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Estudo indica estabilização da Covid-19 em Belém

quinta-feira, 30/07/2020, 07:52 - Atualizado em 30/07/2020, 08:02 - Autor: Carol Menezes


| Marcelo Seabra/Agência Pará

Depois de estudos da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) indicarem que o Pará viveria um pico de contaminação pela Covid-19 ainda no mês de maio, foi a vez de uma análise conjunta de pesquisadores das universidades federais de Pernambuco (UFPE), de Sergipe (UFSE) e do Paraná (UFPR) indicar que Belém alcançou a fase de estabilização da doença, conhecida como platô, e também a própria capital pernambucana, Recife. Os resultados sugerem que as duas cidades frearam o crescimento exponencial inicial do número de mortes com a adoção de medidas de isolamento social promovidas ainda no começo da epidemia. O estudo concluiu ainda que, dentre as 27 capitais analisadas, 19 cidades ultrapassaram a pior fase da crise sanitária.

Na comparação nacional, Belém e Recife se diferenciam na evolução da curva epidêmica em seu estágio final, quando se comparam as velocidades com que as capitais se aproximam do fim da epidemia (platô da curva). Nessa fase, Recife apresenta uma saturação quase exponencial, ou seja, relativamente rápida. A mesma análise aponta que Belém, ao contrário, atinge a saturação mais lentamente. Os pesquisadores utilizaram três modelos matemáticos de crescimento desenvolvidos em suas respectivas universidades.

Na área médica, há uma estratégia para descrever o comportamento das doenças, dividindo-a em três fatores: o indivíduo, o lugar e o tempo. Para compreender estas informações, é preciso organizar uma curva de incidência, que leva em conta o tempo, como o dia e o mês em que pessoas ficaram doentes, e a quantidade de doenças de maneira acumulativa.

Uma doença infecciosa em uma população que é inteiramente suscetível, porque não há cura ou vacina, deve acometer todo mundo. Quando as pessoas começam a se curar, surge uma resistência ao vírus. Neste estágio da contaminação, percebe-se uma redução no número de casos em relação aos dias. A curva, antes na direção vertical, começa a dobrar, que nem uma bengala - é o que se chama de platô.

Ainda no final de maio, o governador Helder Barbalho (MDB) apresentou o programa de retomada das atividades econômicas no Estado, chamado “Retoma Pará”. O planejamento, que vem sofrendo alterações desde sua implementação, em 1º de junho, de acordo com a taxa de ocupação de leitos hospitalares, é pautado na ciência, em normas técnicas e, fundamentalmente, em critérios de saúde, para estabelecer gradativamente a retomada das atividades não essenciais.

O plano foi baseado nas zonas de risco de cada região do Pará: Araguaia, Baixo Amazonas, Região Metropolitana de Belém, Marajó Oriental, Baixo Tocantins, Carajás, Marajó Ocidental, Nordeste, Tapajós e Xingu. Foram definidas cinco zonas por nível de risco em ordem decrescente de gravidade. As ações de isolamento e de retomada são moduladas para assegurar o atendimento à população e a garantia de controle da contaminação, a partir desta classificação.

CASOS NO PARÁ

- No balanço divulgado no final da tarde de ontem (29), a Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa) confirmou mais 94 novos casos de Covid-19 e 3 óbitos cadastrados nesta quarta-feira e que ocorreram nos últimos 07 dias. Em relação a subnotificação das prefeituras, foram confirmados mais 1.407 casos e 02 óbitos acontecidos em dias anteriores.

- Agora são 153.350 casos e 5.699 óbitos totais de coronavírus no Pará. O Estado também tem 138.373 pacientes recuperados da doença e outros 154 exames estão em análise.

- Em relação à taxa de ocupação dos leitos exclusivos para a Covid-19, a taxa de ocupação está em 39,25% para os leitos clínicos, sendo 955 disponíveis de um total de 1.572. Já em relação aos leitos de UTI adultos, são 296 à disposição da população, de um total de 722, e taxa de ocupação de 59% em todo o Estado.

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