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Trabalhadores informais transformam serviços de delivery durante quarentena; colabore!

terça-feira, 24/03/2020, 12:20 - Atualizado em 24/03/2020, 12:57 - Autor: Savia Moura


| Reprodução

Com a suspensão de muitos serviços no Brasil e no mundo, medida fundamental para evitar maior proliferação do coronavírus, muitos trabalhadores informais tiveram que se adaptar, em pouco tempo, para não perder vendas e ficar sem rendimentos. O mesmo ocorre em Belém.

Muitos destes trabalhadores tiram seu sustento como de vendas de lanches, refeições e outros tipos serviços em pontos físicos na cidade, mas agora isto tem que ser revisto. É o caso dos pais de Sabrina Santos, 28 anos, moradora do bairro do Coqueiro, que no primeiro momento reagiu mal à paralisação, que afetou de forma drástica nos rendimentos da família.

"Meus pais são autônomos e eu estou desempregada, eles trabalham vendendo café da manhã em frente a uma universidade particular e com a paralisação das aulas, ficamos literalmente sem nenhum dinheiro entrando", desabafa.

Ainda de acordo com ela, "o medo veio, pois precisamos trabalhar e a nossa renda vem diretamente das vendas, como essa doença se propaga através das pessoas e do contato com elas, temos medo de ficarmos doentes, principalmente eles que são dos grupos de risco: meu pai é cardíaco (já teve um infarto ano passado e colocou dois stent no coração) e minha mãe é hipertensa e asmática. A sensação de medo vem tanto pela parte financeira como pela saúde deles que já é frágil". 

Na tentativa de driblar a má fase e conseguir por dinheiro em casa, ela resolveu apostar nas vendas através do serviço de delivery.

"A ideia de delivery surgiu justamente dessa necessidade de continuarmos vendendo e ter dinheiro girando, o delivery oferece uma segurança porque podemos controlar o fluxo de pessoas e a exposição deles. Comecei oferecendo para os meus amigos no meu instagram e pra organizar os pedidos, eu fiz um outro perfil pra concentrar as vendas. Mas até agora não tivemos muitos pedidos", revelou.

Quem também está nesta situação são os pais de Chris Godinho, que trabalham em um restaurante dentro do Museu Paraense Emílio Goeldi e tiveram suas vendas paralisadas. Segundo Sérgio e Sandra, 59 e 56 anos, respectivamente, "nossas filhas resolveram divulgar nossa maniçoba nas redes sociais. Costumávamos vender por encomenda para os conhecidos e dentro do próprio restaurante. Percebemos que virou uma grande corrente de divulgação e cada um que compra nos enche de esperança. Fica bem difícil segurar a emoção nesse momento, pois recebemos, além das encomendas, muitas mensagens de incentivo. Não temos o mesmo ritmo de vendas do restaurante, mas esperamos com isso, honrar nosso compromisso de sempre atender ao público."

Agora, as vendas são feitas via WhatsApp:

Reprodução
 

Já para Grace Lopes, 36 anos, que trabalha com moda praia, a primeira reação foi de como ela atenderia seus clientes. 

"Minha primeira reação foi como poderia atender meus clientes, já que todos estariam em casa. Pensei em entrega free, atendimento personalizado com todas as precauções, entretanto, as coisas foram ficando mais difíceis. A campanha para não sair de casa se intensificando juntamente com o medo, a incerteza de quando isso tudo vai terminar, complica mais ainda".

Grace nos contou as estratégias que tem usado para continuar atendendo os clientes.

"Meu ramo é moda praia, e no momento estou no período sazonal, vendo para clientes que estariam viajando. Mas como estratégia, estou fazendo, além da entrega grátis na área metropolitana, oferecendo meus produtos para todo Brasil, para lugares onde também envio. Darei descontos de 50% para peças que estão na loja e uma peça grátis para encomendas", disse. Segundo ela "a rotatividade das promoções pode ser um atrativo também".


Taináh Sá, 28 anos, trabalha como modelo Plus Size, produtora de banda e designer gráfico, ela revelou como tem se virado para garantir uma renda, já que teve seus compromissos como modelo e produtora interrompidos por tempo indeterminado. 

"Trabalho como editora de vídeo e designer gráfico também, então comecei a alimentar as minhas redes sociais e as redes sociais dos meus clientes fixos, então consegui prosseguir trabalhando como criadora de conteúdo. Nesse momento crítico a gente precisa entender que as marcas também estão em contenção de gastos, apertou pra todo mundo. Então lancei uma promoção quase que irrecusável de duas artes gráficas por R$50, de semana passada até hoje, já fiz 52 artes", revelou.

Divulgação
 

Para ela, o fluxo de trabalho está muito maior por conta do preço e isso também a ajuda a não ficar ociosa.

"O mais legal nisso tudo é que estou fazendo bastante marketing de conteúdo pra essas marcas, artes de conscientização e informativas em relação ao COVID-19. Dessa forma estou conseguindo continuar o meu trabalho gerando conteúdo no meu ig pessoal e também alimentando outras marcas sem sair de casa, ganhando meu dinheiro com isso, com um fluxo de trabalho muito maior por conta do preço, mas isso também alimenta minha saúde mental em não estar ociosa", disse.

Nas redes sociais, várias pessoas começaram a compartilhar ações de outros trabalhadores que precisam seguir comercializando seus produtos. Veja:


Divulgação
 




E você, conhece algum pequeno produtor/ trabalhador informal que precise ter seu trabalho divulgado?

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