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Clonagem de celular e roubo de senhas devem aumentar

quarta-feira, 08/01/2020, 07:48 - Atualizado em 08/01/2020, 07:54 - Autor: Tiago Furtado


| Fernando Araújo/Diário do Pará

A clonagem de celular via aplicativos tem somado cada vez mais vítimas no país. Esta modalidade de crime cibernético tem tido como alvo aplicativos de mensagens, como WhatsApp, e de bancos com autenticação vis SMS. Ao clonar o número da vítima, o criminoso pode acessar todas as ligações e mensagens que seriam endereçadas ao dono do aparelho. Essa é a brecha que ele precisa para obter senhas de bancos e conversas privadas, além de enviar mensagens a outras pessoas e se passar pela pessoa que teve o número copiado. Para evitar este tipo de golpe, o comportamento do usuário no ambiente digital torna-se fundamental.

A diretora da Divisão de Prevenção e Repressão a Crimes Tecnológicos (DPRCT) da Polícia Civil do Pará, Vanessa Lee, afirma que é possível dificultar e até mesmo evitar cair em golpes do tipo, mas é preciso tomar precauções e redobrar o cuidado com a segurança dos seus aplicativos.

Uma das formas de reduzir as chances de invasão é a chamada ‘verificação em duas etapas’. Nesse caso, se sua senha for roubada, o bandido não conseguirá usar a sua conta sem antes ter acesso ao seu celular.

No entanto, existem outras formas de acesso ao telefone, como, por exemplo, por golpes aplicados em sites e plataformas de vendas on-line. O criminoso se passa por funcionário da empresa de vendas e manda mensagem à vítima para pedir um número de acesso ao aparelho que pretende clonar.

Além destes golpes, outra forma de ter acesso ao celular tem ganhado força no Brasil. Chamado de ‘SIM Swap’, a técnica consiste no processo de obtenção de um novo chip por parte do criminoso, com o número da vítima. Com este mesmo número, é possível acessar aplicativos de bancos, redes sociais e demais serviços. “Com conluio de alguém de dentro das operadoras de telefonia, ele cancela o chip do usuário e ativa um novo chip, deixando a vítima sem a linha telefônica, e o criminoso coloca em um novo telefone todas as aplicações. Quando estes aplicativos pedem para recuperar a senha, ele determina que a mesma seja enviada para o número de celular que ele agora tem acesso”, detalha Vanessa Lee.

ORIENTAÇÕES

A diretora da DPRTC orienta que caso você seja vítima de clonagem do celular, a primeira coisa a ser feita é o registro do boletim de ocorrência com o máximo de informações. “Se o criminoso entrou em contato com amigos seus pedindo depósito em dinheiro, levar o nome de quem entrou em contato para que esteja no boletim e possamos iniciar as investigações. Leve também o número Imei do seu dispositivo (número de registro do aparelho) e após estes procedimentos, caso você tenha sido vítima de bloqueio do chip da operadora, ir até a loja da linha telefônica para recuperar o número antigo”, aconselha.

A empresa de antivírus Kaspersky divulgou no final do ano passado uma pesquisa que apontou o roubo de senhas como um dos principais golpes que serão aplicados ao longo de 2020 na América Latina. Os principais são: roubo de senhas de sites de entretenimento (Netflix, Spotify e outros) devido a popularização do serviço; expansão do SIM Swapp com criminosos que oferecem a clonagem de linhas telefônicas específicas para que outras pessoas possam realizar atividades ilegais, como roubo de identidade ou obter acesso a sites financeiros, com o objetivo de roubar o dinheiro da vítima; além de ataques a sistemas operacionais que deixarão de ter suporte técnico neste ano, abrindo brechas de segurança que estarão sem correções.

A diretora da DPRCT informa que o ideal é que o usuário tenha um comportamento voltado à segurança, evitando acesso a links suspeitos, promessas falsas e venda de produtos por preços irreais, além de desconfiar de contatos que pedem dinheiro por meio de aplicativos, sejam eles contatos conhecidos ou não. “Além de ter um bom dispositivo, o que mais facilita que um hacker tenha acesso ao dispositivo, é seu comportamento. É importante procurar ler dicas de segurança e saber a proteção que seu próprio dispositivo oferece, seja Android ou iPhone”, orienta.

CRESCIMENTO

Por fim, Vanessa Lee acredita que com a crescente mudança de comportamento no meio digital e o surgimento de novas tecnologias, o número de pessoas que podem ser vítimas de golpes no meio digital tem tudo para aumentar. “Às vezes a pessoa tem o celular mais novo do ano, mas não atende às recomendações dos aplicativos e do próprio aparelho. A segurança da informação é feita do comportamento humano, dos softwares e hardwares, então hoje o que o criminoso ataca é o comportamento. Estamos mudando em cinco anos o que não mudamos em um século na humanidade, uma verdadeira disrupção, e temos de nos adaptar a tecnologia para sobreviver”, finaliza.

Diário do Pará
 


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