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ECONOMIA

Em 2 meses, o Pará perdeu mais de 4 mil empregos no comércio

sábado, 20/06/2020, 07:28 - Atualizado em 20/06/2020, 07:28 - Autor: Denilson D’Almeida


Por causa da crise do coronavírus, o setor comercial do Estado registrou 37,98% das demissões na Região Norte, entre março e abril. Segundo economista, o comércio local ainda deve sentir o impacto econômico nos próximos meses
Por causa da crise do coronavírus, o setor comercial do Estado registrou 37,98% das demissões na Região Norte, entre março e abril. Segundo economista, o comércio local ainda deve sentir o impacto econômico nos próximos meses | Irene Almeida

Nos anos de 2018 e 2019, o Pará vinha registrando um saldo positivo na geração de postos de trabalho, segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA). No entanto, a pandemia de Covid-19 resultou em impactos preocupantes não só para a Saúde como também para todos os setores econômicos. Uma pesquisa divulgada pela entidade, apontou que o número de demissões foi maior que o de admissões no Pará desde o início do ano, nos setores do Comércio, Serviços e Indústria. E a situação ficou ainda mais complexa a partir de março, quando o coronavírus chegou ao território paraense. Para se ter uma dimensão, somente entre março e abril, o Pará registrou uma perda de 4.374 postos de trabalho somente no setor do Comércio.

Este dado corresponde a 37,98% do total de demissões registradas em toda a região Norte do Brasil, nos dois primeiros meses de pandemia. Além disso, indica que o Pará foi o que mais registrou desligamento de postos de trabalho no setor. O Estado do Amazonas, segundo lugar neste ranking, registrou 3.375 demissões e Rondônia, terceiro lugar, teve 2.915 demissões.

“Os dados são apenas uma ideia do que ainda está por vir”, pontua o economista Roberto Sena, supervisor técnico do Diesse/PA. Para ele, o cenário que o Brasil, em especial o Pará, enfrenta é algo nunca visto em décadas. “O tamanho do impacto na pandemia foi e vai ser muito grande. Em todo o Brasil se falava em geração de postos de trabalho, principalmente no Estado do Pará. Mas estamos vendo o contrário e isto não é um problema de governo ou de prefeitura, é de Saúde”, frisa Sena.

Somente no mês de abril, o saldo de desemprego no Pará foi de 3.140 – sendo que o número de demissões foi bem maior: 5.727 desligamentos do mercado de trabalho. O que amenizou o índice foi que neste mesmo mês o número de admissões foi de 2.487 em todo o território paraense no setor comercial. “Fazendo os cálculos se chega ao resultado de que houve muito mais desemprego”, destacou.

OUTROS SETORES

A pesquisa do Dieese mostrou ainda que nos quatro primeiros meses do ano (de janeiro a abril) o Pará também apresentou um saldo negativo quanto a geração de empregos. Neste período, foram somente 22.261 novas admissões em diversos setores econômicos. Em contrapartida, o número de demissões foi maior, chegando a 24.974 desligamentos. Ou seja, o saldo negativo foi de 2.713.

Questionado se a reabertura das atividades econômicas pode mudar ou suavizar este quadro, Roberto Sena respondeu categoricamente que não e que os próximos meses ainda serão ruins para os setores econômicos. “Mesmo que tudo abrisse agora não resolveria o desemprego. Temos que pensar na abertura das atividades de forma responsável e com segurança. A palavra final sempre será da Saúde”, completa o economista.

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