Edição do dia

Edição do dia

Leia a edição completa grátis

Previsão do Tempo
26°
cotação atual R$

Notícias / Notícias Pará

FORA DE CONTROLE

Da periferia ao centro, acúmulo de lixo só aumenta em Belém

terça-feira, 14/01/2020, 08:05 - Atualizado em 14/01/2020, 08:08 - Autor: Alexandra Cavalcanti


Até uma poltrona foi jogada perto da rodovia Arthur Bernardes
Até uma poltrona foi jogada perto da rodovia Arthur Bernardes | Irene Almeida

Em 404 anos de fundação, Belém ainda enfrenta o que parece ser um de seus mais constantes problemas: o lixo. Por toda a cidade, não é difícil encontrar pontos de acúmulo de resíduos em vias, nas margens dos canais e até mesmo nas feiras livres.

Belém sofre com lixo por todo lado

Sem coleta regular, lixo toma conta de Belém

Esse lixo costuma ser um problema democrático, que atinge a bairros periféricos mais distantes, como também áreas centrais da capital. No Tenoné, os moradores da rua das Laranjeiras com a Quinta Linha vivem o pesadelo de conviver com um lixão a céu aberto e com a incerteza de não saber quando o acúmulo será removido dali. “O caminhão do lixo passou tem alguns dias por aqui, mas não levou. Deixou tudo aí do jeito que estava”, contou um morador.

Urubus espalham o lixo acumulado
Urubus espalham o lixo acumulado Irene Almeida
 

Claudia Gonçalves varre para amenizar a situação
Claudia Gonçalves varre para amenizar a situação Irene Almeida
 

No local, o odor insuportável comprova que os resíduos estão ali há algum tempo. Um morador que trabalha em uma padaria próxima ao local afirma que o lixo é despejado lá também por falta de alternativas. “O caminhão que recolhe demora a passar, então como não tem outro local, as pessoas vêm e jogam aí mesmo”, justificou.

Na rodovia Arthur Bernardes com o Canal São Joaquim, no Barreiro, o lixo praticamente já faz parte da paisagem. No local é possível encontrar todo o tipo de resíduo, desde lixo doméstico até mala, sapatos, pedaços de madeira e animais mortos, além de muitos urubus e outros lixos.

Moradora do bairro, a doméstica Aurora Rabelo passa todos os dias caminhando pelo local e diz que a imagem sempre é a mesma. “Lixo espalhado por todos os lados. Hoje até que não tem muito, porque normalmente fica uma montanha. Vez por outra aparece um carro para recolher. Mas como demora a passar outro, depois já está cheio de novo, infelizmente”, disse.

No local, o movimento de carroceiros que levam lixo de outros locais para jogar lá é intenso. Sem qualquer tipo de fiscalização, eles têm caminho livre para despejar todos os tipos de porcaria.

TODAS AS PARTES

Na parte mais central da capital, no bairro do Marco, a história se repete. Na avenida Visconde de Inhaúma, às margens do canal, o lixo se acumula há dias. “O lixo doméstico geralmente costuma ser recolhido, o problema é que de madrugada, as pessoas vêm e colocam entulho, e aí as outras vêm e colocam seus lixos também. Fica um monte de lixo misturado. O caminhão passa, mas não leva” reclamou a gerente de uma pizzaria, Claudia Gonçalves, que aproveitou o dia de folga para varrer e tentar afastar o lixo da frente de sua casa.

Na área ao lado do canal, o lixo doméstico se mistura a resto do que parece ser um televisor antigo, partes de um freezer, restos de capinação e até um colchão.

Na Pedreira, o problema do lixo também é comum em vários pontos. Na avenida Pedro Miranda com o Canal da Antônio Baena, a situação é terrível. A dona de casa Francisca Silva, que passa constantemente pelo local, reclama do que vê. “Sempre passo por aqui, e todos os dias tem lixo. Nunca vi recolherem”, criticou.

O policial militar Alexandre Chagas mora próximo ao local há mais de 50 anos e também reclama da situação. “Normalmente quem recolhe isso aí é o caminhão de entulho quando passa, porque o carro de lixo mesmo não tem dia certo para passar e quando passa não leva tudo. Enquanto isso,vamos convivendo assim”.

Ele conta que antes havia um depósito grande, onde todo lixo era colocado pelos moradores e depois o caminhão passava para recolher. “O problema é que tiraram o contêiner daqui e não colocaram mais. Aí as pessoas vêm e jogam tudo na rua mesmo. Além disso, o carro que recolhe nunca passa na Antônio Baena”.

O DIÁRIO procurou a Prefeitura de Belém, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Conteúdo Relacionado


0 Comentário(s)

MAISACESSADAS