Edição do dia

Edição do dia

Leia a edição completa grátis

Previsão do Tempo
27°
cotação atual R$

Notícias / Notícias Pará

FORAGIDO

Acusado de matar PM em acidente seria integrante de grupo criminoso

sexta-feira, 31/07/2020, 07:40 - Atualizado em 31/07/2020, 08:25 - Autor: Denilson D'Almeida/Diário do Pará


Marcelo Pantoja permanece foragido desde o acidente
Marcelo Pantoja permanece foragido desde o acidente | Divulgação

De acordo com informações da Polícia Civil, o motorista responsável pelo acidente que resultou na morte do policial militar Idemar Alves Dias Neto, de 35 anos, é Marcelo Pantoja Rabelo – conhecido pelo apelido de ‘Marcelo da Sucata’ – que seria envolvido também em grupos de extermínio. Até o final da tarde de ontem (30), ele ainda não tinha se apresentado às autoridades policiais. Marcelo fugiu do local do acidente sem prestar socorro à vítima.

Na quarta-feira (29), o PM morreu vítima de um acidente na avenida Hélio Gueiros (antiga rodovia do 40 horas), em Ananindeua. Ele voltava para casa de motocicleta quando foi atingido por um carro que fez uma conversão proibida num cruzamento da pista.

Marcelo responde já três processos na Justiça por homicídio qualificado. Num deles, que tramita na 3ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, é acusado pela morte de um homem com quem mantinha relações de negócios ilícitos de cigarros contrabandeados. Os outros processos tramitam na 4ª Vara do Tribunal do Júri de Belém e na 2ª Vara Criminal de Castanhal.

As investigações do acidente que vitimou o PM Idemar Neto são feitas pela equipe da Seccional Urbana da Cidade Nova, onde entre os dias 23 a 29 de julho foram registradas pelo menos 13 ocorrências por acidentes de trânsitos, algumas delas resultando em lesão corporal. Uma das ocorrências, registrada no último dia 26, foi com autuação em flagrante de motorista dirigindo sob efeito de álcool.

VIA PERIGOSA

A avenida Hélio Gueiros já está sendo chamada pela comunidade de “rua da morte” em decorrência dos inúmeros acidentes de trânsito registrados por lá. No cruzamento onde o PM foi atropelado, o retorno é proibido para quem segue no sentido rotatória do 40 horas/Mário Covas. Inclusive o trecho é sinalizado e com duas placas advertindo que não se deve retornar ali.

Contudo, o que mais se vê por ali são motoristas e motociclistas fazendo a conversão proibida. Segundo populares, a imprudência é provocada principalmente por quem mora nos condomínios ao longo da via. “Quem mora ali naquele condomínio, dobra aí porque o retorno mesmo é lá perto do Sesc, já quase chegando na Mario Covas”, disse um morador que pediu para não se identificar. “O mesmo é que mora para as bandas de lá (próximo ao Sesc) e deveria dar o retorno aqui, mas retornam lá mesmo, igual a como é aqui”, frisou.

A avenida Hélio Gueiros não tem ciclovia, nem ciclofaixa. Com isso, ciclistas e motoristas dividem o mesmo espaço na pista. O que também provoca muitos acidentes no local. A reportagem solicitou um posicionamento da Prefeitura de Ananindeua em relação a fiscalização de trânsito na avenida Hélio Gueiros, mas até o fechamento desta edição não recebeu resposta.

Em nota, a Prefeitura de Ananindeua, por meio da Secretaria de Trânsito e Transporte (Semutran), informa que a avenida Hélio Gueiros é sinalizada e diariamente a Semutran dispõe de viaturas que fazem ronda de fiscalização nas vias com maior incidência de trânsito, como é o caso do retorno próximo ao condomínio. “Porém quando os agentes estão na via, os motoristas obedecem a sinalização, mas quando a viatura sai, as imprudências retomam. A Semutran ressalta que o motorista que for pego cometendo a infração de trânsito, como avanço de sinal ou retorno proibido, é autuado imediatamente conforme a lei”.

A Semutran também informa que no primeiro semestre de 2020 ocorreram 15 acidentes envolvendo motos, 96 carros, 14 caminhões e 5 com ônibus, totalizando 130 acidentes registrados pela Semutran. No ano de 2019, foram 57 envolvendo motos, 279 carros, 57 caminhões e 34 com ônibus, totalizando 427 acidentes registrados no município pela secretaria. As maiores ocorrências são no bairro do Coqueiro pela manhã.

ACUSADO

“Marcelo da Sucata” já tinha sido preso em maio de 2019, no Ceará. Na época, ele era foragido da Justiça do Pará, e era investigado por ser o chefe de um grupo de extermínio, que vitimou seis pessoas, no ano de 2016, além do envolvimento em uma dupla tentativa de homicídio, em 2018. Ambos os casos no Estado paraense. No momento em que foi preso, Marcelo Rabelo estava em um veículo Toyota Hilux, blindada, avaliado em quase R$ 300 mil, em um posto de combustíveis nas proximidades da comunidade do Lagamar. Conforme as apurações, ele entrou na loja de conveniência do estabelecimento e comprou cinco chips, antes de ser abordado pela Polícia Civil. 

Conteúdo Relacionado


0 Comentário(s)

MAISACESSADAS