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SAÚDE

Remédios terão novos preços a partir do dia 1º de abril

domingo, 22/03/2020, 07:32 - Atualizado em 22/03/2020, 08:21 - Autor: Cintia Magno


Percentual que deverá incidir sobre os medicamentos ainda não foi publicado pelo Governo Federal no Diário Oficial da União.
Percentual que deverá incidir sobre os medicamentos ainda não foi publicado pelo Governo Federal no Diário Oficial da União. | Ricardo Amanajás

Cerca de 13 mil medicamentos podem ficar mais caros a partir da publicação do reajuste anual de preços, definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), presidida pelo Ministério da Saúde. A regulação atualiza a tabela de Preços Máximos ao Consumidor (PMC) e, segundo confirmação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deverá ser realizada até o próximo dia 31 de março. Independentemente do percentual de reajuste que venha a ser definido pelo Governo Federal, a orientação aos consumidores continua sendo a de pesquisar para se garantir o melhor preço.

Até o momento, o percentual que deverá incidir sobre os medicamentos ainda não foi publicado pelo Governo Federal no Diário Oficial da União (DOU). Ainda assim, o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) projeta, com base na fórmula de cálculo da CMED, que o reajuste médio fique em torno de 4,08%.

Em nota encaminhada ao DIÁRIO, o sindicato explica que, apesar da previsão, o reajuste não necessariamente será sentido pelos consumidores imediatamente após o dia da publicação, visto que a medida “não acarreta aumentos automáticos nem imediatos nas farmácias e drogarias, como se constata do comportamento dos preços nos últimos anos”.

Ao considerar que medicamentos com o mesmo princípio ativo e para o tratamento da mesma doença são oferecidos por diferentes fabricantes e em milhares de pontos de venda ao redor do país, o Sindusfarma aponta que a aplicação do reajuste pode depender de fatores como a própria reposição de estoques de cada estabelecimento e de questões referentes à concorrência, possibilitando que o aumento nos preços possa demorar até meses para acontecer em alguns estabelecimentos ou em determinados tipos de medicamentos. “É importante o consumidor pesquisar nas farmácias e drogarias as melhores ofertas dos medicamentos prescritos”, recomenda o sindicato.

A recomendação já é colocada em prática pelo auxiliar administrativo Alessandro Fonseca da Costa, 49 anos. Responsável por comprar os medicamentos utilizados pelos pais, ele conta que já tem o hábito de comparar os preços praticados por diferentes farmácias. “Eu faço uma pesquisa nas farmácias populares e em outras duas próximas a minha casa para ver em qual está mais em conta”, explica. “Algumas vezes em uma farmácia um medicamento está mais barato e em outra mais caro, então tem uma variação”.

Alessandro aponta que normalmente costuma encontrar os preços mais acessíveis nas farmácias populares. Apesar de, por vezes, a diferença entre os preços praticados pelos estabelecimentos não ser tão grande, ele acredita que o esforço vale a pena. “Apenas o meu pai faz uso de dez remédios, entre eles remédios para o coração e pressão. Então são remédios que tem que tomar frequentemente”, considera. “Apenas um dos remédios custa R$85 cada caixa com 35 comprimidos, então é um gasto que pesa no bolso”.

Questionada sobre a previsão de reajuste para este ano, a Anvisa informou, por meio de nota, que ainda não há definição do índice para este ano, mas confirmou que “o reajuste está mantido para este mês, em acordo com a regulamentação do setor”.

De acordo com o Sindusfarma, em 2019 o reajuste autorizado pelo Governo Federal ficou em 4,33%, porém, a inflação de medicamentos no ano em questão foi de apenas 2,84%, ficando abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) geral de 4,31%. “Isto ocorreu porque a indústria farmacêutica manteve preços e não repassou o reajuste integral autorizado pelo governo, de 4,33%, devido à forte concorrência entre as empresas do setor e à oferta de inúmeros produtos para tratamento da mesma enfermidade”, afirma o sindicato.

Reprodução
 

DICAS

Além de se deslocar pessoalmente entre as diferentes farmácias, há ainda outras maneiras de se economizar na compra dos medicamentos. Confira algumas dicas:

Pesquisar preços: Procure em diferentes redes de farmácias e drogarias, que podem acabar cobrindo os preços da concorrência. Depois de escolher um estabelecimento da sua preferência, faça o cadastro de fidelidade, pois costumam oferecer descontos. Outra opção é usar comparadores on-line de preços de remédios.

Dê preferência aos genéricos: Peça para seu médico fazer a prescrição pelo nome do princípio ativo, e não pelo nome comercial, para que você opte pelo genérico, mais barato. Vale a pena ainda comparar os valores do mesmo genérico em diferentes laboratórios.

Utilize programas de fidelidade: Cadastre-se nos programas dos laboratórios aceitos em muitas farmácias, os descontos podem chegar a 70%. Se você é vinculado a um sindicato ou associação de classe profissional, veja se ele não tem parceria com alguma rede, o que também pode reduzir os preços dos medicamentos. Muitos estabelecimentos ainda dão descontos a usuários de alguns planos de saúde.

Remédios gratuitos pelo SUS: O Ministério da Saúde disponibiliza remédios gratuitos para diversas doenças nas Unidades Básicas de Saúde. É preciso levar a receita, que não precisa ser de um médico do SUS, e a identidade para retirá-los. Caso necessite de fármacos específicos para doenças crônicas e raras, é possível se cadastrar no Programa de Medicamentos Excepcionais e obtê-los gratuitamente.

Cadastre-se no programa Farmácia Popular: Se você tem hipertensão, diabetes ou asma, pode adquirir medicamentos gratuitos pela Farmácia Popular, acessível a todos os brasileiros. O programa ainda oferece outros remédios com preços até 90% mais baixos. Basta ir a uma farmácia credenciada, apresentar a receita, que não necessita ser de um médico do Sistema Único de Saúde (SUS), e a identidade.

Fonte: Proteste (www. proteste.org.br)

Percentual que deverá incidir sobre os medicamentos ainda não foi publicado pelo Governo Federal no Diário Oficial da União. | Ricardo Amanajás
Percentual que deverá incidir sobre os medicamentos ainda não foi publicado pelo Governo Federal no Diário Oficial da União.
Percentual que deverá incidir sobre os medicamentos ainda não foi publicado pelo Governo Federal no Diário Oficial da União. | Ricardo Amanajás

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