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REFORMA ESTADUAL

Servidor da Alepa fica ferido durante protestos contra reforma da previdência

quarta-feira, 18/12/2019, 22:38 - Atualizado em 18/12/2019, 22:38 - Autor: Diário Online


Mãos de Rubão: servidor teve quatro pontos em cada mão
Mãos de Rubão: servidor teve quatro pontos em cada mão | reprodução

A reforma da previdência estadual começou a ser votada em segundo turno esta quarta-feira (18), mas as manifestações de servidores insatisfeitos ainda estão repercutindo. Na terça-feira (17), dia em que houve a votação em primeiro turno, um grupo de manifestantes foi impedido de entrar na Alepa (Assembleia Legislativa do Estado do Pará), e decidiu forçar a entrada, o que acabou ferindo algumas pessoas.

O servidor Rubão Andrade, que trabalha na segurança da Alepa, teve suas duas mãos perfuradas por estilhaços de vidro após um grupo de manifestantes forçar uma força de vidro para tentar entrar no local. Com o impacto, Rubão foi arremessado dez degraus abaixo em uma das escadarias do prédio, e precisou de atendimento médico imediato.

“Houve um pessoal que tentou invadir o gabinete civil, e eu tentei intervir. Houve um primeiro estrondo no vidro da frente, e quando eu subi as escadas pra tentar ajudar os colegas fechando a porta antes das escadas, foi o tempo em que se aglomerou um número maior de pessoas e a porta estourou nas minhas mãos, me fazendo cair pra trás lá embaixo”, diz.

Após o atendimento, Rubão foi levado para um hospital particular da capital, onde recebeu quatro pontos em cada mão. O servidor, que também atua como músico, vai ficar parado por um tempo até a recuperação.

“Eu não irei poder tocar durante um tempo. Só para retirada dos pontos são dez dias, e depois mais algum tempo para recuperar. Eu considero que foi sorte. A médica disse que por pouco os cortes não atingiram os tendões dos dedos”, diz.

Reforma da Previdência

A reforma da previdência estadual é uma orientação do Governo Federal para todas as unidades federativas. Quase todos os governos estaduais já mandaram ou estão preparando-se para enviar projetos de reforma previdenciária ao Governo Federal. No Pará, o governador Helder Barbalho e a maioria dos deputados da Alepa apoiaram a proposta. Confira as principais alterações:

- Inclusão da idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres (65 e 62 respectivamente)

- Tempo mínimo de contribuição (35 e 30 anos para homens e mulheres respectivamente)

- Ampliação da garantia de pensão por morte de descendente para 21 anos (antes era 18 anos).

- Garantia de aposentadoria dos servidores estatutários pelo tempo de serviço

- Mudança das aliquotas de contribuição de 18% para 23%

 Confusão durante protestos: o que os manifestantes e a Alepa dizem

Os servidores que protestaram exigiam a retirada do projeto da pauta da Alepa. O grupo argumentava que as alterações na previdência estaduais e municipais estão previstas na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) paralela à reforma da previdência, que ainda tramita no Congresso Nacional.

No entanto, a Alepa informou-os que há um entendimento de que a PEC paralela não será aprovada no Senado, o que fez com que os deputados agilizassem a aprovação, para que assim a reforma possa entrar em vigor a partir do próximo ano. Para isso, as propostas precisam ser votadas até o dia 20 de dezembro, quando é realizada a aprovação do orçamento estadual.

Por nota, a Alepa afirmou que "manifestantes ocuparam e lotaram as galerias do Palácio da Cabanagem, que atingiram sua capacidade máxima" e que "por esse motivo, os portões de entrada da Casa de Leis foram trancados". A assembleia afirmou ainda que "um grupo de manifestantes tentou entrar e arrancou o portão de entrada, a Polícia Militar precisou intervir" e que "inconformados, os manifestantes invadiram a Alepa pela porta de vidro que dá acesso à presidência da Casa".

 

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