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RETOMADA

Ambulantes questionam Prefeitura de Belém por causa de rodízio

sexta-feira, 19/06/2020, 07:31 - Atualizado em 19/06/2020, 07:41 - Autor: Irene Almeida e Redação


Camelôs alegam que também precisam trabalhar, pois estão com faturamento combalido
Camelôs alegam que também precisam trabalhar, pois estão com faturamento combalido | Irene Almeida

Um grupo de trabalhadores ambulantes do centro comercial de Belém fizeram uma manifestação na manhã de ontem cobrando da Prefeitura flexibilização nas restrições impostas a eles para venderem seus produtos após a retomada das atividades na capital. A principal reclamação diz respeito ao rodízio aos ambulantes, que só podem usar um lado da João Alfredo.

Os grupos se alternam diariamente. Quem tem sua barraca no lado direito da via trabalha um dia enquanto os trabalhadores que têm seus postos no lado esquerdo ficam impedidos de armarem as suas barracas. Assim, ficou estabelecido um rodízio que, segundo um grupo de trabalhadores, tem prejudicado o faturamento já combalido em razão da pandemia e do lockdown instalado na cidade há algumas semanas. A fiscalização da Prefeitura estaria, segundo eles, fechando as barracas que não estariam cumprindo o acordo, o que desencadeou a revolta.

“Fecharam acordo com o prefeito (Zenaldo Coutinho) sobre alternar de um lado sim e outro não. Agora, se o camelô tem que fechar de um lado, o lojista tem que fechar também. Como é que ele trabalha dos dois lados e o camelô não pode? Queremos trabalhar, deram um prazo de três dias nessa mudança, passou uma semana, duas e continuam enrolando a gente. Ninguém aqui quer nada a não ser o nosso direito de trabalhar. Foi fechado um acordo por uma pessoa que não representa nossa categoria. A prefeitura pediu nossa colaboração, demos, cedemos todo esse tempo e agora querem repreender o trabalhador”, disse Charles Pimentel, ambulante e um dos líderes da manifestação.

Segundo ele, é errônea a estratégia em diminuir a quantidade de ambulantes no centro comercial, como se isso impedisse o consumidor de ir em grande número às compras. “Shoppings estão abertos, lojas também, ônibus funcionando e dizem que a gente causa aglomeração, sempre trabalhamos aqui e não temos culpa da população vir em massa pra cá. É nosso local de trabalho, o que a Prefeitura tem que fazer é fiscalizar as ruas, aí vem pai, avô, não podemos mandá-los embora. Passa a ideia de que o trabalhador está contaminando Belém e isso não é verdade. Estamos com máscara, álcool, agora se abrir um lado aglomera do mesmo jeito”, declarou.

MOVIMENTO

Nas ruas do centro comercial, o movimento ainda era razoável. Nas lojas, a reportagem atestou o cumprimento das medidas de higiene e obrigações em delimitar distanciamento entre clientes e não encher os estabelecimentos de pessoas. Ainda assim, a força-tarefa da Prefeitura flagrou e puniu uma pessoa multada por não usar a máscara, um carro de venda de comida foi autuado, pois não pode haver consumo no local e, as vendas irregulares foram retiradas do passeio público.

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