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Pará teve lento avanço no saneamento de 2007 a 2017

quinta-feira, 23/07/2020, 07:33 - Atualizado em 23/07/2020, 08:09 - Autor: Luiza Mello de Brasília


Por não existirem redes de coleta de esgoto no território paraense, os índices de tratamento são insignificantes, com apenas 1,18% do pouco que é coletado sendo tratado
Por não existirem redes de coleta de esgoto no território paraense, os índices de tratamento são insignificantes, com apenas 1,18% do pouco que é coletado sendo tratado | Ricardo Amanajás

Em 10 anos o Pará avançou apenas 6,9% no processo de implantação de sistemas de esgoto. A série histórica de 2007 a 2017 mostra que houve um avanço incipiente no esgotamento sanitário nas cidades paraenses, passando de 93,71% o total de cidades onde não existiam redes de esgoto em 2007, para 86,81% em 2017. Com o baixo investimento do governo estadual na década, somente 18 das 144 cidades contavam com o serviço de esgotamento sanitário em 2017. O dado é resultado da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, divulgada ontem, 22, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostra que o atraso dos anos anteriores colocou o Pará na lista dos 10 piores do Brasil em saneamento.

Por não existirem redes de coleta de esgoto no território paraense, os índices de tratamento são insignificantes, com apenas 1,18% do pouco que é coletado sendo tratado. Outro problema grave que se apresentava em 2017 era a falta de redes de abastecimento de água, que só chegavam a 47,10% da população. A perda d’água também é grande: 39,72%.

Em Belém, o resultado da pesquisa mostra que apenas 13% da população da capital recebe atendimento de coleta de esgoto, e 0,8% do que é coletado na capital é tratado, ou seja, praticamente nada do esgoto da cidade recebe tratamento. Esses índices revelam que ainda há desafios enormes na cidade para serem enfrentados, até porque Belém ocupou as últimas posições em rankings de saneamento. As vantagens da expansão da rede de esgoto são diversas: desde a valorização imobiliária, econômica e educacional até a diminuição da proliferação de doenças que coloca em risco à saúde e a qualidade de vida de toda população.

ABASTECIMENTO

Com relação ao sistema de abastecimento de água, o IBGE mostrou, com base nos dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS) – ano base 2017 , que apenas 71,3% da população de Belém tem abastecimento de água potável, sendo considerada a 90ª pior cidade nos indicadores de saneamento entre as 100 maiores do país. A pesquisa divulgada pelo IBGE mostra que, entre 2007 e 2017, o número de municípios brasileiros atendidos por rede de saneamento avançou de 55% para 60%. Isso significa que 40% das cidades ainda não possuem sistema para coletar e tratar dejetos.

Os dados mostram que as desigualdades regionais também persistiram nos últimos anos. Enquanto em São Paulo 100% das cidades possuíam rede coletora de esgoto em 2017, no Pará essa taxa era de 13,19% e no Maranhão de 6,5%. Em apenas 11 estados, mais da metade das cidades possuía rede, conforme os parâmetros utilizados pelo IBGE.

Os números mostram que os serviços estão concentrados nos maiores municípios do país, atingindo 97,5% de cobertura entre aqueles com mais de 500 mil habitantes e 93% naquelas com entre cem mil e 500 mil brasileiros. Abaixo da média nacional figuram as municipalidades com menos de 20 mil habitantes.

MARCO

Uma esperança para os municípios brasileiros e para toda a população é o no Marco do Saneamento Básico, votado e aprovado pelos senadores e deputados federais, mas que acabou sofrendo alguns vetos do presidente Jair Bolsonaro. A proposta que estabelece o novo marco do saneamento no Brasil poderá injetar até R$ 700 bilhões na economia nos próximos 12 anos, segundo estimativas do governo federal. Além disso, o texto é tido pelo Executivo como um dos pilares na retomada do pós-pandemia.

De acordo com o levantamento, a universalização do sistema de água e esgoto irá valorizar em mais de R$ 450 bilhões os imóveis que hoje não são atendidos por estes serviços. Há ainda outros R$ 200 bilhões em aumento de produtividade do trabalho das pessoas atingidas pelo projeto. Além dos valores injetados na economia brasileira, o governo federal estima que o novo projeto poderá criar 1 milhão de empregos em todo o país.

BELÉM: SITUAÇÃO MUITO CAÓTICA

Em Belém, o resultado da pesquisa mostra que apenas 13% da população da capital recebe atendimento de coleta de esgoto, e 0,8% do que é coletado na capital é tratado, ou seja, praticamente nada do esgoto da cidade recebe tratamento. Esses índices revelam que ainda há desafios enormes na cidade para serem enfrentados, até porque Belém ocupou as últimas posições em rankings de saneamento.

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