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EM FRENTE BRASIL

Ananindeua é o município com maior redução de crimes violentos, reconhece Moro

terça-feira, 26/11/2019, 21:37 - Atualizado em 26/11/2019, 21:37 - Autor: Ag. Pará


| Divulgação/PM

Ananindeua registra a maior taxa de redução da criminalidade violenta, em comparação aos demais municípios que já receberam ações do projeto "Em Frente Brasil". O reconhecimento foi feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, por meio de videoconferência realizada entre os gestores nacionais do Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta (PNECV), com representantes das forças de segurança, como Polícia Federal, Polícias Civil e Militar, Perícia Criminal e Força Nacional. A videoconferência, destinada a acompanhar o andamento das ações, foi realizada nesta terça-feira (26), no prédio da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

Além de Ananindeua, foram selecionadas as cidades de Paulista (PE), no Nordeste; Cariacica (ES), no Sudeste; Goiânia (GO), no Centro-Oeste, e São José dos Pinhais (PR), no Sul. A escolha dos municípios foi feita por critérios do ranking da violência, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e adesão dos governos locais ao projeto.

Para o PPECV, são considerados crimes violentos, de acordo com o Código Penal Brasileiro: homicídios, feminicídios, estupros - tentados e consumados-, extorsão mediante sequestro, latrocínio, roubo à mão armada, roubo sem arma, sequestro, lesão corporal e cárcere privado. No caso do projeto-piloto, foram selecionados os crimes de homicídio doloso, no triênio 2015, 2016 e 2017, embora os demais crimes sejam impactados. 

HOMICÍDIOS E LATROCÍNIOS

Entre as reduções mais significativas está a registrada no número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI). No período de 30 de agosto, quando o projeto foi implantado, até 24 de novembro, ao comparar os anos de 2018 e 2019, a redução de homicídios nas cinco Áreas de Interesse Operacional (AIO), que reúnem 14 bairros na Região Metropolitana de Belém, chegou a 69%. O número de latrocínios também teve queda de 67%.

As reduções chegam a ser mais altas diante da análise por Áreas de Interesse Operacional. Na AIO 2, por exemplo, que contempla os bairros Águas Brancas, Águas Lindas e Aruá, a redução de CVLI chega a 86%, e na AIO 4, que reúne os bairros Cidade Nova, Guajará e Levilândia, as reduções totalizam 71%.

Os casos de feminicídio tiveram redução de 100%, no período de 30 de agosto a 24 de novembro, em Ananindeua, ao comparar os anos de 2018 e 2019. No ano passado, um caso foi registrado no Bairro Águas Brancas, e neste ano não houve nenhum caso no município.

Para o titular da Segup, Ualame Machado, as reduções refletem a integração das forças de segurança no desenvolvimento do projeto. "A queda nos índices de CVLI no município muito se deve às operações integradas e pontuais no combate a grupos de extermínio, que antes existiam no município. Além disso, foram feitas reintegração de posse em condomínios do Minha Casa Minha Vida, como o Ebenézer e Anita Gerosa, conhecido na região como Carandiru, que estavam invadidos por grupos de milícias", ressaltou.

 ETAPAS

A fase inicial do projeto-piloto, previsto para os cinco municípios, terá a duração de seis meses, de setembro de 2019 a fevereiro de 2020. Após esse prazo, tendo sido experimentados os modelos de atuação e metodologias, será apresentado normativo que instituirá o Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta. O projeto, nesses cinco municípios, se estenderá além dos seis meses, de acordo com a validade dos seus respectivos Planos Locais de Segurança.

Em 2020, já na forma do Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta, outros municípios serão escolhidos com base em metodologia de identificação e seleção de cidades, que estabelecerá uma série de parâmetros e critérios específicos.

Durante a reunião foi avaliada a permanência da Força Nacional de Segurança Pública. "Reconhecemos a significativa redução alcançada pelas forças de segurança que estão atuando em Ananindeua. Realmente, são dados que nos chamam a atenção, em especial o homicídio e latrocínio. Pretendemos permanecer com a Força Nacional até a segunda fase do projeto, a fim de garantir que a violência permaneça diminuindo cada vez mais", informou o ministro Sérgio Moro.

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