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Aos 70 anos, médico paraense João de Deus relembra trajetória e realizações

quinta-feira, 02/07/2020, 23:05 - Atualizado em 02/07/2020, 23:05 - Autor: Fernanda Palheta


| Arquivo Pessoal

O Juramento de Hipócrates permanece vivo em sua memória apesar dos 45 anos de profissão. É como se fosse a primeira vez que estivesse repetindo-o junto com seus colegas da última turma de Medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA), onde se formou em 8 de dezembro de 1975. Será que naquela época ele poderia imaginar o que o futuro reservava? Clínico geral e médico do trabalho, João de Deus completa, nesta quinta-feira (2), 70 anos de idade.

“Sempre tive esse ideal de ser médico, antigamente havia uma influência do pai e da mãe. Eu não nego que realmente eles sempre quiseram que eu fosse médico, mas eu tinha esse ideal, independente da vontade deles eu sempre tive o objetivo de salvar vidas”, lembra.

Foi para São Paulo em 1976, onde fez residência em Clínica Médica e especialização em Medicina do Trabalho. A saudade dos pais, que serviram de grande base e influência em sua vida profissional, falou mais alto. Cinco anos depois João voltava para Belém, onde se apaixonou à primeira vista por aquilo que se tornaria sua segunda casa, o Hospital Ophir Loyola, onde se tornou diretor em 2008.

Na foto, da esquerda para a direita, João, a esposa Mônica, a filha Thamires e o saudoso filho Caio César.
Na foto, da esquerda para a direita, João, a esposa Mônica, a filha Thamires e o saudoso filho Caio César. Arquivo Pessoal
 

Os anos de realização na profissão, entretanto, não foram apenas flores. Exercer a Medicina foi um caminho recheado de desafios. “O principal é quando chega o momento em que a gente não consegue mais salvar uma vida, o que nos deixa sem chão. É como sempre digo: em Medicina a gente tem sempre que tentar, fazer um bom diagnóstico, não se desesperar. Na minha vida de médico, todo momento é um desafio, todo paciente marca você.”

Ao relembrarmos a sua trajetória, percebemos que o homem obstinado, mas de vida simples conservou sua essência através do tempo. Considera como uma de suas maiores conquistas a família que formou. A esposa Mônica e os filhos, Thamires e o finado jornalista Caio César Peres, que lembra com uma mistura de carinho e saudade. “Sabemos que ele está bem e em paz”.

Se existe uma palavra que define o dia de hoje é “gratidão”, apesar das perdas ao longo do caminho, João se sente satisfeito ao ter cumprido tanto seus desejos pessoais quanto os profissionais. “Hoje eu estou muito feliz por ter conseguido os meus ideais, aquela vontade de ajudar as pessoas, tentar salvar vidas. Espero continuar por muitos anos ainda exercendo a profissão de médicos e salvar vidas, um dos grandes sonhos. Que Deus continue me abençoando, me dando forças para continuar vivendo ao lado da minha família e salvar vidas na minha profissão”, deseja.

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