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SEGURANÇA

Pará é um dos que mais reduziram mortes por intervenção policial

segunda-feira, 29/06/2020, 08:13 - Atualizado em 29/06/2020, 08:13 - Autor: Redação


Segundo O Globo, o Pará obteve uma redução de 5,36%, ficando ao lado
do Mato Grosso do Sul e Paraíba. Pesquisa avaliou 15 unidades da Federação
Segundo O Globo, o Pará obteve uma redução de 5,36%, ficando ao lado do Mato Grosso do Sul e Paraíba. Pesquisa avaliou 15 unidades da Federação | Ricardo Amanajás

Em mais uma classificação estatística, o Pará saiu da lista dos que mais registravam mortes por intervenção dos agentes de segurança pública do Estado para ficar entre os primeiros do ranking que mais reduziram a letalidade policial, aponta o jornal O Globo na edição de ontem (28). Segundo o jornal, o Pará apresenta uma redução de 5,36%, ficando ao lado do Mato Grosso do Sul e Paraíba. A pesquisa avaliou 15 unidades da Federação. Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social também mostram queda nas mortes.

A análise de “O Globo” considerou o período da pandemia de Covid-19 -março e abril -, quando as pessoas permaneceram mais tempo em suas residências, resultando em uma atuação policial diferenciada, com o acesso dos agentes às residências dos suspeitos, podendo atingir pessoas inocentes.

A diminuição do número de pessoas circulando pelas vias públicas foi avaliada também pelos especialistas contatados pelo “O Globo” como uma forma de “vigilância social”. No Pará, a diminuição dos casos ocorre não somente no período da pandemia. A redução é ainda maior comparando o período de janeiro a 15 de junho, dos anos de 2019 e 2020, que resulta em 35,5%.

No período equivalente, comparando os anos de 2018 e 2020, a diminuição é de 27,4%. Os dados foram obtidos pela Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), vinculada à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

A redução apontada pelo jornal também é vista nas ruas e nos noticiários. Casos de abusos e excessos policiais não mais ocorrem como anteriormente no Pará, o que é avaliado pelo Sistema de Segurança como reflexo da formação policial e do uso de inteligência para “ter mais assertividade nas ações e reduzir os riscos de confronto”.

QUEDA

“O Pará saiu do ranking dos estados mais violentos do Brasil e, desde 2019, não figuramos mais na lista dos estados com o maior número de homicídios. Também saiu, felizmente, do que nos prejudicava bastante, que era a morte de policiais. Comparando os anos de 2019 e 2020 foi uma queda muito acentuada. E o terceiro aspecto é justamente a queda do número de mortes por intervenção dos agentes públicos. Nós atuamos agora de uma forma muito mais técnica, muito mais precisa e com o uso da inteligência”, ressalta o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado.

Segundo Ualame, os agentes públicos atuam de uma forma muito mais técnica, muito mais precisa e com o uso da inteligência
Segundo Ualame, os agentes públicos atuam de uma forma muito mais técnica, muito mais precisa e com o uso da inteligência Ricardo Amanajás
 

O titular da Segup destaca, ainda, que “quando você trabalha de forma integrada utilizando a inteligência, o risco da necessidade de uma intervenção policial reduz muito, pois se trabalha com o efeito surpresa em relação ao infrator da lei, e assim é possível efetuar a prisão com mais tranquilidade, sem necessidade, muitas vezes, do confronto, que é resultado de um trabalho com menor inteligência sendo empregada”, diz.

“Então, o uso da inteligência e da informação qualificada, uma orientação à tropa de que a polícia deve atuar agora de forma precisa e com base na lei, fez com que em 2019 tivéssemos reduzido o número de mortes por intervenção dos agentes públicos do Estado e em 2020 reduzido mais ainda, como estamos fazendo com mortes de agentes policiais e Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), já pelo segundo ano consecutivo”.

Atuação

A análise de “O Globo” considerou o período da pandemia de Covid-19 -março e abril -, quando as pessoas permaneceram mais tempo em suas residências, resultando em uma atuação policial diferenciada, com o acesso dos agentes às residências dos suspeitos.

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