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TAXA ZERO

Restaurantes apostam no delivery para superar a crise

domingo, 22/03/2020, 07:47 - Atualizado em 22/03/2020, 08:21 - Autor: Pryscila Soares


A entrega grátis é uma estratégia para atrair os consumidores.
A entrega grátis é uma estratégia para atrair os consumidores. | Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Restaurantes, bares e casas noturnas em todo o Estado foram fechados desde a meia-noite deste sábado. A medida foi adotada em reunião entre o governador do Pará, Helder Barbalho, e representantes da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), realizada na última sexta-feira (20). O objetivo é conter a disseminação do novo coronavírus, evitando a exposição de funcionários e clientes nos locais.

Antes da decisão, os proprietários de restaurantes no Pará já haviam acordado isentar a taxa de entrega para vendas na modalidade delivery, justamente para incentivar os clientes a consumirem os produtos sem sair de suas casas. Com o fechamento, os estabelecimentos seguem com a medida e, a partir de agora, intensificam a divulgação da isenção pelas mídias digitais, visando minimizar os prejuízos para o setor.

No restaurante onde Andrea Passos atua como gerente, situado em um shopping center na avenida Centenário, em Belém, a movimentação começou a reduzir desde o último dia 9. “O cenário é bem difícil. Estimamos uma baixa de cerca de 70% no faturamento ou até mais, porque a cada dia é uma novidade. Estamos vivendo um momento de apreensão. A casa fecha e o shopping também. Vamos trabalhar com o delivery, de sexta a domingo, e tentar não prejudicar tanto os funcionários”, explicou.

Prevenção

Atendendo às recomendações dos órgãos que compõem o sistema de saúde a nível federal, estadual e municipal, Andrea explicou que algumas medidas foram colocadas em prática no estabelecimento, antes do fechamento, como a intensificação da higienização, uma maior oferta de álcool em gel e o afastamento das mesas. Para os motoboys que permanecerão fazendo as entregas, a orientação é lavar as mãos e sempre utilizar álcool em gel ao sair e no retorno ao estabelecimento. “A preocupação com a segurança dos funcionários e clientes foi um consenso de todos os restaurantes, por estarmos mais preocupados com a questão da prevenção. A partir de agora trabalharemos apenas com duas cozinheiras e dois entregadores. Daremos folgas para os demais funcionários. Vamos reunir os sindicatos das partes para alinhar a redução da carga horária e de salários, para que ninguém fique sem emprego neste período”, reforçou.

A doceria da empresária Lorena Tobelem, na rua Diogo Moia, no Umarizal, também vai atuar com entregas sem custos e outras facilidades para manter a clientela. O carro-chefe do estabelecimento, que trabalha somente com encomendas e não possui lanchonete, sempre foram os bolos decorados. Contudo, em virtude da pandemia do coronavírus, a procura por bolos para festas também reduziu drasticamente.

Para os clientes não deixarem de encomendar, a loja está oferecendo descontos de 30% nos bolos decorados para encomendas até setembro. “A gente tinha entre seis a sete encomendas todos os finais de semana. Mas todos os nossos clientes cancelaram as festas. Agora estamos tentando fortalecer a venda de bolos tradicionais, com cobertura de doce de leite e brigadeiro, docinhos e cup cakes. Estamos oferecendo também kits com um mini bolo decorado, dez cup cakes e 50 docinhos, a R$ 180. Se a pessoa morar muito longe ela pode vir buscar. Mas para atendimento de encomendas a loja está fechada”, garantiu.

Atual jornada

7 funcionários: É o quadro de uma doceria no Umarizal, que terá a carga horária de trabalho reduzida.

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