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Sem aulas, papelarias investem no delivery e brinquedos

quarta-feira, 15/07/2020, 07:41 - Atualizado em 15/07/2020, 07:56 - Autor: Pryscila Soares


Priscila Fonseca foi à papelaria para comprar material para a neta, Gabriela, brincar em casa
Priscila Fonseca foi à papelaria para comprar material para a neta, Gabriela, brincar em casa | Wagner Santana

Enquanto não há definição para o retorno das aulas presenciais nas escolas públicas e privadas no Pará, papelarias da capital paraense estão abastecendo os estoques visando o próximo período letivo. É nessa época que os estabelecimentos começam a repor os itens que serão comercializados no segundo semestre e já visualizando o próximo ano. Com a pandemia, houve uma procura por materiais como tinta guache, massinhas, lápis de cor, canetinhase livros de colorir.

Com a suspensão das aulas presenciais, devido à pandemia do novo coronavírus, surgiu a necessidade de os pais manterem os filhos ocupados com atividades em casa e, por esse motivo, houve uma procura pelo serviço de delivery das papelarias. É o que explica Suzanne Quaresma, gerente de vendas de uma papelaria na travessa Padre Eutíquio, em Belém. “Os preparativos de retorno às aulas já começaram, mas para o ano que vem. Esse ano não sabemos quando e se volta. A gente acredita que se tiver procura será pouca. Mas durante a pandemia os pais procuraram bastante materiais pra usar em casa, para as crianças se distraírem. É sempre nesse período que a gente abastece a loja pro próximo ano”, explicou.

As novidades que as fábricas estão lançando, como mochilas e marcas novas são conhecidas por esse setor durante a feira escolar que costuma ocorrer no final de julho em São Paulo. Mas este ano o evento foi cancelado. “A venda de atacado pra empresas, com materiais de escritório, foi ruim. Não teve essa procura, porque as empresas estavam fechadas. Mas o delivey do varejo surpreendeu, porque saiu bastante material escolar. Não está tendo procura pro segundo semestre letivo”, afirmou Suzanne.

RECEIO

A bibliotecária Priscila Fonseca, 65, esteve na papelaria à procura de slime para a neta Gabriela Klautau, de 7 anos. “Se o colégio pedir algo a gente vem comprar. Mas por enquanto não sabemos nem se vai voltar esse ano. Mas tenho receio de mandar ela pra escola, sem ainda ter essa vacina (para o coronavírus). Hoje vim comprar um slime para ela brincar. Tem de ter atividades pra ocupar o tempo. O colégio devolveu os livros e semana que vem ela volta a ter aulas on-line”, disse.

Uma outra papelaria situada próxima à Praça da Bandeira, na Campina, está renovando toda a linha de material escolar para atender os clientes. Cadernos, papéis A4 e chamequinho, mochilas, lápis de cor e tinta guache estão entre os itens mais procurados pelos pais no segundo semestre, em calendário normal de aulas. “A loja está pronta. A compra bruta que fazemos agora e em dezembro é pra atender de janeiro a fevereiro. O que se consome durante o primeiro semestre, em agosto, os pais vêm apenas para fazer reposição. Mesmo que sejam retomadas as aulas presenciais, estamos apostando nas aulas on-line, que esse material tenha sido consumido pra ser resposto”, garantiu Aldo Amoras, gerente comercial da loja.

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