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Projeto recria monumentos e cenas históricas de Belém  em versão 3D. Veja!

quinta-feira, 21/05/2020, 23:36 - Atualizado em 22/05/2020, 08:07 - Autor: Julyanne Forte


Recriação do monumento histórico Grande Hotel, de 1913
Recriação do monumento histórico Grande Hotel, de 1913 | Divulgação

O projeto "História Virtual" recria, com o uso de modelagem virtual 3d, monumentos e cenas históricas de Belém, em especial aquelas que não existem mais ou que sofreram grandes alterações ao longo do tempo.

A partir de uma pesquisa feita em documentos históricos de Belém (fotos, textos, vídeos, gravuras), surgiram peças gráficas (imagens, vídeos) que recriam com fotorrealismo os monumentos e cenas estudadas pelo grupo fundador do projeto. Segundo eles, o principal objetivo da iniciativa é difundir conhecimento histórico e patrimonial sobre a capital paraense. A primeira modelagem 3D foi disponibilizada no Instagram e no Facebook do projeto, onde todo o resultado será compartilhado.

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Curioso para saber como seria Belém se ela tivesse congelado no tempo? Curta nossa página e acompanhe nossas postagens que vão recriar, através do uso da tecnologia de modelagem 3d, monumentos e cenas históricas da capital do Pará. A princípio, o projeto é composto pelo arquiteto e urbanista Victor Scantlebury e pela historiadora Mayara Araujo, procurando executar com rigor uma pesquisa histórica, através de fotos, vídeos, textos e relatos, para uma reprodução fiel das cenas que marcaram o cotidiano da Belém que nos dá nostalgia, mesmo aos que não viveram diretamente nos períodos que nos deixam saudade. Se gostou, deixe seu like e comente embaixo quais monumentos ou cenas de Belém gostaria de ver futuramente por aqui.

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O Grande Hotel foi um dos edifícios mais exuberantes e badalados de Belém na primeira metade do século XX. Por ele passaram nomes famosos (nacionais e internacionais), numa época em que a cidade figurava entre os principais destinos da América.Sua arquitetura foi inspirada no Palácio de Versalhes, em estilo art nouveau, equipado e decorado com luxo e modernidade europeus. Embora a inauguração da primeira parte dessa joia arquitetônica da Amazônia date do início de 1913, final do primeiro ciclo na borracha, o Grande Hotel foi um marco na hotelaria paraense, sendo por muito tempo o maior hotel no norte do Brasil. Sua presença modificou significativamente a vida cultural e o estilo de vida da sociedade local. Quando concluído, possuía 100 quartos, sessões cinematográficas, restaurante, bar, a Terrasse, onde se tomava o famoso sorvete “charlotine”. Por isso, gozava de muito prestígio entre a elite local, composta por seringalistas, comerciantes, fazendeiros e políticos. Devido a problemas financeiros e declínio de demanda, em 1974, esse tesouro arquitetônico foi demolido, dando lugar ao Hilton Hotel (atual Hotel Princesa Louçã). Agradecimento especial à Dulcília Maneschy (Arquiteta e Urbanista), que contribuiu para a representação fiel do 3d. Imagem: Revista Pará Ilustrado, 6 de março de 1946. Textos: COELHO, Marinilce Oliveira. Memórias literárias de Belém do Pará: o Grupo dos Novos, 1946-1952. Tese de Doutorado apresentada ao Departamento de Teoria e História Literária do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas. Campinas, 2003. DIÁRIO DO PARÁ. Grande Hotel – Apenas Hóspedes da memória. 2011. LUCARELLI, F. Belém Reloaded. The Story Teller (o narrador). De Versailles dos trópicos a Paris n’América. Contribuições de Maria Antonia Ciocia e Stefania Giova. Tradução de trechos e revisão do texto por Maria da Graça Gomes de Pina. Napoli: Edizione Scientifiche Italiane, p. 329, 2004. Secretaria de Cultura do Estado do Pará - SECULT. Belém da saudade: a memória da Belém do início do século em cartões postais. 3a ed. Belém: Secult, p. 278, 2004.

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A iniciativa foi do arquiteto paraense Victor Scantlebury Rente, criador da modelagem 3D, em parceria com a historiadora Mayara Araujo, responsável pela pesquisa e elaboração de textos, e o publicitário Leandro Scantlebury, que se ocupa das estratégias e divulgação do trabalho. "Acredito que o acesso à memória e à cultura precisa ser mais democrático, alcançar o público fora do meio acadêmico também. Uma das metas do projeto é envolver a população, através de enquetes para definir o que gostariam de ver sobre nossa história em 3D", disse Victor. 

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Quem você levaria para tomar um café na terrasse do Grande Hotel? Sabia que Mário de Andrade (1893-1945), um dos mais importantes escritores brasileiros, veio a Belém em 19 de maio de 1927? Nossa querida terra foi uma de suas várias viagens pelo país para estudar a cultura de cada região. Em um trecho de uma carta (confira nos destaques) interessada a Manoel Bandeira, seu grande amigo, Mário expressa todo seu entusiasmo pelas experiências que teve no Grande Hotel: “[...] O direito de sentar naquela terrasse (do Grande Hotel) em frente das mangueiras chupitando um sorvete de cupuaçu, de açaí, você que conhece o mundo, conhece coisa melhor do que isso, Manu? Me parece impossível.” (NUNES; SANTOS, 2016, p. 13) Gostou? Não esquece de marcar nos comentarios a pessoa você levaria para tomar um delicioso café ou sorvete nessa terrasse.😉

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Para Mayara, o projeto é uma realização profissional única. "Ele representa algo que eu sempre quis fazer, que é mostrar a História de uma forma mais dinâmica, torná-la mais 'próxima' das novas gerações. O Victor pensava o mesmo, só que mais voltado para o patrimônio. Juntamos as ideias e surgiu o História Virtual", conta a historiadora. 

Segundo a organização do projeto, o produto gerado no História Virtual possibilita uma nova forma de ensinar e aprender sobre História e educação patrimonial através da internet. "Queremos muito contribuir para a preservação da memória cultural e patrimonial do nosso povo. Por isso é muito gratificante ver a receptividade que o projeto está tendo!”, finaliza Mayara.

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