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Cesta básica e gasolina tiveram aumento de preços em Belém

quarta-feira, 15/07/2020, 07:21 - Atualizado em 15/07/2020, 07:22 - Autor: Alexandre Nascimento


Com 5,63% de reajuste, o arroz foi o maior vilão da cesta básica em junho, segundo a pesquisa
Com 5,63% de reajuste, o arroz foi o maior vilão da cesta básica em junho, segundo a pesquisa | Antonio Melo

As preocupações dos paraenses não se limitam apenas aos riscos do novo coronavírus. Em plena pandemia, a cesta básica aumentou pelo terceiro mês consecutivo. No mês de junho, a alta foi de 0,11% em relação a maio. Os gastos com esses alimentos comprometem quase 47% do salário mínimo. Os dados foram divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), que também divulgou o acréscimo de 1,88% no preço da gasolina, também registrado no mês passado.

Segundo o Dieese-PA, Belém está entre as sete capitais, das 17 pesquisadas, em que houve acréscimo no preço da cesta básica. Os alimentos que registraram o maior índice de aumento foram o arroz, com 5,63%, seguido do óleo de soja, com alta de 4,76%; o feijão sofreu reajuste de 3,06%; já o açúcar está 1,42% mais caro, assim como o café, com acréscimo de 0,60%; a manteiga, com alta de 0,55%; carne bovina, em 0,45%, e leite, com o reajuste de 0,21%.

A equipe do DIÁRIO visitou alguns supermercados da capital e conversou com pessoas que, na prática, sentem o constante aumento dos alimentos na pandemia. “Quando vamos ao supermercado, os preços dos alimentos estão um num dia, em outro pode ter certeza que vão estar mais caros. Adotei a tática de comprar as coisas em grande quantidade, para ir novamente apenas para fazer a reposição, assim serão menos produtos e menor gasto”, disse Darlene Franco, 28, enfermeira.

A realidade é mais difícil para os menos favorecidos, que veem nos aumentos a queda na qualidade na alimentação. “As coisas estão muito caras. Se você vir com R$ 200 vai levar só duas sacolas com poucas coisas dentro. O jeito é a gente ir substituindo os produtos melhores por outros de qualidade inferior. Olha a carne, por exemplo, até a carne moída, que já foi barata, está bastante cara. Não sei como pessoas mais pobres vão conviver com essa situação”, disse Nazaré de Fátima, 62, aposentada.

GASOLINA

O Dieese-PA também registrou aumento de 1,88% no preço da gasolina comercializada nas bombas dos postos de combustíveis de Belém. A alta também foi motivo de reclamação por parte dos condutores de veículos abastecidos pelo produto. “Está cada vez mais difícil manter o carro, gasto muito com gasolina. Estou pensando em comprar uma moto de baixa cilindrada, que é bem mais econômica”, disse Raul Guimarães, 34, repositor.

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