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PREVENÇÕES

Leptospirose: nos últimos 2 anos doença fez 25 vítimas fatais no Pará 

sábado, 11/01/2020, 07:45 - Atualizado em 11/01/2020, 07:45 - Autor: Redação


Áreas alagadas e sem saneamento básico aumentam os riscos para a proliferação da leptospirose. Entre 2018 e 2019, em todo o Pará, foram 25 vítimas fatais.
Áreas alagadas e sem saneamento básico aumentam os riscos para a proliferação da leptospirose. Entre 2018 e 2019, em todo o Pará, foram 25 vítimas fatais. | Maycon Nunes/Agência Pará

Uma doença que preocupa as autoridades sanitárias no período chuvoso é a leptospirose. Com as intensas chuvas, os riscos de contaminação aumentam nas áreas alagadas, por isso, os cuidados precisam ser redobrados.

As pessoas contraem a leptospirose quando entram em contato com a água contaminada e têm algum ferimento na pele, pois é por meio da pele lesada que a bactéria penetra no organismo. Mas também pode ser contraída pela mucosa e pele íntegra, quando imersa por muito tempo em água ou lama contaminados, e ainda pela ingestão de alimentos ou água contaminados.

A leptospirose é uma doença infecciosa causada pela leptospira, uma bactéria encontrada na urina de roedores e de outros animais, como, por exemplo, cachorro, porco e cavalo.

O programa de controle da doença, liderado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), faz um monitoramento e trabalho de prevenção com os profissionais da área. “É muito importante trabalhar com a rede hospitalar na porta de entrada desse paciente, pois os sintomas são bem parecidos com outras doenças, por isso, a sensibilização dos profissionais no diagnóstico”, ressaltou Zilda Baptista, coordenadora estadual de controle da leptospirose.

102 casos

Foi o total de registros no Pará no ano passado, contra 138 em 2018. Foram nove mortes em 2019 e 16 em 2018. A capital, Belém, foi a cidade com maior registro da doença durante o ano passado, com 55 pessoas.

Saiba mais sobre a doença 

Sintomas

A pessoa apresenta inicialmente febre, dor de cabeça, e dore pelo corpo, que são sintomas semelhantes com o de diversas doenças infecciosas.

Por isso, é importante que o paciente relate ao médico se manteve contato com áreas alagadas ou ambiente em que há roedores e, em seguida, associa-se mais um sintoma , ou seja, náusea, vômito ou icterícia (pele amarelada).

O que evitar

As principais medidas preventivas contra a leptospirose são evitar acúmulo de lixo e água parada, proteger os pés ao andar em áreas alagadas, beber água tratada, não deixar restos de alimentos de animais de estimação disponíveis aos roedores, não consumir alimentos de origem duvidosa ou expostos aos roedores e evitar tomar banho em igarapés, açudes e riachos próximos de áreas infestadas por roedores. 

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito através de exames clínicos e de sangue em até 14 dias, por conta da complexidade da doença. 

"Se o paciente for atendido em até 7 dias depois do contato com a bactéria, o exame laboratorial não será possível detectar. Por isso, é fundamental a observação", ressaltou a coordenadora estadual de controle da leptospirose, Zilda Baptista. 

O tratamento é feito através de antibióticos. 

Manter a casa limpa pode ajudar a afastar doenças

Tiago Furtado/Díário do Pará 

Com a chegada do período de chuvas no estado, o cuidado com a saúde deve ser redobrado. Doenças como a influenza e dengue (especialmente a tipo 2, considerada mais grave) podem ser facilmente adquiridas devido a transmissão por meio do mosquito. Cuidados simples podem evitar o contagio da doença, sobretudo a crianças e idosos, considerados os mais vulneráveis para contrair doenças nesta época do ano.

Os cuidados podem começar dentro da própria casa, com a eliminação de focos de mosquito, como água parada e a instalação de telas e mosquiteiros.

O médico e superintendente nacional da rede própria do Hapvida, Anderson Nascimento, explica que em caso de surgimento de sintomas como febre, dores de garganta e dor no corpo, a pessoa tem de procurar imediatamente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “O principal diagnostico é sempre o melhor caminho para detectar uma doença mais grave e o especialista pode indicar o melhor caminho para o tratamento”, esclarece.

Manter hábitos diários, como higienização das mãos e o consumo de frutas ricas em vitaminas até ajuda, mas não é a única forma de se proteger de doenças durante o chamado ‘inverno amazônico’.

O cuidado com crianças e idosos deve ser redobrado nesta época do ano. Anderson também afirma ser comum o paciente negligenciar o tratamento e reforça que ele não pode ser interrompido. “Caso os sintomas retornem, deve-se voltar ao pronto atendimento imediatamente”, completou.


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