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DESCASO

Trabalhadores e clientes sofrem com centro comercial abandonado

quarta-feira, 15/01/2020, 07:39 - Atualizado em 15/01/2020, 08:22 - Autor: Tiago Furtado


Vias estão destruídas ou esburacadas nas principais vias do Comércio da capital
Vias estão destruídas ou esburacadas nas principais vias do Comércio da capital | Irene Almeida

Quem trabalha ou transita pelo centro comercial de Belém convive diariamente com o descaso da Prefeitura Municipal. Calçadas quebradas, ruas esburacadas e entulhos ao longo das ruas formam um cenário desolador, principalmente para comerciantes que veem os consumidores se afastarem pela falta de estrutura.

A série de problemas afeta sobretudo aqueles que dependem de locais com fácil acessibilidade, como é o caso de Sigiane Silva, de 40 anos, que precisou passar na rua Santo Antônio com o carrinho onde levava o filho. Ela, que transita por ali todos os dias, reclama da falta de atenção do poder público. “Além de vir para cá todos os dias de ônibus lotado ainda tenho que enfrentar essa estrutura precária do Comércio. Em época de chuva, então, alaga tudo e tem loja que vai para o fundo. O prefeito Zenaldo Coutinho deveria olhar mais para o centro de Belém”, comenta.

O ambulante Marcos Sodré, 49, afirma que foi preciso ele mesmo tomar a iniciativa e tapar um buraco que estava em frente sua barraca de vendas. Segundo ele, já foi motivo de quedas de pessoas que passavam pelo local. “Eu mesmo coloquei pedaços de pedras aqui, mas não adianta muito. A calçada está toda quebrada e são muitos buracos. Ainda tem a questão de moradores de rua que usam isso aqui como banheiro e deixam tudo com cheiro insuportável. É muito difícil trabalhar aqui”, desabafa.

Entre os pontos com principais problemas estão a travessa Frutuoso Guimarães com a rua Santo Antônio, próximo ao início da rua João Alfredo; e a Leão XIII com rua Santo Antônio. Como as vias são estreitas, ambulantes montam suas barracas na calçada e nas ruas, dificultando a passagem de pedestres.

Quem precisa transitar pelas principais vias do Comércio reclama das calçadas quebradas, ruas esburacadas e do lixo espalhado por todo o canto, o que afasta visitantes e traz transtorno à população
Quem precisa transitar pelas principais vias do Comércio reclama das calçadas quebradas, ruas esburacadas e do lixo espalhado por todo o canto, o que afasta visitantes e traz transtorno à população Irene Almeida
 

QUEDAS

Joaquim Thiago, de 59 anos, reconhece a importância dos comerciantes no local, mas reclama da falta de orientação. “Eu reconheço o lado dos feirantes, as pessoas têm que viver e é daqui que eles tiram seu sustento, mas tem alguns que ocupam toda a calçada. Além disso aqui também tem muito buraco e temos muita dificuldade para se locomover”, disse. Ao longo da rua João Alfredo a situação fica ainda pior. A quantidade de lixo aumenta, junto com os buracos ao longo da via formado pelos paralelepípedos quebrados.

O ambulante Gilberto Santana foi obrigado a colocar um tambor de plástico em uma cratera que começou a se formar, tentando evitar que os pedestres se acidentassem. “Várias vezes tem gente que cai aqui nos trilhos, nessas pedras que são lisas e os buracos frequentemente aparecem aqui. É a gente que tem que tapar esses buracos porque fica arriscado tanto para os clientes como para a gente também”, declarou.

SESAN

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) informa que os trechos citados serão atendidos dentro dos serviços de recuperação asfáltica do Departamento de Obras Viárias (Deov). “É importante ressaltar que a ação segue um cronograma de atendimento, por conta da grande demanda. Com relação ao lixo, a empresa responsável pela coleta já foi notificada pelo trabalho prestado”, informou. “Equipes da Sesan estão nas ruas efetuando o serviço e todos os locais com falhas no bairro estão sendo atendidos”.

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