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Notícias / Notícias Pará

CASO CIBELLY

Polícia diz que ainda não há suspeitos de agredirem trans paraense

quarta-feira, 10/06/2020, 23:36 - Atualizado em 10/06/2020, 23:36 - Autor: Com infirmações do BHAZ


| Reprodução

Quase quatro meses depois, nenhum suspeito foi preso ou mesmo identificado de ter agredido a travesti Cibelly do Pará. A informação foi dada pela Polícia Civil de Minas Gerais ao site BHAZ.

A polícia afirmou que “não poupa esforços para esclarecer o crime” e garante que ainda trabalha nas investigações, mas que ainda não existem suspeitos da violência.

Transexual paraense fica tetraplégica após ser espancada e precisa de ajuda

A paraense foi espancada no dia 22 de fevereiro, durante o Carnaval, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Cibelly foi cercada por pelo menos sete homens na rua Espírito Santo, no Centro da capital mineira, e agredida. Em seguida, abandonada em via pública.

A paraense de 29 anos teve alta do hospital somente no sábado passado (6) devido a gravidade do caso.

Após 10 dias em coma, Cibelly ficou paraplégica, teve afundamento do crânio, perdeu a fala e os movimentos do lado direito.

“A gente quer justiça, mas o que posso fazer? Preciso voltar para Belém [cidade natal de pai e filha]”, desabafou o pai ao site BHAZ.

Sem ter como se manter, o movimento “Lute com Ele” lançou uma vaquinha virtual para arrecadar doações. A meta é alcançar 25 mil reais para ajudar a vítima.

Leia a nota da PCMG na íntegra:

“A Polícia Civil de Minas Gerais informa que desde que tomou conhecimento, em 28 de fevereiro de 2020, seis dias após o fato, da tentativa de homicídio contra Cibelly, não poupa esforços para esclarecer o crime.

Várias diligências foram realizadas para identificar e solicitar imagens de câmeras de segurança existentes ao redor do local dos fatos. Infelizmente nenhuma câmera captou o momento das agressões ou mesmo os agressores. Em uma delas, que se encontra com a perícia policial, é possível ver a multidão que estava presente em um bloco de carnaval e a equipe do SAMU que chegou ao local para prestar socorro a Cibelly.

Diversas pessoas foram chamadas a prestar informações, no entanto, ainda não temos testemunhas do fato e muitos preferem não se envolver e não prestar nenhum tipo de cooperação com a PCMG.

 A Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Racismo, Xenofobia, LGBTfobia e Intolerâncias Correlatas esclarece que este caso continua sendo investigado e se coloca a disposição para receber qualquer informação que possa auxiliar nos trabalhos investigativos e assim , identificar os autores da tentativa de homicídio contra Cibelly”.

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