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REVOLTA E SAUDADE

Morte de irmã Dorothy é lembrada 15 anos depois com pedidos de justiça

quinta-feira, 13/02/2020, 11:16 - Atualizado em 13/02/2020, 11:14 - Autor: Michelle Daniel/Diário Online


| Olga Leiria/Diário do Pará

Em memória aos 15 anos da morte da irmã Dorothy Stang, missionária norte-americana que ficou conhecida pela luta e defesa dos direitos dos trabalhadores rurais na região de Anapu, sudeste paraense, ontem, dezenas de pessoas se reuniram na Praça do Operário, bairro de São Brás, em Belém, durante Ato em Defesa da Amazônia. O objetivo também foi retomar o Comitê Dorothy Stang, que busca acompanhar o assassinato de 19 trabalhadores nos últimos cinco anos naquela região.

O Comitê criado após a morte da missionária é formado por religiosos, ativistas e militantes de direitos humanos e ligados à luta pela terra e defesa da floresta. “Diante do ataque que a Amazônia vem sofrendo, nos interpela que retomemos com mais força e assumamos o papel que é apoiar a luta daquelas pessoas. A principal delas, neste momento, é denunciar essa violência, tornar visível e acompanhar junto ao Ministério Público os casos dos que morreram e deixaram órfãos, viúvas e que prevalece a impunidade”, afirmou Alcidema Magalhães, uma

das fundadoras do Comitê.

Irmã Rebeca Spires, da Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namur, mesma comunidade religiosa que Dorothy, afirma que desde a morte da companheira, o cenário de violência não mudou. “É importante para nós dizer que a memória da Dorothy é em defesa da Amazônia, natureza e o povo. E o legado que ela nos deixou foi que vivência pela natureza possa valer a pena, com toda energia até o último suspiro”, disse.

Robert Rodrigues, do Movimento dos Atingidos por Barragens, critica o governo federal que não apoia a Amazônia e, por isso, as florestas são atacadas. “É um dos principais causadores da destruição da Amazônia. Até agosto do ano passado, o desmatamento cresceu cinco vezes mais em comparação em outros períodos do ano anterior. A gente precisa construir cada vez mais redes de solidariedade a nível da Amazônia como o todo, a fim de ganhar mais força para a luta. E o Comitê é um dos espaços de articulação e construção de uma agenda de lutas”, disparou.

A MISSIONÁRIA

A norte-americana Dorothy Stang foi assassinada no dia 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, no Pará. Foram acusados pelo crime os fazendeiros Vitalmiro Bastos de Moura e Regivaldo Galvão; Amair Feijoli da Cunha, intermediário do crime; Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Carlos

Batista, como executores.

Segundo o Tribunal de Justiça do Estado do Pará, Regivaldo e Vitalmiro foram condenados a 30 anos de reclusão, cada um, mas atualmente encontram-se em Prisão Domiciliar

para tratamento médico.

Rayfran foi condenado a 27 anos de reclusão pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém e a 97 anos e oito meses de reclusão pela 4ª Vara do Tribunal do Júri de Belém. Ele

está preso em regime fechado, atualmente custodiado no Centro de Recuperação do Coqueiro (CRC).

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