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Bloqueio do auxílio emergencial provoca filas nos bancos em Belém

sexta-feira, 24/07/2020, 07:43 - Atualizado em 24/07/2020, 07:58 - Autor: Tiago Furtado


Na agência da Caixa em São Brás, a fila se estendia dentro e fora do local, com nenhum tipo de distanciamento entre as pessoas
Na agência da Caixa em São Brás, a fila se estendia dentro e fora do local, com nenhum tipo de distanciamento entre as pessoas | Ricardo Amanajás

As agências bancárias da Caixa Econômica Federal registraram filas de atendimento desde o lado de fora nesta quinta-feira (23) Muitos dos que se aglomeraram no banco são aqueles que tiveram o saque da parcela do auxílio emergencial bloqueado e queriam saber o motivo de ainda não terem recebido o benefício destinado a diminuir os problemas causados pelo coronavírus.

Um dos locais foi a agência São Brás, localizada na avenida Governador José Malcher. Foram horas na fila para ser atendidos. Desempregada há quatro meses, Maria Rosa, 53 anos, buscava uma solução para o seu problema. Ela recebeu apenas a primeira parcela do auxílio ainda no mês de maio.

Dois meses se passaram e até agora nem a segunda e terceira partes foram depositadas. “Eu vim aqui no começo de julho, a moça pediu para voltar aqui a partir do dia 18 porque o dinheiro estava na conta do governo, mas não transferiram para a minha conta. Voltei hoje, vim do médico e estou com receita para comprar quatro remédios. Estou desempregada e vou tentar ver se recebo alguma coisa aqui hoje para comprar estes medicamentos”, disse.

Na saída, ela disse que dentro da agência a funcionária responsável comunicou que nada poderia ser feito no momento e pediu que ela retornasse apenas no mês de agosto, para tentar regularizar sua situação e, com tudo normalizado, receber as demais parcelas apenas a partir do mês de setembro. “Ela disse que tinha sido tudo cancelado, mas isso não é justificativa. Chamei para conversar, disse que recebi a primeira parcela em maio, mas não teve acordo. Ela disse que foi o governo que cancelou. Isso é uma vergonha e agora me resta esperar. É o jeito”, lamentou Maria Rosa.

Ainda na agência de São Brás, Roberto Castro, 47, queria esclarecimento da falta da terceira parcela na conta. Ele disse que estava contando com este depósito para pagamentos de contas. “Eu fui fazer uma transferência no dia marcado para ser liberado o auxílio e quando eu fui ver estava zerado. Por isso eu vim aqui ver o porquê de isso acontecer comigo. Esse dinheiro era importante para pagar algumas contas. Estou desempregado desde a pandemia, vivendo de ‘bico’, que não é todo dia. Resta correr atrás desses R$ 600,00 reais que não é muito, mas faz falta”, afirma.

PEDREIRA

Na agência localizada na avenida Pedro Miranda, bairro da Pedreira, a fila era ainda maior, sem nenhum tipo de distanciamento. No local, a mesma situação: beneficiários com dinheiro bloqueado pelo governo federal. Leonardo Araújo, 18 anos, chegou a receber duas parcelas do auxílio e na hora de receber a terceira, o aplicativo da “Caixa Tem” em seu celular passou por uma atualização. Foi nesse momento que surgiu a mensagem dizendo para ele comparecer em uma agência da Caixa Econômica regularizar sua situação. “O problema é que algumas contas foram bloqueadas e eles pediram para vir na agência e fazer a regularização porque tem tido muito ataque hacker e querem confirmar se as contas são verídicas. É uma situação complicada e a gente precisa enfrentar essa fila gigante, sem distanciamento de um metro e meio que não existe aqui”, ressaltou.

Cerca de 3 milhões de pessoas, em todo o Brasil, tiveram o auxílio emergencial suspenso por suspeita de fraude pela Caixa Econômica Federal.

Diário do Pará
 


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