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PRECONCEITO

Adolescente é vítima de racismo em escola particular de Belém

domingo, 24/11/2019, 18:58 - Atualizado em 24/11/2019, 18:56 - Autor: DOL


Denúncias começaram a surgir nas redes sociais neste domingo (24)
Denúncias começaram a surgir nas redes sociais neste domingo (24) | Reprodução/Google Street View

Publicações que circulam as redes sociais neste domingo (24) acusam de racismo a dona de uma escola particular, localizada no Conjunto Maguary, em Belém. Segundo a denunciante, o jovem foi chamado de “macaco”, “gorila” e “viadinho” pela dona da instituição, uma senhora de 71, durante uma apresentação escolar realizada na última semana.

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“Quando o garoto quis se retirar de sala de aula ela ainda o puxou de volta e deu um tapa nas costas dele, estavam presentes alunos e dois professores”, dispara a autora da publicação, indignada porque, segundo ela, o jovem não deveria rebater a dona da escola por ser uma pessoa de idade e com problemas de saúde.

"Foram 500 anos ouvindo calado, deixando que nos dissessem que nossa pele não é bonita o suficiente, que nossos traços são feios e que as nossas raízes não prestam e agora vocês querem que o garoto fique calado", desabafa.

NÃO SERIA A PRIMEIRA VEZ

Além da autora da publicação, ex-alunos relatam atitudes semelhantes cometidas pela dona da escola. Uma internauta afirma que foi humilhada e chamada de “vagabunda” pela senhora. “Já fui humilhada na frente de meus colegas de classe por usar o short de educação física no dia errado, pois havia me enganado do dia que acontece a educação física. Fui chamada de vagabunda e segundo a dona zuca eu queria parecer ‘gostosa’ para os meninos da escola. Fui obrigada a me retirar de classe pelo acontecido”, relembra.

“Essa dona e diretora da escola nunca teve respeito com os alunos. Sempre foi muito mal falada. Sou morador do conjunto Maguari, nunca estudei lá, mas muitos amigos estudaram e falavam mal dela”, afirmou outro.

Por conta da repercussão do caso, internautas mobilizam um ato de repúdio na unidade de ensino. “Vamos mostrar que crimes como estes não passarão despercebidos aos olhos da sociedade. Chega de passar pano pra racistas nojentos!”, defendeu uma internauta.

CASO DE POLÍCIA

A respeito do caso, o DOL procurou a Polícia Civil para saber se já existem registros de algum caso de racismo envolvendo um adolescente na referida escola, mas a Polícia garante que ainda não foi procurada e ressaltou que, por se tratar de uma pessoa menor de idade, a família busque a Divisão de Atendimento ao Adolescente (DATA). 

O DOL também tenta contato com a diretora da escola.

(DOL)

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