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PROTEÇÃO

Feiras de Belém registram aglomerações e falta de máscaras

quarta-feira, 29/07/2020, 07:30 - Atualizado em 29/07/2020, 07:30 - Autor: Wesley Costa


Na Terra Firme e no Barreiro, o DIÁRIO flagrou várias pessoas sem o uso de equipamento de proteção ou não cumprindo o distanciamento necessário para evitar a covid-19. Feirantes dizem fazer recomendações
Na Terra Firme e no Barreiro, o DIÁRIO flagrou várias pessoas sem o uso de equipamento de proteção ou não cumprindo o distanciamento necessário para evitar a covid-19. Feirantes dizem fazer recomendações | Irene Almeida

As feiras localizadas em Belém continuam registrando grande movimentação e aglomeração de pessoas. E cada vez mais, estão relaxando nas medidas de segurança e prevenção contra a Covid-19. Na manhã de ontem (28), a equipe de reportagem do DIÁRIO esteve em duas das principais da capital, onde constatamos vários feirantes e consumidores sem máscaras de proteção e desobedecendo a regra do distanciamento mínimo recomendado pelos órgãos de saúde.

Na feira da Terra Firme, o público caminhava livremente sem as máscaras, item que, após decretos municipal e estadual, passou a ser de uso obrigatório. Sem o controle de entrada e saída, os consumidores acabavam disputando por espaço dentro de estabelecimentos comerciais localizados na área. Os minúsculos corredores entre as barraquinhas dos feirantes também dificultavam na hora de manter o mínimo de contato entre uma pessoa e outra.

Trabalhando há dois anos no local, o feirante Osvaldo Santos, 60 anos, disse que a movimentação e as vendas ainda não estão totalmente normalizadas, mas que a falta de preocupação com o vírus tem sido notada no cotidiano. “Ao que parece, as pessoas estão deixando de ter medo da doença e estão relaxando bastante nos cuidados. A gente vê o pessoal andando sem máscaras por aqui e não se importando com isso”, disse.

TELÉGRAFO

Tentando fazer sua parte na luta contra o novo coronavírus, Maria do Socorro, 56, não dispensa o uso do álcool em gel e das máscaras. A trabalhadora, que vem aproveitando a oportunidade para complementar a renda com a venda do acessório de proteção, lamenta a atitude daqueles que não seguem as medidas sanitárias. “Eu sempre que posso tento orientar os clientes. A cada venda que eu faço higienizo minhas mãos, ofereço o álcool também para quem chega aqui para comprar, mas está bem complicado. Às vezes eles só usam quando precisam entrar em algum dos mercados”, diz.

Nas feiras visitadas, o mesmo cenário de falta de máscaras e pessoas caminhando próximas
Nas feiras visitadas, o mesmo cenário de falta de máscaras e pessoas caminhando próximas Irene Almeida
 

Na feira do Barreiro, no bairro do Telégrafo, as cenas também se repetem. Por lá, o movimento era um pouco menor, mas as medidas de segurança eram ignoradas igualmente. Nos boxes de vendas, clientes e vendedores conversavam bem próximos um dos outros, sem qualquer preocupação.

De forma improvisada, alguns feirantes espalharam placas de alerta sobre os riscos, que servem também como uma tentativa de orientar sobre as medidas de proteção. Mas ao que parece, de nada vem adiantando. O servidor público, Raphael Alex Ferreira, 31, ficou surpreso ao ver tanta gente sem máscaras. “Realmente está havendo um grande relaxamento nesses cuidados. Tem muita gente não fazendo o mínimo que é andar com sua máscara”, disse. “Dependendo da situação eu até evito comprar em certos lugares que não me passam essa segurança da higienização e cuidados necessários”, afirma o servidor.

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