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Contêineres frigoríficos são desativados no Renato Chaves após diminuição de corpos

quarta-feira, 03/06/2020, 00:00 - Atualizado em 03/06/2020, 00:02 - Autor: Ag. Pará


| Bruno Cecim/Ag. Pará

"Já chegamos a receber 20 corpos por dia, hoje a média está em dois”, afirma Celso Mascarenhas, diretor-geral do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC), em Belém, que anunciou, nesta terça-feira, 2, que a instituição desativou dois dos três contêineres frigoríficos alugados pela instituição para armazenar corpos vítimas de causas naturais e doenças, nas quais se incluem as provocadas pelo novo coronavírus. 

Apenas um está em funcionamento, este com cinco corpos, de acordo com o último levantamento realizado pelo CPCRC, às 11h desta terça-feira, 2. O número já foi bem maior, como o registrado na primeira quinzena de maio, quando todos os três contêineres chegaram a ficar totalmente ocupados. Nos dois maiores, a capacidade era para 35 corpos. No menor, que ainda está em funcionamento, 20. 

Segundo o sanitarista e diretor de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Pará (Sespa), Amiraldo Pinheiro, a tendência é que não tenha mais um aumento no número de óbitos. “O estado está trabalhando com várias linhas e ações de combate ao coronavírus, por isso, essa diminuição no número de atendimentos nos hospitais e, consequentemente, no número de óbitos”, ressaltou. 

Em abril, o órgão dobrou a capacidade técnica para atender a crescente demanda da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO), responsável pela análise das mortes por causa natural ou doenças diversas. 

“Hoje, dos cinco corpos que estão no contêiner menor, dois chegaram do hospital de campanha do Hangar. Num dos momentos mais críticos, em 5 de maio, por exemplo, o CPCR registrou a entrada de 44 corpos vindos do Hospital Abelardo Santos, agora a média está em dois”, explicou Mascarenhas. 

Orientação – O PCR reforça que, para casos de pessoas que morrem de causa natural em domicílio, a solicitação para remoção do corpo não poderá ser feita diretamente por um familiar. Nesses casos, o familiar deve ir a uma Delegacia e registrar o boletim de ocorrência, para que a autoridade policial acione a equipe de remoção do SVO. 

Já em relação às mortes naturais em hospitais e outras unidades de saúde, a solicitação de remoção ao SVO será feita pelo médico, quando o paciente tem menos de 24 horas de internação e a equipe médica não tenha condições clínicas de atestar a causa da morte. 

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