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CRISE

Preço da carne dispara e pode sumir dos supermercados de Belém

quinta-feira, 28/11/2019, 08:16 - Atualizado em 28/11/2019, 08:15 - Autor: Denilson D’Almeida


Preço disparou nos últimos dias, graças à exportação do produto e rede de supermercado local informa que o momento “é complicado”
Preço disparou nos últimos dias, graças à exportação do produto e rede de supermercado local informa que o momento “é complicado” | Casa Rosada/Fotos Públicas

O aumento do preço da carne bovina já vinha pesando no bolso dos consumidores nas últimas semanas, na Região Metropolitana de Belém. Agora o alimento já está em falta nas grandes redes de supermercados. Uma destas redes, ontem (27), espalhou cartazes pelas lojas para comunicar aos clientes sobre os preços elevados do alimento e também da escassez dele no mercado. Justifica que “os frigoríficos alegam que a exportação do boi em pé da carne ‘in natura’ para outros países faz o preço subir diariamente”.

Diz ainda que não há previsão do problema ser resolvido a curto prazo. “Nem há esperança de voltar à normalidade”. As fotos dos cartazes foram repassadas nas redes sociais e ganharam repercussão entre a população. No mesmo supermercado, ontem, a alcatra, por exemplo, estava sendo vendida a R$ 41,90, o kg. Já a Paulista, estava saindo por R$ 24,50.

Uma das justificativas seria a exportação da carne para a China. De acordo com reportagem publicada pela revista Exame, uma doença afetou a criação de porcos na África e a China era o principal comprador do alimento. Sem a importação suína, o mercado chinês começou a comprar mais carne bovina do Brasil.

 

Preço disparou nos últimos dias, graças à exportação do produto e rede de supermercado local informa que o momento “é complicado”
Preço disparou nos últimos dias, graças à exportação do produto e rede de supermercado local informa que o momento “é complicado” Diário do Pará
 

Um exportador ouvido pelo DIÁRIO ressaltou que o Brasil exporta cerca de 10% da carne bovina que produz e que este ano a exportação aumentou entorno de 8%. Mas ele diz que isso não é a causa do aumento de preço. “As indústrias - ao invés de continuar exportando para a Arábia Saudita, Egito e países do Oriente Médio – migraram para a China”, disse. Portanto, para o exportador o aumento da compra de carne ‘in natura’ ou de boi vivo pelos chineses não seria a principal causa da falta do produto nos supermercados. “Não houve aumento absoluto de carne exportada”, reforçou.

Para o governo federal o aumento do preço da carne no Brasil representa um momento de “euforia do mercado”, segundo disse a Ministra da Agricultura Tereza Cristina, durante entrevista à Rádio Bandeirantes. Essa alta, de acordo com a ministra, tem relação com fatores climáticos afetando a produção e também a recomposição do preço do arrouba que estaria defasado e está sendo reajustado com o aumento das exportações.

Além disso, ela reforça que dificilmente o preço da carne voltará aos valores anteriores e que existe a possibilidade de o Brasil importar carne vermelha para suprir a demanda do país e equilibrar os preços para o consumidor nacional.

O deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL), em pronunciamento no plenário da Câmara Federal, ontem (27), cobrou uma reação do Poder Legislativo “A gente vai importar carne em um país que produz carne e exportar boi em pé?”, questionou.

NOTA OFICIAL - ABRAS

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) informou, em nota, que tem acompanhado atentamente todas as questões que envolvem o abastecimento do mercado interno, que apesar de indicarem que não há risco para falta de carne bovina ao consumidor brasileiro, o valor do produto in natura, assim como já anunciado recentemente pela mídia, chegou ao varejo. “A ABRAS está empenhada em encontrar soluções para um cenário de livre comércio e demanda por parte dos frigoríficos e distribuidores”, informou.

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