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A PARTIR DE TRÊS MESES

Escola inova e aposta em proposta pedagógica também para bebês

domingo, 01/12/2019, 10:10 - Atualizado em 01/12/2019, 10:09 - Autor: Alexandra Cavalcanti/Diário do Pará


Segundo a diretora Naiby Costa, a escola Colibri Baby segue uma linha sócio-interacionista.
Segundo a diretora Naiby Costa, a escola Colibri Baby segue uma linha sócio-interacionista. | Irene Almeida/Diário do Pará

Com a proximidade da chegada de um novo ano, alguns pais costumam ter uma dúvida: colocar ou não os filhos para estudar desde cedo? Isso porque, com os pais inseridos no mercado de trabalho, já não é possível pensar em se dedicar por mais tempo aos pequeninos. Muitas escolas têm apostado no conceito inovador com uma proposta pedagógica voltada para crianças a partir de três meses de vida. Essa é a aposta da Colibri Baby, escola criada há dez anos, para atender nos horários parcial e integral alunos até 5 anos.

A instituição parte do princípio de que se receber estímulos além da socialização e autonomia desde cedo, haverá avanços consideráveis nas competências socioemocionais da criança. “É possível sim, nos bebês estimular as etapas de seu desenvolvimento, período sensório-motor. Quanto mais estímulos aplicados corretamente, melhor será seu desenvolvimento e crescimento”, garante a diretora Naiby Abnader.

Divididos por faixa etária: maternal baby (3 meses a 1 ano); maternal 1 (1 a 2 anos); maternal 2 (2 a 3 anos); maternal 3 (3 a 4 anos); pré I (4 anos) e pré II (5 anos), os bebês e crianças já têm contato desde cedo com professores e auxiliares. “Somos especializados nessa área da educação infantil. Trabalhamos com uma equipe multidisciplinar, que envolve nutricionista, técnica de enfermagem, pedagogas entre outras”, detalha.


Colibri Baby tem variados espaços de aprendizagem e que favorecem as interações sociais.
Colibri Baby tem variados espaços de aprendizagem e que favorecem as interações sociais. Divulgação
 

Além da equipe de profissionais, a proposta pedagógica inclui espaços diferenciados para serem explorados pelos pequeninos desde os primeiros meses de vida. “Seguimos a linha sócio-interacionista, através da qual a criança vivencia em grupo na sociedade o que ela aprendeu explorando o seu universo, sempre por meio do lúdico”.

O desenvolvimento cognitivo das crianças é consideravelmente favorecido pelas interações sociais. Por esse motivo, a escola conta com vários espaços para que elas possam vivenciar essas experiências. “Não temos aquelas salas de aula padrão, com carteiras enfileiradas, aqui temos sala lúdica; sala de psicomotricidade; sala virtual com jogos educativos e mesas playtable; sala sensorial onde é possível entrar em contato com várias texturas; ateliê de artes onde manipulam materiais como argila e carvão; sala pedagógica com brinquedos de montar e Legos; sala de leitura; cine teatro, com a parte virtual, de música, fantoches e dedoches; laboratório de ciências e restô”, enfatiza.

A infraestrutura da escola, que está com as matriculas abertas para alunos novos, conta ainda com um espaço chamado minicidade. “Nela temos uma pista com carros, supermercados e pet-shop para que a criança possa entender melhor onde ela vive. A área possui também uma caixa com areia azul, que não absorve impurezas para que as crianças possam utilizar e uma casinha, na qual trabalhamos a imaginação, o faz de conta, sempre deforma lúdica”.

NOVO ESPAÇO

Recentemente, a escola inaugurou um novo espaço: a área molhada. “É um local usado normalmente às quintas e sextas-feiras onde as crianças podem brincar usando recursos como a água e as cores”.

Coordenadora pedagógica da escola, Aline Queiroz explica que cada um desses espaços tem uma finalidade bem definida. “Eles são espaços de aprendizagem, onde a criança é estimulada por meio do brincar”, ressalta. “O foco é que elas aprendam através da interação e, a partir daí, possam interagir com os outros (próximos) e com a sociedade”, completa.

Os conteúdos para crianças do ensino infantil são ministrados dentro desses espaços. “Apesar de não termos aquela sala tradicional, todos os conteúdos necessários para cada faixa etária são ministrados, inclusive as aulas de inglês. Me orgulho muito em dizer que, apesar de ainda não estarem na fase da alfabetização, que é no 1º ano, muitas crianças já saem daqui lendo e escrevendo”, afirma.

Alimentação saudável é destaque na escola

Dentro da proposta da escola, a alimentação ocupa um capítulo especial. “Em nossa escola promovemos a alimentação saudável, baseada em frutas, sucos naturais e alimentos que não sejam artificiais, por isso aqui as crianças que ficam no período normal lancham conosco, com aquilo que preparamos, seguindo o cardápio elaborado pela nossa nutricionista. O mesmo ocorre com aquelas que ficam em tempo integral, que também seguem um cardápio elaborado pela profissional”, frisa Aline Queiroz.

Para atender a esse público diferenciado, de 3 meses a 5 anos, a escola aposta principalmente no planejamento e na organização. “Temos um planejamento pedagógico ano a ano que nos direciona”, afirma.

Por outro lado, a instituição de ensino, que funciona das 7h às 18h, trabalha também com pacotes flexíveis de horários. “Eles variam de quatro horas, o mínimo, para 11 horas, o máximo, onde fazemos um planejamento individual para atender de acordo com a necessidade”, diz.

Proposta pedagógica da escola Colibri Baby inclui espaços diferenciados para serem explorados pelas crianças desde os primeiros meses de vida.
Proposta pedagógica da escola Colibri Baby inclui espaços diferenciados para serem explorados pelas crianças desde os primeiros meses de vida. Irene Almeida/Diário do Pará
 

Irene Almeida/Diário do Pará
 

A família é essencial na vida escolar

A participação da família na vida escolar de crianças e jovens é essencial. E esse é justamente um dos pilares da proposta pedagógica do Centro Educacional Colibri, que recebe crianças na educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental – de 1 a 11 anos para o ensino regular e integral (a partir dos 6 anos). A escola também prima por conceitos como autonomia e independência, que são trabalhados desde o primeiro ano de vida, com conteúdos e vivências.

Irene Almeida/Diário do Pará
 

A escola, que atua há cerca de 30 anos na área, adotou o chamado “período de sondagem” para as séries iniciais, que além de ajudar na adaptação das crianças que chegam, auxilia na aproximação dos pais com a instituição de ensino. “É uma fase de acolhimento, que dura entre uma e duas semanas, de acordo com cada criança. Nesse período, os horários são especiais, aumentando progressivamente na medida em que a criança vai se adaptando. Nessa sondagem, os pais também são convidados a ficarem com a gente. Eles participam das brincadeiras, interagem nas atividades que envolvem música, pintura e outras”, explica a diretora, Marilene Rezende.

A instituição, que está com matriculas abertas para novos alunos, utiliza ainda as “medidas de acalento”, que fazem parte dessa adaptação para os pequeninos. “É fundamental que a criança se sinta segura naquele ambiente desconhecido para ela, por isso é importante que a família participe. Quando ocorre de a criança chorar nesse período, continuamos a contar com a participação dos pais até que ela se sinta mais segura e esteja adaptada aos professores e monitores. Essa fase é chamada por nós de acolhida afetiva”, conta.

ADAPTAÇÃO

Esse período de adaptação ocorre tanto no ensino regular, quanto no integral, quando a criança além das aulas normais, também participa de atividades extras como ballet, karatê, judô, crosskids, inglês, arte e culinária. “Nesse caso, a criança fica conosco, faz suas refeições na escola, normalmente entra às 8h e sai às 18h, sempre tendo um horário de aula normal e outro para as atividades extras”, detalha.

Tanto no ensino regular, como no integral, a diretora frisa que a participação dos pais é sempre bem-vinda. “Para nós é essencial, especialmente para entendermos o processo vivido pela criança fora do espaço da escola. Para isso, essa troca entre pais e instituição de ensino, é essencial”, acrescenta.

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Assuntos da sala de aula são abordados de forma prática em atividades extraclasses

Dentro da proposta pedagógica, a diretora ressalta ainda que a escola trabalha com espaços diferenciados, que despertam atenção dos alunos. “Temos além das salas de aulas; laboratório de matemática e de ciências; auditório com a sala de cinema; a sala de lego’, onde são trabalhados o desenvolvimento motor e cognitivo; quadra de esporte; biblioteca e sala de leitura; além de professores exclusivos de inglês, leitura e psicomotricidade”, destaca.

A diretora enfatiza que a escola tem investido cada vez mais nas aulas externas, extraclasses, onde os alunos são convidados a vivenciar na prática os conteúdos abordados em sala. “Costumamos fazer visitas a monumentos históricos, a museus, onde são abordadas interdisciplinaridades. Também vamos com regularidades a supermercados, para que as crianças possam trabalhar essa questão do valor, do dinheiro, da alimentação saudável, entre outras coisas. Nessas ocasiões, estimulamos nossas crianças a fazerem relatórios sobre essas aulas, isso porque nossa proposta pedagógica busca ultrapassar as fronteiras da sala de aula”, esclarece.

Desde o ensino infantil, as crianças são estimuladas a desenvolverem autonomia e independência. “Esse é um ponto muito importante para nós aqui na escola. Trabalhamos bastante essa questão da autonomia, especialmente dentro da vivência delas, em aspectos essenciais como a higiene, por exemplo. Por isso, limitamos o número de crianças por sala, em no máximo 20, sob supervisão de uma professora e duas auxiliares, dependendo da quantidade de alunos”, afirma.

Irene Almeida/Diário do Pará
 

Irene Almeida/Diário do Pará
 

Investimentos

Para acompanhar a evolução na educação, que vem aumentando cada vez mais, especialmente por conta do advento da internet e de outras tecnologias, a diretora afirma investir constantemente na capacitação dos professores e monitores.

“Além da capacitação externa por meio de cursos, também investimos em um trabalho interno em que convidamos profissionais renomados para vir até nós, com palestras, aulas e da troca de experiências”, diz.

Com relação ao uso de livros didáticos, a diretora ressalta que a escola não atua com coleções, ou seja, livros de todas as disciplinas de uma mesma editora. “Para nós, o fundamental é a qualidade. Buscamos sempre bons autores como o William Cerejo, para os livros de português e Daniela Pandovan, de matemática, independentemente de serem ou não da mesma coleção”, explica.

Para o ensino infantil, a escola não utiliza livros didáticos. “Trabalhamos com planejamento, a partir de uma proposta de contextualização para que a criança possa compreender melhor a realidade, de acordo com a sua fase de desenvolvimento”, esclarece.

Segundo a diretora Naiby Costa, a escola Colibri Baby segue uma linha sócio-interacionista.
Segundo a diretora Naiby Costa, a escola Colibri Baby segue uma linha sócio-interacionista. | Irene Almeida/Diário do Pará

Colibri Baby tem variados espaços de aprendizagem e que favorecem as interações sociais.
Segundo a diretora Naiby Costa, a escola Colibri Baby segue uma linha sócio-interacionista. | Irene Almeida/Diário do Pará
Segundo a diretora Naiby Costa, a escola Colibri Baby segue uma linha sócio-interacionista. | Irene Almeida/Diário do Pará
Proposta pedagógica da escola Colibri Baby inclui espaços diferenciados para serem explorados pelas crianças desde os primeiros meses de vida.
Segundo a diretora Naiby Costa, a escola Colibri Baby segue uma linha sócio-interacionista. | Irene Almeida/Diário do Pará
Segundo a diretora Naiby Costa, a escola Colibri Baby segue uma linha sócio-interacionista. | Irene Almeida/Diário do Pará
Segundo a diretora Naiby Costa, a escola Colibri Baby segue uma linha sócio-interacionista. | Irene Almeida/Diário do Pará
Segundo a diretora Naiby Costa, a escola Colibri Baby segue uma linha sócio-interacionista. | Irene Almeida/Diário do Pará
Segundo a diretora Naiby Costa, a escola Colibri Baby segue uma linha sócio-interacionista. | Irene Almeida/Diário do Pará

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