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SOLIDARIEDADE

Transexual paraense fica tetraplégica após ser espancada e precisa de ajuda

terça-feira, 09/06/2020, 22:00 - Atualizado em 09/06/2020, 22:24 - Autor: DOL


O crime aconteceu em fevereiro desse ano, mas se tornou público somente nos últimos dias.
O crime aconteceu em fevereiro desse ano, mas se tornou público somente nos últimos dias. | Arquivo Pessoal

Douglas Dhione Barroso de Souza ou "Cibelly do Pará", como é conhecida, foi brutalmente espancada por sete homens em fevereiro deste ano, durante o Carnaval, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Insultada enquanto era agredida, a paraense de apenas 29 anos carrega agora sequelas profundas, vítima da transfobia.

Ela foi submetida a uma cirurgia, ficou em coma e recebeu alta nos últimos dias, mas sem ter como se manter, o movimento “Lute como ele” criou uma vaquinha virtual na última segunda (8) para ajudá-la. “Como profissional do sexo, Cibelly também não tinha uma renda fixa, garantias constitucionais para continuar se mantendo diante dessa covardia. Se você pode contribuir para que ela continue vivendo nesta nova e terrível fase de sua vida, faça. Pequenos gestos podem fazer a diferença”, diz a publicação do movimento, liderado por Robhério Limma, ativista que está tratando da situação diretamente com a família da vítima.

A vaquinha já reuniu mais de 7 mil reais e mobilizou 168 apoiadores. A meta é alcançar 25 mil, dinheiro que será utilizado apenas para as despesas médicas, alimentação e outros cuidados. “Ela está praticamente 24 horas no hospital. O pai [Douglas de Souza] já solicitou aos médicos a transferência para cuidar dela em Belém. Ela teve a metade do crânio arrancado, mas que foi restaurado após cirurgia. Ela ficou em coma e foi diagnosticada com tetraplegia”, explicou.


Ainda segundo Robhério, a família pretende voltar para Belém ainda essa semana. “Não queremos que este caso fique impune como tantos outros. A transexual Flavia de BH está em busca das imagens de segurança e o caso vai começar a ser averiguado pela delegacia da cidade”, comunicou.

Vaquinha criada para ajudar paraense vítima de transfobia
Vaquinha criada para ajudar paraense vítima de transfobia Reprodução
 

MOBILIZAÇÃO - Aos que têm interesse em ajudar, podem optar pelas doações através da vaquinha ou através de transferência bancária para a conta do pai, Douglas Santos de Souza, que estão disponíveis na publicação da página.

Aos que querem contribuir de outra forma, podem destinar as doações para residência de uma das primas de Cibelly, Adriely Taihara de Souza, no seguinte endereço: Passagem Orquídea, entre 9 de janeiro e Alcindo Cacela, 3244 - Bairro Condor - Belém/PA (CEP: 66.065-540).

Detalhes das doações da vaquinha ou para falar com a família pode ser feito diretamente com Robhério, através da página do movimento no Facebook, no Instagram ou pelo telefone: (11) 99130-0939.

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