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EMPREENDER

Renegociar dívidas ajuda a garantir o controle sobre o negócio

domingo, 24/11/2019, 08:08 - Atualizado em 24/11/2019, 08:28 - Autor: Diário do Pará


Luiz Lourenço destaca que existem vários mecanismos de repactuação e renegociação que as instituições financeiras podem fazer.
Luiz Lourenço destaca que existem vários mecanismos de repactuação e renegociação que as instituições financeiras podem fazer. | Irene Almeida/Diário do Pará

Ainda que o negócio esteja estruturado em cima de um planejamento, qualquer empresa pode enfrentar um período de dificuldade, seja operacional ou mesmo financeira. Quando isso ocorre, porém, a atitude adotada pelo empresário é o que poderá fazer a diferença para a garantia da sustentabilidade do empreendimento. Diante dessa situação, uma medida simples que pode garantir a retomada de controle sobre o negócio é a renegociação das dívidas. A terceira matéria da série Raio-X – Comércio Ativo mostra como isso é possível.

Superintendente Regional Pará e Amapá do Banco da Amazônia, Luiz Lourenço de Souza Neto, considera que qualquer dificuldade em um empreendimento não ocorre do dia para a noite. Portanto, ele recomenda que, em caso de contratempo, o empreendedor se antecipe e busque uma negociação com a instituição financeira.

“O empreendedor, mais do que ninguém, percebe que vai ter alguma dificuldade. Então, o cliente que tem financiamentos pode procurar antecipadamente o banco e já pedir uma renegociação ou uma prorrogação de prazo”, aponta. “Isso facilita em muito a análise porque uma coisa é analisar um cliente que está adimplente e que pede uma repactuação do contrato e outra coisa é analisar o caso de um cliente que esperou inadimplir para pedir a negociação”.

De qualquer maneira, mesmo que o empreendedor já se encontre em uma situação de inadimplência, Luiz Lourenço reforça que existe uma série de mecanismos de repactuação e renegociação que as instituições financeiras podem fazer. “As instituições financeiras, de um modo geral, e o Banco da Amazônia não são diferentes, estão sempre de portas abertas para estudar as possibilidades para trazer esses créditos para a adimplência total, parcial ou para a renegociação, que inclui a prorrogação do prazo de pagamento, o alinhamento dentro de uma parcela que o cliente possa pagar etc.”, reforça. “Às vezes, o cliente deixa passar muito tempo porque a dívida é antiga e acredita que não haverá mais condições de pagar, mas tudo é possível se verificar a possibilidade de renegociar. O pior é o cliente ficar inadimplente”.

FNO

No que se refere aos recursos oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), o superintendente aponta que as operações são amparadas pela Lei 13.729/18, que permite que as operações de crédito rural do FNO contratadas até novembro de 2011 sejam repactuadas com descontos significativos de até 80%. “As operações rurais contratadas com o FNO têm essa oportunidade que vai até o mês de dezembro de 2019”, lembra Luiz.

“Recomendamos que esses clientes, que estão nessa situação, não aguardem a última semana de dezembro para entrar com pedidos de renegociação, porque ela é feita a partir de um estudo de viabilidade e capacidade de pagamento, então, a nossa área de reestruturação de ativos vai precisar ter um tempo para fazer essa análise”.

A partir de tal legislação, as empresas rurais e os produtores rurais podem garantir a quitação do débito com descontos elevados, dependendo do volume atrasado, da quantidade de parcelas que estavam inadimplentes e dos cálculos realizados.

De qualquer modo, ainda que o cliente não tenha condições de quitar o débito todo, a lei também possibilita a realização de uma repactuação, em que o cliente entra com um valor relativamente pequeno, a partir de 1% da dívida, por exemplo, e consegue alcançar um prazo de carência e mais um prazo de pagamento maior.

Renegociação também para empresas do setor industrial, comércio e serviços

Exceto recursos do FNO

Assim como ocorre em empreendimentos do setor rural, há possibilidade de renegociação de débitos também para os financiamentos das indústrias e empresas de serviço não rurais. Nesse caso, porém, a renegociação é específica para esse segmento e o Banco da Amazônia consegue oferecer uma série de oportunidades para os clientes não apenas repactuarem os seus contratos, como também quitarem. Exceto para recursos do FNO, são até 90% de desconto para quitar dívidas da carteira comerciale fomento.

“Temos muitas oportunidades para a quitação dessas dívidas e operações que possibilitem o cliente prorrogar e estabelecer um volume de parcelas que esteja dentro da condição dele de pagamento”, aponta Luiz Lourenço. “O Banco da Amazônia tem sido muito proativo em relação a isso e o bom é que existe a possibilidade do cliente quitar o seu débito de uma forma que ele possa voltar à adimplência e, inclusive, com acesso ao crédito”.

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