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EDUCAÇÃO

Mesmo sem definição, retorno às aulas preocupa os pais

sexta-feira, 24/07/2020, 07:32 - Atualizado em 24/07/2020, 07:55 - Autor: Denilson D’Almeida


Danuzia diz que pretende manter os filhos, Yudi e Isadora nas aulas remotas por enquanto.
Danuzia diz que pretende manter os filhos, Yudi e Isadora nas aulas remotas por enquanto. | Wagner Santana

A retomada das aulas presenciais é um tema que preocupa pais e mães de alunos que, em sua maioria, ainda não pretendem permitir que as crianças voltem para às salas por conta da pandemia. No Pará, havia uma previsão de que a volta às aulas ocorresse no próximo dia 3 de agosto, mas pelo menos na rede pública isto não deve acontecer, segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

O órgão informou que vai aguardar uma nova avaliação da evolução da pandemia de Covid-19. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o retorno das aulas presenciais no Pará vai colocar em perigo a saúde de 365.418 pessoas que fazem parte do grupo de risco da doença provocada pelo coronavírus. São pessoas idosas ou com comorbidades que tem crianças em idade escolar na própria residência.

O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinepe/PA) já tem pronto um protocolo sanitário para que os colégios retomem às atividades presenciais, mas aguarda a autorização do Governo do Estado e da prefeitura. O documento de dez páginas foi elaborado com a supervisão do médico infectologista Lourival Marsola e prevê um retorno gradual das atividades. A rede privada de ensino atende cerca de 400 mil estudantes em todo o território paraense.

EM CASA

A servidora pública Danuzia Borges tem um casal de filhos em idade escolar – Isadora Borges, de 9 anos, e Yudi de Oliveira, de 13. As crianças estão tendo aulas on-line diariamente, inclusive neste mês de julho. “Eu participo de dois grupos de pais de aluno e neles a maioria dos pais tem se posicionado contra o retorno das aulas presenciais. Eu sou uma das que defendem manter os meus filhos em casa enquanto houver risco de contágio”, enfatizou.

A direção da escola enviou um questionário aos pais para saber a opinião deles. “O resultado desta pesquisa que eles fizeram não foi diferente do que a gente viu no grupo de pais. Praticamente foi a favor do retorno aquele pai, aquela mãe, que não tem com quem deixar o filho enquanto sai para trabalhar ou aqueles em que os filhos tiveram a Covid-19 e se recuperaram”, disse.

"Defendo manter os meus filhos em casa enquanto houver risco de contágio”, Danuzia Borges, mãe dos estudantes Yudi e Isadora, que têm asma
"Defendo manter os meus filhos em casa enquanto houver risco de contágio”, Danuzia Borges, mãe dos estudantes Yudi e Isadora, que têm asma Wagner Santana
 

Pesa ainda o fato de Yudi e Isadora sofrerem de asma, o que, segundo ela, pode torná-las mais vulneráveis à Covid-19. Desde que a pandemia começou, em março, a família se mudou para a casa da mãe de Danuzia, ou seja, eles estão em contato direto com a avó. “Sinceramente, não acho que é o momento para que eles voltem às aulas na escola, mesmo a direção informando que já tem protocolos definidos para garantir a segurança das crianças”, concluiu.

O que propõem as escolas particulares?

- Um retorno gradual das atividades escolares. Primeiro com 25% da lotação nas salas de aula, depois 50%, até chegar a 100%;

- Separação dos grupos de risco e a permanência dos mesmo em isolamento social, mantendo as atividades remotas deles;

- Horários alternados de entrada e saída das turmas e do intervalo (recreio);

- Proibir atividades coletivas em ginásios, teatros, auditórios, bibliotecas e outros;

- Uso de máscaras por funcionários e alunos;

- Manter o distanciamento mínimo nas lanchonetes.

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