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TEACH THE FUTURE

Professora paraense se torna embaixadora da educação

terça-feira, 30/06/2020, 08:27 - Atualizado em 30/06/2020, 08:27 - Autor: Redação


Lilia Melo é professora da rede pública na Terra Firme e já venceu o prêmio nacional “Professores do Brasil”
Lilia Melo é professora da rede pública na Terra Firme e já venceu o prêmio nacional “Professores do Brasil” | Wagner Santana

A professora paraense Lilia Melo, que ministra aulas na Escola Estadual Brigadeiro Fontenelle, no bairro da Terra Firme, se tornou embaixadora da Teach the Future (TTF), uma vertente dos Estados Unidos que atua em diversas áreas no Brasil. A ideia é debater sobre o futurismo na educação, mas, principalmente, incluir a comunidade periférica.

“O contexto da pandemia intensificou o processo do envolvimento da cultura digital em comunidades periféricas. Então, quando a gente pensa em futurismo, a gente tem que pensar para além do consumo dos aparatos tecnológicos e também da conexão, dos contextos e condições de conexão”, explica.

Segundo Lília, o primeiro passo é entender como os jovens da periferia de escolas públicas estão se relacionando, entendendo e se percebendo dentro do processo, para trazer o debate para um futuro desejável. “Quando a gente fala de aulas remotas, quando a gente fala sobre a questão dos sistemas, plataformas e o uso das metodologias ativas dentro dessas plataformas, a gente precisa entender primeiramente como é que os jovens das periferias das escolas públicas estão”, completa. Servidora efetiva da rede estadual de ensino, Lilia Melo venceu o prêmio nacional “Professores do Brasil”, do Ministério da Educação (MEC), que leva o mesmo critério de reconhecer o trabalho de professores de escolas públicas que dirigem projetos sociais em sala de aula.

O Teach the Future é uma rede global, com o propósito de disseminar os Estudos do Futuro/Futurismo nas escolas, através de ferramentas e metodologias tecnológicas e tem o apoio da Unesco.

“Quando a gente para pra pensar sobre a nossa identidade sociocultural e sobre o sentido da nossa ancestralidade, a gente percebe que nossa tecnologia é social e ela vai para além desses usos. Então, quando a gente pensa na comunidade periférica, a gente entende que pela ausência de políticas públicas já há uma articulação coletiva para a solução dessas carências”, ressalta a professora.

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