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NOTA TÉCNICA

Covid-19: UFPA diz que Belém possui até 10 vezes mais infectados

segunda-feira, 01/06/2020, 22:02 - Atualizado em 01/06/2020, 22:24 - Autor: DOL


Nota técnica foi divulgada na noite desta segunda-feira (1º), mesmo dia em que Governo anuncia que Estado apresenta "tendência de queda" da doença.
Nota técnica foi divulgada na noite desta segunda-feira (1º), mesmo dia em que Governo anuncia que Estado apresenta "tendência de queda" da doença. | Ricardo Amanajas/Diário do Pará

O Grupo de Trabalho (GT) da Universidade Federal do Pará (UFPA) divulgou, na noite desta segunda-feira (1º), uma nota técnica que avalia o atual cenário da pandemia da Covid-19 no Brasil, em especial no Pará. O estudo afirma que o número de contaminados pela doença em Belém corresponde em até 10 vezes mais, além de descartar a possibilidade de uma eventual queda das curvas de infectados e de óbitos.

O projeto foi analisado e aprovado, por unanimidade, em reunião na tarde de hoje, sendo apresentado pelo Laboratório de Tecnologias Sociais do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UFPA, em parceria com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

O documento de 30 páginas (disponível aqui) é uma resposta às solicitações feitas pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e pelo Ministério Público Federal (MPF). Nele, são apresentadas pesquisas (entre elas um estudo apurado realizado pela Universidade Federal de Pelotas), que sugerem que o número real de infectados da capital paraense é dez vezes maior, descarta a queda da curva e trata a subnotificação dos casos como uma "realidade factual".

"Não é razoável admitir-se que as políticas públicas tomem como base exclusivamente os dados oficiais (notoriamente subnotificados), sob pena de planejar o sistema já em níveis de colapso", diz trecho da nota, afirmando ainda que, do ponto de vista estatístico, não se pode "assumir eventuais decréscimos das curvas de infectados e de óbitos, tendo-se uma defasagem de ordem de dezenas de dias".

A nota conclui que "não há como afirmar inequivocamente que o Pará ou a Região Metropolitana de Belém" esteja em queda no número de casos de Covid-19 e estabelece o isolamento social como o melhor método de prevenção a ser tomada pelos municípios. "Com base na prudência, em não havendo vacina ou medicamentos comprovadamente eficazes, a única estratégia para desacelerar a pandemia continua sendo o isolamento social".

TENDÊNCIA DE QUEDA

Já no dia 24 de maio, quando anunciado o fim do lockdown nos municípios paraenses, foi apresentado um relatório técnico, cuja análise mostra que o número de casos na capital paraense segue em tendência de queda. O estudo foi realizado pela Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e Universidade Federal do Pará (UFPA), com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará (Prodepa).

Segundo o relatório divulgado, a Região Metropolitana de Belém “apresenta uma tendência de redução na contaminação e óbitos por Covid-19, bem como na sua demanda por recursos hospitalares. Este fato permite afirmar que o dimensionamento destes recursos está condizente com a capacidade de suprimento do estado”.

Nesta segunda-feira (1º) o Governo do Pará retomou o assunto, anunciando que “registros oficiais mostram uma tendência de queda” da doença no estado, mesmo dia em que se inicia a reabertura gradual das atividades.

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