crise da pandemia, mas agora se tornou novamente uma opção para um dia de lazer em meio à natureza exuberante da Amazônia. Amanda Santana e Flávia Felix aproveitaram a reabertura dos restaurantes para tomar banho de sol | Mauro Ângelo

A distância entre a ilha e o continente é de apenas 1,5 quilômetro. A travessia nas voadeiras não demora nem dez minutos, dependendo de qual restaurante será o destino. Quem chega ao local, se deslumbra com o que a natureza oferece. É o verde das árvores, o canto de pássaros, o mergulho no rio e, claro, o sabor da cozinha paraense. Há quem atribua um misticismo ao lugar, pela energia que ele oferece. Na prática, são várias as razões que motivam a conhecer e frequentar a ilha do Combu, em Belém.

O lugar tem atualmente 33 restaurantes que oferecem diversas opções de lazer e que ficaram fechados por quase quatro meses, por causa da pandemia de Covid-19. Esse período, por sinal, fez com que o público compreendesse um pouco mais da importância do Combu para o turismo amazônico, mas também fez a comunidade ribeirinha se reinventar para manter vivo o negócio que é tão particular deles. Uma dessas inovações, inclusive, foi manter o serviço delivery com entrega no continente, o que tem feito famílias encomendarem o almoço do domingo direto da ilha.

A reabertura dos restaurantes do Combu atendeu a critérios semelhantes aos que foram estabelecidos para a retomada das atividades nos estabelecimentos de alimentação fora do lar que estão na área urbana de Belém. Tem horário restrito de funcionamento e a capacidade está limitada a somente 40%. Além disso, os clientes precisam verificar a temperatura antes de entrar no estabelecimento, que deve ofertar álcool em gel para a higienização das mãos. Ou seja, quem vai à ilha deve manter o comportamento de alerta e cuidados para minimizar os riscos de propagação do coronavírus.

A nutricionista Flávia Felix, 32, prefere ir aos sábados, porque o movimento é menor. Tanto que quando esteve lá no fim de semana passado, acompanhada da prima dela, a administradora Amanda Santana, 29, conseguiu tomar um banho de sol por cerca de 15 minutos. Quando ela chegou ao restaurante, havia pouca gente, o que fez com que se sentisse segura para retirar a máscara enquanto se bronzeava.

Restaurantes com mesas distanciadas buscam dar mais segurança aos clientes
Restaurantes com mesas distanciadas buscam dar mais segurança aos clientes Mauro Ângelo
 

A máscara, por sinal, ainda deve ser usada dentro do restaurante, sendo retirada somente na hora das refeições ou do banho de rio. Quando um grupo de turistas chegou ao local foi que Flávia voltou a colocar o acessório de proteção. “Agora não dá mais. Quando estava só a gente – e distante das atendentes –, era tranquilo. Agora que chegou mais pessoas, a gente precisa se proteger e proteger aos demais”, comentou.

DIARIAMENTE

A gerente do restaurante Ribeirinho, Rosane Carvalho, comentou que o espaço vai abrir todos os dias nessa reta final de julho e que o público tem chegado mais cedo, justamente para tentar aproveitar os horários de menor fluxo de pessoas. “Com a redução da capacidade, dispomos de apenas 28 mesas e cada uma delas com quatro cadeiras. Não vamos permitir mais que isso, a não ser que o grupo seja de uma mesma família e a gente possa avaliar se pode juntar duas mesas”, comentou.

Ela acredita que com a rotatividade o espaço possa atender até 129 pessoas por dia. Para se adequar as novas normas sanitárias, pias foram colocadas em vários pontos do restaurante para que as pessoas possam lavar as mãos. Questionada se precisou demitir algum funcionário nestes tempos de pandemia, Rosane disse que não desligou ninguém, mas que precisou afastar dois funcionários por questões de segurança e controle de pessoas na cozinha.

As pequenas embarcações voltaram a movimentar a travessia do continente para o Combu
As pequenas embarcações voltaram a movimentar a travessia do continente para o Combu Mauro Ângelo
 

O Saldosa Maloca, um dos mais conhecidos e tradicionais restaurantes da ilha do Combu, também teve de reduzir o quadro para 17 funcionários. Antes da pandemia mantinha 24 trabalhadores. “Chegamos a pensar que não iríamos mais abrir as portas. O custo para manutenção é elevado. Agora que pudemos voltar a atividade ainda estamos avaliando as melhores maneiras de se comportar, tanto a gente (empresa) quanto os nossos clientes. É tudo novo, mas vamos vencer”, comentou a empresária.

No Solar da Ilha o banho na piscina também está proibido. A área está isolada, inclusive. Esta é uma das mudanças feitas para tentar diminuir os riscos de propagação do coronavírus. A redução da capacidade fez com que somente 44 mesas fossem oferecidas ao público. “Vamos manter a piscina interditada, mas o cliente pode tomar banho de chuveiro e já mandamos fazer uma estrutura para que possam tomar um banho de rio de forma segura”, frisou Alberto Farid, gerente do restaurante. Ele foi um dos poucos a manter o serviço de reserva e acredita que isso irá garantir o controle da capacidade.

Há duas semanas, os restaurantes na ilha foram alvo de uma operação conjunta que envolveu os órgãos de Segurança Pública do Estado e a Ordem Pública de Belém que trabalharam na regularização dos restaurantes e expedição de alvarás de funcionamento. A maioria deles já está apta para funcionar novamente.

COMO CHEGAR NA ILHA DO COMBU

- Os barcos que fazem a travessia partem da Praça Princesa Isabel (na Bernardo Sayão com Alcindo Cacela).

- A travessia custa R$ 10 por pessoa.

- Há estacionamentos particulares por ali que cobram diárias entre R$ 10 a R$ 15 para os carros ficarem guardados.

- É importante já saber a qual restaurante ir, pois os barqueiros deixam no destino informado.

- São 33 em toda a ilha.

- O carro-chefe do cardápio é o peixe: Tambaqui assado e filé de filhote frito.

- Não há um preço tabelado, no geral, o tambaqui, por exemplo, é encontrado a partir de R$ 75.

- Alguns restaurantes oferecem açaí cultivado e batido no próprio estabelecimento.

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