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EXPECTATIVA

Reabertura gradativa: Clubes preparam nova realidade

Decreto que liberou a prática dos esportes individuais e de um a um gera a expectativa de que, em breve, as demais atividades recreativas dos clubes voltem a ser permitidas, com as devidas medidas de segurança.

domingo, 28/06/2020, 07:44 - Atualizado em 28/06/2020, 09:07 - Autor: Luiz Octávio Lucas


Assembleia Paraense
Assembleia Paraense | Wagner Almeida

A reabertura parcial e gradativa dos clubes sociais, a partir do decreto da Prefeitura de Belém (nº 96.530) que liberou a prática dos esportes individuais e de um a um, como corridas e tênis, na semana passada, gera a expectativa de que, em breve, as demais atividades recreativas voltem a ser permitidas, com a orientação dos protocolos de higiene e segurança determinados pelas autoridades de saúde pública. A possível liberação do funcionamento indoor de restaurantes a partir de 1º de julho, em Belém, aumenta a esperança de clubes e associados, que já se preparam para o retorno com várias mudanças.

Segundo o presidente do Sindicato dos Clubes Sociais do Pará (Sindiclubes), Salatiel Campos, as 13 agremiações associadas e outras não associadas, têm recebido as recomendações necessárias para a retomada, a partir da criação de um comitê, que elaborou um protocolo encaminhado ao Governo do Pará e municípios. “Na realidade foram várias orientações, entre as quais podemos destacar que os clubes se preparassem, estruturando e treinando as suas equipes de colaboradores para a aplicação das regras”, cita. “O conhecimento, a empatia com as regras e o nível de comprometimento dos colaboradores para uma excelência no atendimento será decisivo para o sucesso, nesse momento de reencontro com os associados”, espera.

Uma das orientações é a disseminação de campanhas educativas e informativas sobre o que muda enquanto houver a pandemia. “A maior dificuldade nessa fase de reabertura dos clubes é a limitação dos serviços que os clubes podem oferecer aos seus associados, até porque a doença (Covid-19) ainda está ativa”.

Desde que o isolamento social passou a ser recomendado para conter a pandemia do novo coronavírus e os clubes sociais tiveram de suspender as atividades, associados de várias agremiações na Região Metropolitana de Belém ficaram órfãos dessa opção de lazer. Sem piscinas, atividades esportivas, eventos sociais, bares e restaurantes, a obrigação do confinamento aviva a saudade de coisas simples, como jogar bola com os amigos. O empresário Carlos Correa costumava fazer isso na Assembleia Paraense.

Campeonatos

“O clube tem um dos maiores e melhores campeonatos internos de clubes do Brasil, para todas as idades e categorias”, conta o associado. “Jogo futebol há bastante tempo, participei na categoria máster e depois, atualmente, na super máster, sendo campeão em ambas, inclusive em 2019, pela excelente equipe do Real”, orgulha-se. “Frequento o clube durante o campeonato, que vai de maio a novembro, infelizmente em 2020 foi paralisado pela pandemia e possivelmente talvez volte em agosto”.

O empresário ainda não voltou a frequentar a agremiação, mas apoia o retorno. “Sou favorável desde que seja gradual. Respeitar os decretos oficiais, os protocolos internos, todos têm que ser responsáveis e resilientes, assim podemos retomar nossas atividades pessoais e profissionais”, avalia.

Carlos é um dos 22 mil associados da Assembleia Paraense que após três meses já podem voltar ao clube, para fazer exercícios físicos individuais ou um a um. O presidente do clube, Afonso Lobato, afirma que os seis hectares da sede da avenida Almirante Barroso foram preparados para que essa volta seja em segurança. “Estamos trabalhando nisso desde o início da pandemia, atualizamos as normas de segurança, temos uma série de regras de comportamento e distanciamento social”, garante.

Afonso Lobato
Afonso Lobato Wagner Almeida
 

“Os associados passam por aferição de temperatura na portaria, devem entrar de máscaras, os funcionários receberam EPIs e treinamento, as áreas comuns estão sendo higienizadas frequentemente”, explica Afonso. “Também disponibilizamos centenas de dispensers de álcool em gel”, continua o presidente que agora aguarda a liberação das demais atividades, como piscinas, bares, restaurantes e esportes coletivos. “Tudo no seu devido tempo”, fala, sobre a reabertura parcial.

O presidente da AP lembra que a chance de retomar as atividades deve ser encarada com seriedade. “Estamos trabalhando internamente, restringindo horários, com distanciamento de mesas, mas a responsabilidade não é só do clube, é de todos”.

Protocolo

Principais medidas de prevenção nas agremiações sociais, civis e militares para retorno das atividades

Proteção pessoal: uso de máscaras, aferição de temperatura, evitar aglomerações, disponibilização de álcool em gel e sabão para higienização frequente das mãos.

Ambiente: local arejado, higienizado e desinfectado; controle de pessoas nos ambientes internos, priorização de comunicação eletrônica. Manter distância mínima entre as pessoas.

Informação: divulgação das orientações da Organização Mundial de Saúde e órgãos governamentais sobre prevenção da Covid-19.

Bares e restaurantes: devem seguir protocolos da Associação Brasileira da Bares e Restaurantes (Abrasel).

Esporte e lazer: realizar agendamento dos alunos, higienizar equipamentos a cada duas horas, vetar entrada de pessoas de grupos de risco.

Fonte: Sindiclubes/Fenaclubes

Entrevista

O pedagogo Ival Rabêlo é associado da Assembleia Paraense e voltou a frequentar o clube, após a reabertura parcial, para jogar tênis, esporte que não praticava desde março. 

Wagner Almeida
 

Confira a opinião dele sobre a retomada das atividades durante a pandemia.

O que achou dessa reabertura parcial dos clubes?

"Acho importante a abertura para os esportes individuais, desde que todos sigam rigorosamente todos os protocolos, para que não haja qualquer tipo de contato físico, direto ou indireto. Assim, poderemos ter uma prática saudável, sem colocar em risco a sua saúde e a de outras pessoas".

No seu caso, qual a sensação de voltar em meio à pandemia?

"Confesso que tive uma sensação de insegurança, mas foi psicológico porque seguimos os protocolos".

O que acha da liberação total das atividades neste momento?

"Penso que ainda não é adequada a liberação total do clube, parque, bares e restaurantes, piscinas... temos que evitar as aglomerações e aguardar até que a Covid-19 não seja mais uma ameaça e possamos voltar ao convívio coletivo. Infelizmente, ainda não chegamos nesse quadro".

Outros Clubes

Divulgação
 

Diversos outros clubes também afinam os seus espaços para voltar a receber seus associados. Como está a preparação no Bancrévea, Neópolis, Parque dos Igarapés e Asbep.

Parque dos Igarapés

No Parque dos Igarapés, o diretor Roberto Pinheiro informa que o clube passa por reformas. “Esse período inativo foi de grande impacto, mas não ficamos parados, obras e revitalizações que só poderiam ser realizadas com o parque fechado estão sendo feitas”. As mudanças de comportamento também serão uma novidade. “Temos os protocolos de segurança já definidos, estamos implantando e vamos adotar as boas práticas necessárias para clientes e colaboradores em nossa praça de alimentação, encarando com absoluta responsabilidade as medidas preventivas de combate ao vírus”. Sobre a limitação da capacidade, Pinheiro aguarda por uma definição. “Temos um limite de 1.500 pessoas e depende da Prefeitura e do Governo do Estado essa questão da redução da capacidade” .

Bancrévea 

O Bancrévea acaba de completar 129 anos e estava fechado desde o dia 21 de março. O clube já funciona parcialmente e se reorganiza para reabrir em plenitude. Uma das mudanças, segundo a diretora social e advogada da agremiação, Mára Santiago, é a limitação de público. “A capacidade do clube é de cinco mil pessoas e, neste primeiro momento, está reduzido de acordo com a determinação do governo, permitindo apenas o acesso dos associados”.

Os associados têm sido informados que a utilização de máscaras é obrigatória. O acesso só é permitido após a aferição da temperatura e assepsia das mãos com o álcool em gel. “Realizamos as demarcações de espaço para manter o distanciamento social entre mesas e cadeiras, a desinfecção de todos os espaços e utensílios, assim como estamos disponibilizando o álcool em gel em todos os espaços do clube, além de cartazes informativos de higiene e prevenção”.

Apenas a prática de exercícios individuais como a caminhada e corrida ao ar livre, o circuito indoor de bicicletas e pescaria estilo pesque e solte estão permitidas. Shows e eventos seguem proibidos, assim como a entrada de alimentos e bebidas pelos associados e a prática de esportes coletivos.

Neópolis

No clube campestre Neópolis, o diretor Miguel Brasil informa que na semana passada foi feito um grande mutirão de limpeza do espaço que conta com área verde e piscina natural. “A capacidade é para receber cinco mil pessoas, mas só vamos liberar a entrada do que for permitido nos decretos municipal e do Estado”, pontua. “Os restaurantes e lanchonetes são todos terceirizados, mas vão ter de seguir as regras”. Sobre as medidas de higiene e distanciamento social, o diretor destaca que, por ser um clube campestre, o ambiente aberto é uma vantagem para evitar contaminação. “O clube é tão grande que o distanciamento não é problema, até a quadra e os restaurantes são abertos. Vamos ter álcool em gel e tudo o que os decretos determinarem”.

ASBEP

Na Asbep, clube dos funcionários do Banpará que recebia até duas mil pessoas aos sábados e domingos, a expectativa do presidente da agremiação, Marcos Vieira, é que a liberação para as atividades como piscina e restaurantes seja dada até o primeiro fim de semana de julho. “O que muda é que o sócio, o convidado, quem entrar no clube terá de medir a temperatura. Se der até 37ºC, se der verde passa, se der vermelho a pessoa não vai entrar. Nós vamos explicar que ela não deve entrar e precisa procurar atendimento médico”, diz Vieira, que pretende limitar a capacidade da agremiação em 50%. “Vamos ter álcool em gel na entrada, em vários locais. O clube é grande, nós temos um quilômetro de área urbanizada, vamos ter pias espalhadas com água e sabão para higienizar as mãos”.

Sobre os restaurantes, explica que o serviço por quilo será suspenso, as mesas terão distanciamento de dois metros, os copos serão descartáveis e o cardápio plastificado. O uso das piscinas e toboáguas também será limitado e disciplinado. Já a prática de futebol só deve voltar em agosto, se permitido pelas autoridades.

ASBEP
ASBEP Divulgação
 


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Afonso Lobato
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