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MOVIMENTO

Trabalhadores de bares de Outeiro cobram a Prefeitura

quinta-feira, 23/07/2020, 08:24 - Atualizado em 23/07/2020, 08:24 - Autor: Luiz Guilherme Ramos


Movimento baixo tem comprometido o faturamento dos locais
Movimento baixo tem comprometido o faturamento dos locais | Fernando Araújo

Desde o último dia 10 de julho, comerciantes e proprietários de bares localizados nas praias e ilhas da Grande Belém estão autorizados a reabrir seus estabelecimentos, conforme decreto publicado pela Prefeitura. É a chance de anular um amargor financeiro que já durava três meses, tempo de vigência das ações de isolamento social no combate à Covid-19. Mas depois de tanto tempo, é possível retomar o ritmo das vendas, mesmo diante de algumas restrições de funcionamento?

Para muitos comerciantes da Ilha do Outeiro, a resposta é negativa. O decreto publicado no dia 9 de julho restringe a ocupação dos bares em 40%, com distância de dois metros entre as mesas. Na prática, os comerciantes alegam que podem funcionar com número muito limitado de mesas e em horário reduzido, o que afasta a clientela. “Até criamos uma expectativa boa, mas a realidade é bem diferente. Podemos funcionar com, no máximo, 15 mesas durante o dia todo, até às 17 horas”, diz a garçonete Danielle Almeida, 36, funcionária de um bar da Praia Grande.

No final de semana anterior, ela conta que o movimento foi muito intenso, mas a maioria dos banhistas desconhece as normas estabelecidas, o que cria conflitos entre funcionários de bar e clientes. “Eles não sabem que nós temos um espaço delimitado, que não podem sentar com mais de dez pessoas aglomeradas. Os fiscais queriam tirar até os sombreiros, em pleno dia, onde o calor é muito grande. A impressão é que desconhecem onde moramos. Muitos clientes reclamam, e com razão.”

A funcionária de outro estabelecimento acompanha o raciocínio e diz que não é possível abater os prejuízos, a não ser que as férias entrassem no mês de agosto. “Num domingo de julho do ano passado, vendíamos cerca de 30 caixas de cerveja. Domingo passado não chegou a dez. Não tem como esperar muita coisa”, registra Patrícia Ferreira. A atendente diz que o estabelecimento segue todas as regras, tais como a utilização de máscaras, venda de bebidas alcoólicas apenas em unidades, eliminando os baldes, além de distanciar as mesas em dois metros e oferecer álcool em gel a todos os clientes, mas as obrigações se tornam muito maior do que a recompensa.

Entre as medidas apresentadas pela Secretaria Municipal de Saúde do Município (Sesma) e fiscalizadas pela Administração Regional do Outeiro (Arout) está a restrição do horário de funcionamento, das 7h às 19h. Os vendedores, no entanto, dizem que duas horas antes são obrigados a fechar as portas. “Muitos clientes vêm para a praia no fim da tarde. A praia está aí, o banho é permitido até às 18h, mas nós precisamos fechar às 17. Perdemos metade dos clientes, então, na prática, fica um pouco complicado”, reforça Nonato Nascimento, outro proprietário insatisfeito com com as limitações.

Com tantos percalços, o jeito é torcer para que os números da doença caiam, evitando assim que mais medidas restritivas sejam impostas pelas autoridades. “Para mim, que comecei a trabalhar aqui esse ano, o final de semana passado foi bom. Espero que esse seja melhor ainda”, prevê Ocilene Figueiredo, proprietária de outra barraca na mesma praia.

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