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Zélia Amador reflete sobre racismo em live neste 13 de maio; saiba mais sobre esta data!

quarta-feira, 13/05/2020, 10:45 - Atualizado em 13/05/2020, 09:55 - Autor: Com informações do portal UOL


Zélia Amador é formada em Língua Portuguesa (UFPA), possui Mestrado em Estudo Literários (UFMG) e Doutorado em Ciências Sociais (UFPA)
Zélia Amador é formada em Língua Portuguesa (UFPA), possui Mestrado em Estudo Literários (UFMG) e Doutorado em Ciências Sociais (UFPA) | Foto: Alexandre de Moraes

Nesta quarta-feira (13), a professora Zélia Amador irá fazer uma live no youtube, no canal 'ProgradUfal', às 19h, sobre o "Dia da Abolição da escravatura", considerado como o Dia Nacional de Reflexão e Denúncia do Racismo.

Além de professora emérita na UFPA, Zélia é atriz e diretora de teatro, ativista do Movimento Negro, membro fundadora do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (CEDENPA) e NEAB Grupo de Estudos Afro-Amazônico (GEAM/UFPA).

RECORDAR PARA NÃO VIVER

Saiba como ocorreu a abolição da escravatura no Brasil:

- No dia 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, pondo fim oficialmente a quatro séculos de escravidão no território brasileiro. 

A lei veio na esteira de uma série de outras leis para criar restrições à escravidão. A Lei Eusébio de Queiróz por exemplo, proibiu o tráfico intercontinental de pessoas escravizadas em 1850, mas, em virtude da necessidade de mão de obra para as lavouras, ele continuou a ser realizado clandestinamente. 

Com as dificuldades impostas ao tráfico internacional, a venda dos escravizados entre as diversas províncias brasileiras intensificou-se. Essa necessidade de manter os dominados como a base do trabalho agrícola levou o Estado a projetar uma transição gradual para o fim da abolição, de modo que as perdas dos proprietários não fossem tão grandes.

Nesse sentido, surgiu a Lei do Ventre Livre de 1871, que garantia que os filhos de escravas que nascessem a partir daquela data seriam considerados livres. Porém, a pressão dos escravocratas levou à criação de condições de controle dessa liberdade já que era mais uma lei a favoreê-los.

Em 1885, a Lei dos Sexagenários tornava livres os escravos com mais de 65 anos. Poucos escravizados conseguiam chegar a essa idade em virtude das péssimas condições de trabalho e vida a que estavam sujeitos. Além do mais, esses poucos que se libertavam viam-se na maioria dos casos sem trabalho, em face da idade avançada, e sem as condições de sobrevivência que recebiam do antigo senhor.

Ao mesmo tempo, os fazendeiros mais fortes economicamente estimulavam a vinda da mão de obra assalariada europeia para trabalhar em suas fazendas. O trabalho livre proporcionava também a criação de um mercado interno nacional.

Frente a essa intensa pressão, a princesa Isabel assinou a lei em 13 de maio de 1888, abolindo a escravidão, sem indenização aos proprietários. Porém, a abolição não representou uma substancial melhora de vida aos africanos escravizados e seus descendentes, já que não conseguiam empregos, pois os donos de fazendas e firmas urbanas preferiam a mão de obra que vinha da Europa.

A luta dos descendentes ocorreu até o início do século XXI, mostrando que a herança de 400 anos de escravidão, infelizmente, ainda não acabou.

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