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TÁ CARO!

Açaí já dobrou de preço em alguns pontos de Belém

sábado, 04/01/2020, 08:09 - Atualizado em 04/01/2020, 08:31 - Autor: Michelle Daniel


Valores já vêm sendo remarcados nos pontos da capital.
Valores já vêm sendo remarcados nos pontos da capital. | OLGA LEIRIA

Os preços do litro do açaí no estabelecimento do Francisco Ribeiro, localizado no bairro de Nazaré, em Belém, receberam aumento nesses primeiros dias do novo ano. O açaí médio, por exemplo, que é mais consumido pelos clientes dele, está custando R$ 18 o litro, cerca de R$ 2 a mais que o mês anterior. Já o açaí grosso permanece custando R$ 25, e o papa por R$ 30.

“A chuva e a falha na distribuição fizeram com que o preço da lata do fruto ficasse mais caro pra gente. Ainda estou segurando os preços do açaí grosso e papa, mas ainda não sei até quando”, conta Francisco. Segundo ele, o aumento já era esperado, pois nesse período do ano em que há dificuldades na produção do fruto, a conhecida entressafra, há aumento no preço. “A época boa é de agosto até dezembro, quando os preços caem”, comenta. Já em tempos de escassez, as vendas são influenciadas. “A saída diminui em 50%. É uma quebra grande. Nessa época, a gente trabalha para aguentar os fregueses que são viciados em açaí mesmo”, acrescenta Francisco.

Já no bairro do Jurunas, Bianor Assunção, aumentou 50% o preço do litro do açaí popular, o mais comprado pela clientela, que passou de R$ 8 para R$ 12. Já o litro do tipo médio, passou de R$ 15 para R$ 20 e o grosso de R$ 20 para R$ 30. “Diminuiu a oferta, aumentou a procura. E não tem como não repassar ao cliente”, diz. Ele também afirma que passou a pagar mais caro pela lata do fruto, que vem da região das ilhas, como Barcarena e Moju. “Esse clima de chuva dificultou a distribuição. Isso é comum nessa época. Só espero que esse preço estagne porque dobrou o valor da lata do açaí. Antes eu pagava R$ 120, agora custa R$ 250”, revela.

TRAJETÓRIA

De acordo com o economista Roberto Sena, supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), a alta de preços do açaí começou uma trajetória desde a segunda quinzena do mês de novembro de 2019 e deve perdurar até o mês de maio deste ano. “A tendência é que tenhamos um aumento de preço do fruto e que vai transmitir para a população. Nosso consumo é proporcional ao preço. À medida que o preço vai ficando proibitivo, as pessoas não vão deixar de consumir, mas será em quantidade menor”.

Na última pesquisa do Dieese/PA realizada em feiras, pontos de vendas e supermercados de Belém e divulgada no mês passado, já apontava alta nos preços, em média R$ 14,80, no litro do açaí tipo médio. Os valores também poderiam ser encontrados de R$ 8 até R$ 16, como era a realidade dos estabelecimentos do Bianor e do Francisco.

Sena afirma ainda que o pico de alta no preço do açaí será no mês de março. “O litro ficará mais caro que o quilo da carne”, revela sem estimativa de preço e de porcentagem. “Ano passado tivemos, em alguns momentos, reajustes de em média até 10%. Este ano não deve ser diferente”, acrescenta o economista.

A saída diminui em 50%. É uma quebra grande. Nessa época, a gente trabalha para aguentar os fregueses que são viciados em açaí mesmo”

Valores já vêm sendo remarcados nos pontos da capital.
Valores já vêm sendo remarcados nos pontos da capital. OLGA LEIRIA
 


Bianor Assunção diz que está pagando o dobro no valor da lata do açaí e precisa aumentar preços.
Valores já vêm sendo remarcados nos pontos da capital. | OLGA LEIRIA
Valores já vêm sendo remarcados nos pontos da capital.
Valores já vêm sendo remarcados nos pontos da capital. | OLGA LEIRIA

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